CORRIDA SUCESSÓRIA EM CUIABÁ

Liderando pesquisas, Botelho diz que ‘prudência sempre colhe bons resultados’

Eduardo Botelho e Abílio Júnior podem protagonizar embate histórico para governar o município cuiabano

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Política

Foto: MAURICIO BARBANT / ALMT

Independente da queda de braço partidária [não oficial] existente entre Eduardo Botelho e o deputado federal Fábio Garcia, ambos do União Brasil, para saber quem será o candidato oficial da sigla à Prefeitura de Cuiabá, o dirigente da Mesa Diretora do Parlamento Estadual tem pela frente também o deputado federal Abílio Júnior (PL), adversário de expressivo peso político. Botelho e Abílio registram empate técnico na preferência do eleitor cuiabano, segundo a PERCENT.

Abílio [Abílio Jacques Brunini Moumer] já disputou a Prefeitura da capital nas últimas eleições, sendo vencido pelo prefeito Emanuel Pinheiro no segundo turno, por pequena margem de votos.

Abílio Júnior
Site Câmara Federal

“Lógico que respeito e agradeço aos que respaldam meu nome, mas ainda é cedo demais para alardearmos vitória. Prudência é a maior aliada de vitórias. Isso porque “nenhuma eleição é ganha antes de as urnas serem abertas”, é ditame popular. No geral, estamos esperançosos, muito confiantes de que, mais à frente, nosso nome terá respaldo integral do eleitorado do município cuiabano. Só não convém nos precipitarmos nesse sentido”, disse Botelho.

A pesquisa da PERCENT foi encomendada pelo porta ODOCUMENTO e TV Cuiabá. Os pesquisadores ouviram eleitores nas cinco principais regiões do município cuiabano. Os dados são claros, a favor de Botelho e Abílio. O presidente da ALMT registra salto gigantesco em apenas quatro meses, época da última pesquisa [de 10% para 18.5%].

Já o deputado federal Abílio Júnior, do PL, mantém-se em 1º lugar, com 21,1%. Dados que oficializam empate técnico entre os parlamentares.

Na simulação do segundo turno, ineditamente Abílio foi ultrapassado por Botelho.

Há mais interessados em suceder o cargo de Emanuel Pinheiro, a exemplo de Lúdio Cabral, do PT, com 12,7% das intenções de voto. Cabral ainda não se posicionou publicamente se é ou não pré-candidato à Prefeitura da capital.

Fábio Garcia (União Brasil), federal, e Juca do Guaraná, estadual (MDB), aparecem colados na quarta posição. Com minguada margem de preferência do eleitorado, dificilmente Garcia terá aval do seu partido para destituir a pretensão de Eduardo Botelho de disputar a Prefeitura de Cuiabá. Prevê-se, assim, o nome vitorioso na queda de braço partidária.

Já José Roberto Stopa (PV), vice-prefeito atual de Cuiabá, e que também comanda a Secretaria de Obras do município, mantém 5,8%. Prognósticos de experts em política descartam possibilidade de ascensão de Stopa nas pesquisas.

Segundo a PERCENT, os cenários simulados destacam avanço progressivo de Botelho na preferência do eleitorado cuiabano. Se as eleições fossem hoje, o presidente da ALMT venceria facilmente seus adversários. Quanto a Abílio, ele ficaria na casa dos 24,3%, contra 30% do presidente da Mesa Diretora da Casa de Leis Estadual.

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A pesquisa PERCENT foi realizada de 14 a 20 de junho nas cinco regiões de Cuiabá. Para reduzir a margem de erro, que ficou estimada em 2,83%, a PERCENT aplicou 1.200 entrevistas presenciais, com intervalo de confiança acima de 95%.

 

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Podemos concentra R$ 2 milhões em campanha e mira bancada de seis deputados

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O Podemos decidiu apostar alto na eleição proporcional de Mato Grosso e já destinou R$ 2,05 milhões em recursos de campanha aos candidatos que disputam vagas na Assembleia Legislativa. A estratégia acompanha uma meta ambiciosa anunciada pelo partido: eleger pelo menos seis deputados estaduais e formar uma das maiores bancadas da próxima legislatura.

A legenda lançou 25 nomes para a disputa pela ALMT e, de acordo com o presidente estadual do Podemos, Max Russi, trabalha com a expectativa de conquistar seis cadeiras, podendo chegar a sete. A projeção colocaria o partido com um quarto das 24 vagas do Legislativo estadual.

A distribuição dos recursos, porém, não ocorre de maneira uniforme. O próprio Max Russi, que busca a reeleição e atualmente preside a Assembleia, recebeu R$ 450 mil, o maior repasse registrado até agora. O valor representa cerca de 22% de todo o montante distribuído pelo partido.

Na sequência aparecem Karen Rocha, com R$ 200 mil, e Beto Dois a Um e Valdeníria Dutra, com R$ 150 mil cada. Outros sete candidatos, Adelcino Lopo, Bira, Geovane Gamba, Janailza Taveira, Allan Kardec, Sargento Casarin e Scheila Pedroso, receberam R$ 100 mil cada.

Também foram registrados repasses de R$ 50 mil para Alessandra Ferreira, Alex Rodrigues, Gustavo Bang, Joize Marques, Marcos Paulista, Meraldo Sá, Priscila Dourado e Salete Bergamin. Enquanto isso, Fabinho Tardin, Mauro Savi, Rafael Machado e Ulysses Moraes ainda não haviam recebido recursos do partido no levantamento. Carlos Kan aparece como inapto por não ter apresentado prestação de contas à Justiça Eleitoral.

A estratégia financeira revela uma tentativa do Podemos de transformar a força da chapa em representação efetiva no plenário. A legenda trabalha com a possibilidade de ampliar significativamente sua presença na Assembleia, mas o resultado dependerá do desempenho conjunto dos candidatos e da distribuição das vagas pelo sistema proporcional.

Com a maior parte da verba ainda concentrada em um grupo específico de candidaturas, o desempenho das urnas também será um teste para a aposta feita pela direção partidária. A promessa de seis cadeiras significa, na prática, conquistar 25% da Assembleia, uma meta que colocaria o Podemos no centro das articulações pelo comando da próxima legislatura.



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