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Atleta do programa social Jiu-Jitsu Rotam conquista medalha de campeão brasileiro

Medalha foi conquistada na categoria peso pesado do Campeonato Brasileiro de Jiu-Jitsu Esportivo – CBJJE

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Atleta do projeto social Jiu Jitsu Rotam, do Batalhão de Rondas Ostensivas Tático Móvel Metropolitana, Renato de Oliveira Campos, retornou da capital paulista na terça-feira (27.06) com uma medalha de ouro do campeonato nacional promovido pela Confederação Brasileira de Jiu-Jitsu Esportivo. Renato tem 30 anos e trabalha na área de Tecnologia da Informação (TI) da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT).

Com essa, conquistada na categoria de peso pesado do Campeonato Brasileiro de Jiu-Jitsu que ocorreu no fim de semana, Renato já soma 12 medalhas em um ano.

Após vencer em nível nacional, Renato faz planos  para competir em campeonatos internacionais. A meta agora é treinar e se inscrever na Confederação Brasileira de Jiu-Jitsu (CBJJ), entidade que habilita os atletas a lutarem no exterior. O competidor está focado no Campeonato Sul-Americano de Jiu-Jitsu, marcado para o mês de setembro.

Renato lembra que começou a treinar há um ano e se apaixonou pelo esporte, sendo logo inserido no mundo das competições. Se dedicando ao Jiu Jitsu todos os dias da semana, ele tem uma rotina de treino muito disciplinada. Seus principais incentivadores e suporte para os treinos são o sargento da Polícia Militar, Victor Vinicius Carvalho Paz, seu professor,  e o soldado Alexandre da Silva Lima, seu mestre nessa arte oriental que se difundiu no Brasil como um esporte de combate.

Sesp-MT

“Eu sentia a necessidade de praticar um esporte, só faltava a coragem. O primeiro que fiz foi Jiu-Jitsu,  pelo qual me apaixonei logo no início”, conta Renato. “Esse é um esporte que ajuda não só no desenvolvimento físico, também melhora a gente na vida pessoal, te ajuda despertar calma. O jiu-jitsu é uma arte suave, com técnicas que exigem concentração e calma. Com treino e disciplina você faz um bom trabalho”, avalia Renato.

*Com supervisão de Alecy Alves

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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