Gestão de risco
Ministério da Agricultura faz intercâmbio sobre políticas de seguro agrário em congresso internacional
Evento realizado na Espanha reuniu representantes de diversos países para aprimoramento das ferramentas do sistema de securitização rural
Política
Evento realizado na Espanha reuniu representantes de diversos países para aprimoramento das ferramentas do sistema de securitização rural A cidade espanhola de Jerez de la Frontera, em Andaluzia, na Espanha, foi sede do Congresso Internacional de Seguro Agrário nesta semana. O sistema espanhol de Seguros Agrícolas conta com mais de quatro décadas de experiência, período em que se consolidou e se aperfeiçoou como ferramenta fundamental para manter a renda dos profissionais do setor agrícola.
Além do Brasil e Espanha, também participaram representantes dos Estados Unidos, França, Itália, Chile e Comissão Europeia, além de especialistas da Universidade Politécnica de Madrid e da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, ligada à Organização das Nações Unidas (ONU/FAO).
“Foi uma grande oportunidade de compartilhar aprendizagem e intercâmbio com as demais entidades do setor de seguro de outros países a fim de aprimorar o instrumento como gestão de risco diante de nova realidade climática global”, observa o diretor de Gestão de Risco do Ministério da Agricultura e Pecuária, Jônatas Pulquério.
“O aumento de eventos climáticos adversos afeta negativamente tanto a produção agrícola quanto a própria estabilidade do mercado de seguro rural, por isso é de grande interesse buscar fóruns de discussão nos quais possamos compartilhar experiências e encontrar soluções para que o seguro agrícola possa continuar respondendo ao setor, prioritário para garantir a segurança alimentar” salienta Pulquério, que acrescentou ter constatado no evento a necessidade de seguir proporcionando aos agricultores um sistema de gestão de riscos. Para ele, um dos objetivos da gestão de riscos é incrementar a resiliência da produção agrícola, com medidas de adaptação e mitigação frente à mudança climática, que é um fenômeno global, o qual acaba por elevar a sinistralidade na agricultura a níveis nunca antes observados em todo o planeta.
“É imprescindível o apoio do setor público para garantir o acesso ao seguro e ampliação da rede de atendimento para novas fronteiras agropecuárias, buscando o equilíbrio do mercado segurado”, conclui.
Um dos temas abordados durante o encontro foi a questão da sustentabilidade, tema comum a todos os participantes, pois é um desafio global que requer uma resposta global. Também esteve presente no evento o coordenador operacional de Seguro Rural, Luís Augusto Crisóstomo de Sousa, que proferiu palestra no dia 5 (quinta-feira) sobre o Sistema Brasileiro de Seguros Rurais: Evolução, Situação atual e Perspectivas diante da nova realidade climática.
Com Assessoria / Governo Federal
Política
Pivetta prepara enxugamento da máquina e avalia cortes no Governo de MT
O governador reeleito Otaviano Pivetta (Republicanos) prepara uma revisão ampla da estrutura do Governo de Mato Grosso antes do início do novo mandato, em janeiro de 2027. A medida pretende identificar despesas que podem ser reduzidas e tornar a máquina pública mais enxuta.
A previsão é que um decreto seja publicado entre esta quarta-feira (7) e quinta-feira (8), estabelecendo os critérios para a análise. O trabalho deverá avaliar a estrutura dos órgãos estaduais, gastos com pessoal e custeio, contratos e possíveis sobreposições de funções.
A condução dos estudos deverá ficar a cargo de uma comissão presidida pelo ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo, que coordenou a campanha de Pivetta nas eleições deste ano. O grupo terá a missão de reunir informações de diferentes setores do Estado para elaborar um diagnóstico da atual estrutura administrativa.
Entre os dados que serão analisados estão o número de servidores e cargos existentes, a organização das secretarias, contratos firmados pelo Governo e despesas administrativas. A partir desse levantamento, a comissão deverá apontar setores com possibilidade de redução de custos e áreas que precisam ser preservadas ou consideradas prioritárias.
A revisão também poderá atingir o quadro de pessoal, principalmente os cargos comissionados. No entanto, a quantidade e o formato de eventuais cortes ainda não estão definidos e dependerão das conclusões do levantamento.
A proposta faz parte da preparação para o novo ciclo administrativo de Pivetta, que foi reeleito no primeiro turno no último domingo (4). A intenção é iniciar 2027 com uma estrutura considerada mais eficiente e com maior capacidade de direcionar recursos para investimentos e serviços públicos.
O movimento ocorre paralelamente às mudanças que o governador já sinalizou para a equipe de secretariado. Pivetta afirmou que pretende promover alterações pontuais na estrutura do Governo, sem uma reforma ampla, com o objetivo de corrigir áreas que ainda não apresentam os resultados esperados.
Com a revisão, a gestão pretende identificar onde há espaço para economia sem comprometer serviços considerados essenciais. O diagnóstico deverá servir de base para as decisões administrativas que serão tomadas na preparação do próximo mandato.
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