Mato Grosso
Servidor é acusado de importunação sexual após enviar mensagens via WhatsApp para colega
Mato Grosso
Da Redação
Um servidor lotado na Secretaria Municipal de Saúde da cidade de Sapezal (430 km de Cuiabá) foi acusado por uma servidora de 33 anos, de importunação ofensiva ao pudor.
De acordo com o boletim de ocorrência, Marcos Leiva de Souza Carmo, 46 anos, teria enviado por WhatsApp para a vítima mensagens, imagens e vídeos com conteúdo explicito e ofensivo.
“Narro o relato da vítima, onde ela começou a receber [do acusado] mensagens via WhatsApp, Fotos, Vídeos e Áudios onde o conteúdo é explicito e ofensivo.” Consta no BO.
O acusado trabalha no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e teria começado a enviar mensagens de cunho sexual para a colega desde fevereiro deste ano, diante da situação, a servidora decidiu procurar o secretário de Saúde de Sapezal, Ralph Neves Lima, onde relatou os acontecimentos.
O boletim de ocorrência foi registrado no dia 14 de fevereiro pelo secretário da pasta juntamente com a servidora, desde então, o processo se encontra em sigilo.
Nossa equipe entrou em contato com o acusado para que o mesmo se defendesse das acusações, primeiramente via WhatsApp, porém não obtivemos respostas, posteriormente tentamos ligar para o telefone do mesmo, sem sucesso.
Também entramos em contato com a vítima, que nos relatou que a situação é verídica, e que o secretário da pasta está ciente da situação, porém, o mesmo se nega a dar informações para vítima. “O secretário de Saúde me levou até a delegacia para registrar o BO. E até o momento ele se quer responde minhas mensagens”. Disse a vítima a nossa equipe.
Posteriormente mandamos mensagem para o secretário de Saúde com vários questionamentos, porém não obtivemos nenhuma resposta, na sequencia ligamos para o número do secretário que se negou a dar qualquer informação sobre a situação. Para nossa equipe, ele alegou que o processo se encontra em sigilo e que por este motivo não iria comentar o ocorrido, porém, muitos dos questionamentos estão alheios ao sigilo imposto.
De acordo com o delegado de Polícia Judiciária Civil (PJC) de Sapezal, Gustavo Godoy, a delegacia está investigando o caso e não possui prazo definido para a apuração das denúncias.
Foto: Assessoria
Mato Grosso
TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.
A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.
O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.
“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.
A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.
“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.
Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.
O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.
Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.
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