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Os craques da Copa das Confederações 2017

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Torneio na Rússia não é dos mais badalados, mas Cristiano Ronaldo não estará só. Confira os principais candidatos a estrela da competição

Da Redação

 

A edição de 2017 será uma das menos badaladas da história da Copa das Confederações, já que os campeões da Eurocopa,  da Copa América e o país-sede são países menos tradicionais – Portugal, Chile e Rússia respectivamente – e a campeã mundial Alemanha levará à campo uma  equipe reserva. Haverá no entanto, uma grande atração: Cristiano Ronaldo, o melhor do mundo, em busca de um dos poucos títulos que faltam em sua carreira. Outros grandes jogadores e jovens revelações pintam como possíveis craques do torneio, que vai deste sábado até o dia 2 de julho. Confira os principais candidatos:

Cristiano Ronaldo (Portugal)

O melhor do mundo não quis saber de férias mesmo depois da conquista de mais uma Liga dos Campeões. De novo visual, Cristiano tentará levar Portugal ao título inédito. Pelo Real Madrid, Cristiano marcou 42 gols em 46 jogos na temporada 2016/2017 e, aos 32 anos, chega animadíssimo à Rússia após mais um ano de conquistas.

Alexis Sánchez (Chile)

Depois de conquistar a Copa América em 2015 e 2016, o atacante chileno busca uma façanha ainda maior por seu país. Aos 28 anos, o atacante habilidoso e de boa finalização vive boa fase: marcou 30 gols pelo Arsenal na última temporada.

O atacante chileno Alexis Sánchez comemora o segundo gol na vitória sobre o Brasil em Santiago

Julian Draxler (Alemanha)

O técnico Joachim Löw abriu mão de seus principais jogadores, como Thomas Müller, Mezut Özil e Toni Kroos, para testar jogadores jovens e promissores. Um dos mais experientes da seleção alemã na Rússia será o meia Julian Draxler, do Paris Saint-Germain. Aos 23 anos, o meia driblador e de bom passe, que marcou dez gols pela equipe francesa nesta temporada, deve ser um dos líderes da Alemanha.

Chicharito Hernández (México)

O atacante do Bayer Leverkusen já viveu fases melhores, quando passou por Manchester United e Real Madrid. No entanto, aos 29 anos, segue sendo, a esperança de gols do México, única equipe do torneio a já ter conquistado a Copa das Confederações, em 1999. Pelo Leverkusen, ele marcou 13 gols na temporada. Seus companheiros Carlos Vela e Oribe Peralta também são bons candidatos a estrela do torneio.

Chicharito (Javier Hernández) jogando pelo México

Arturo Vidal (Chile)

A empolgada seleção chilena contará com mais um jogador de alto nível internacional. O volante Arturo Vidal, do Bayern de Munique, será uma das principais atrações do torneio. O jogador de 30 anos atuou em 44 partidas pelo clube alemão e marcou 11 gols na temporada.

Copa América: Chile x Equador

Ter Stegen (Alemanha)

O goleiro Manuel Neuer foi o destaque da Alemanha no título mundial em 2014. Poupado da Copa das Confederações, o arqueiro do Bayern de Munique será substituído por outro goleiro famoso: André Ter Stegen, do Barcelona. Aos 25 anos, ele vê o torneio como sua chance de brigar com posição com Neuer no futuro.

 

O goleiro do Barcelona, Marc-Andre ter Stegen, comemora gol marcado contra o Paris Saint Germain, em partida válida pela Liga dos Campeões, no estádio Camp Nou, em Barcelona

Tim Cahill (Austrália)

O artilheiro de 37 anos segue em atividade e em busca de novos feitos pela seleção australiana. Cahill é o maior artilheiro da história do time (48 gols, sendo cinco em três Copas do Mundo disputadas) e atualmente joga no Melbourne City. Ídolo do Everton, da Inglaterra, ele atuou nas últimas temporadas em clubes dos Estados Unidos e da China.

Tim Cahill: esperança australiana de gols

Leroy Sané (Alemanha)

O atacante de 21 anos é uma das maiores revelações do futebol alemão nos últimos tempos. Canhoto e habilidoso, ele ganhou moral com o técnico Pep Guardiola no Manchester City. Marcou nove gols na última temporada e deve estar no elenco da Alemanha na Copa de 2018. Para isso, deve confirmar a boa fase na Copa das Confederações.

Fonte: Placar
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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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