Mato Grosso

Equipe de reportagem é agredida em frente ao Hospital Julio Muller em Cuiabá

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Mato Grosso

Da Redação

 

Equipe de reportagem do Programa da Gente (TBO) sofreu intimidação e chegou a ser agredida por três pessoas no momento em que gravavam uma matéria sobre os casos confirmados de Covid-19 no Estado, segundo eles, a equipe iria “falar mal do Bolsonaro”.

O jornalista Jean Borsatti e o cinegrafista Julynei Ribeiro estavam em frente ao Hospital Universitário Júlio Muller quando foram interrompidos pelo trio que aos gritos diziam que a equipes estava mentindo em relação a pauta.

Segundo o relato do jornalista, logo que a equipe chegou ao local o trio começou a hostiliza-los de cima de uma sacada de um prédio ao lado do hospital, em determinado momento os três descem da residência e se posicionam atrás do cinegrafista, claramente no intuito de intimidar a equipe.

“No momento que vi os três atrás do meu cinegrafista parecendo seguranças questionei qual seria o problema, foi quando disseram que eles estariam lá para se certificar de que eu não falaria mal do Bolsonaro” . Disse o repórter.

Com a ação hostil do trio o jornalista se sentiu intimidado, em certo momento um deles agrediu o cinegrafista o segurando pelo braço e batendo no equipamento cinematográfico, em outro momento, um deles partiu para cima do jornalista com o intuito de agredi-lo, porém parou ao perceber que estava sendo gravado.

O jornalista explica que a polícia precisou ser acionada e que no momento que o trio percebeu que a polícia havia sido chamada eles se dirigiram para dentro da residência onde apagaram as luzes e ficaram observando da sacada.

“Quando os policiais chegaram eles se recusaram a conversar com eles, foi necessário chamar reforços para que os três envolvidos, dois homens e uma mulher, saíssem da residência.” Afirmou.

Um dos envolvidos precisou ser contido pela polícia, já que se recusava a obedecer as ordens dos agentes, os três foram encaminhados para a Central de Flagrantes de Cuiabá onde um boletim de ocorrência foi lavrado.
Eles deverão responder por perturbação do trabalho e resistência.

 

Veja Boletim de Ocorrência:

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Mato Grosso

TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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