Mato Grosso

Operação Nêmesis cumpre mandados de busca e apreensão contra alvos envolvidos com o tráfico de drogas em Barra do Garças

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Da Redação

Uma operação foi deflagrada na manhã desta quinta-feira (23) pela Polícia Federal (PF) na cidade de Barra do Garças (525 km de Cuiabá), a Operação Nêmesis cumpriu medidas cautelares no combate ao tráfico de drogas naquela região.

Cerca de vinte agentes saíram para cumprir três mandados de busca e apreensão emitidas pela 2ª Vara Criminal de Barra do Garças, os mandados foram contra investigados que ostentavam bens e utilizavam veículos de luxo, o grupo é conhecido por atuarem de forma violenta, além disso, os investigados possuem diversas passagens criminais, dentre elas homicídios.

A operação apreendeu veículos, entorpecentes, folhas de cheques, armamentos, munições e dinheiro em espécie oriundos do crime organizado. O aparato utilizado na operação contou com a participação do Grupo de Pronta Intervenção da Polícia Federal (GPI/MT), Polícia Rodoviária Federal (PRF), Polícia Judiciária Civil (PJC) e Polícia Militar (PM).

A assessoria de imprensa da PF informou que as apurações a cerca da operação serão mantidas em sigilo para não prejudicar as investigações que ainda estão em andamento.

Nêmesis

A operação foi batizada de Mênesis em alusão a uma deusa da mitologia grega conhecida como “deusa da ostentação”.

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TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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