CUIABÁ

Prefeito e vice-prefeito visitam espaço onde será construída a primeira Usina de Energia Limpa

A lei n. 6.900/2023 garante que o município receberá um sistema fotovoltaico de 3.340 kWp, com vistas à geração aproximada de 420.000,00 kWh/mês de energia, com viabilidade para incremento futuro de mais kWh de potência. Será a primeira Usina de Energia Solar Limpa.

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Foto: Luiz Alves

O prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro, o vice-prefeito e secretário de Obras Públicas, José Roberto Stopa e o secretário de Turismo, Lincoln Sardinha realizaram na manhã desta quinta-feira (07), uma visita técnica no espaço onde será construído o Parque Tecnológico de Geração de Energia Sustentável (Usina Solar), localizado no distrito do Coxipó do Ouro, distante 20 km da capital.

Com oito hectares de extensão, nesse primeiro momento será necessária a utilização de metade do espaço para instalação das placas solares, além de 13 km de linha de alta tensão, que beneficiará diretamente aquela comunidade. “Cuiabá merece. Feriado de Corpus Christi, estamos trabalhando debaixo desse sol escaldante, mas é tudo pelo nosso povo cuiabano. Estamos vistoriando onde será o que podemos chamar de Usina de energia limpa, que vai beneficiar a nossa capital. E o melhor, onde tudo começou, pois Cuiabá nasceu do distrito do Coxipó do Ouro”, declarou o prefeito.

“Estamos transformando Cuiabá com projetos de sustentabilidade, sendo esse mais um compromisso da nossa administração, por meio de uma Parceria Público Privada (PPP) com o Shopping Popular, através do nosso grande parceiro, o presidente Misael Galvão. Vamos proporcionar a revitalização do Shopping com a economia resultante da energia gerada na Usina, além do município também ser beneficiado com a redução na conta de energia. Essa diminuição de gastos para Cuiabá será de cerca de R$ 500 mil por mês e mais de seis milhões por ano. Isto significa mais desenvolvimento para população com impacto zero, desenvolvimento sustentável e geração de economia”, acrescentou Pinheiro.

Na oportunidade, o chefe do Executivo Municipal anunciou também a construção do novo Centro de Convivência de Idosos (CCI) Padre Firmo, anexo ao Shopping Popular. “Iremos promover mais uma grande obra de reforma e revitalização da unidade que atende aos nossos idosos da capital. Queremos recebê-los com dignidade, num grande espaço adequado, como forma de reconhecimento da nossa gestão”.

O vice-prefeito e secretário de Obras Públicas, José Roberto Stopa, disse que em até três meses a Usina estará funcionando. “Em até trinta dias as placas solares irão chegar para instalação e funcionamento. Elas têm garantia de 25 anos. Por um ano o Shopping Popular será o responsável pela manutenção, limpeza e segurança do local. Após esse período, será de responsabilidade da Prefeitura. Estamos acompanhando diuturnamente este processo. É um jogo de ganha-ganha. Ganha a Prefeitura, ganha o Shopping Popular e ganha a população. Essa obra impactará em especial todos os moradores da região” comentou Stopa.

O presidente do Shopping Popular revelou que a obra está em ritmo acelerado. “O próximo passo é a entrada da Intelbras, responsável pela estrutura da usina.  A Prefeitura vai poder desfrutar da economia de energia, pois essa parceria abrange também os prédios públicos. É um projeto que todo mundo sai ganhando. Sem falar dos 18 km de extensão de alta tensão para atender aos moradores aqui do Coxipó do Ouro que ainda não contam com rede de energia elétrica. O Shopping Popular vai continuar contribuindo com Cuiabá , evoluindo, gerando emprego e renda e ainda cuidando do meio ambiente com a energia limpa”, afirmou Misael Galvão.

A lei n. 6.900/2023 garante que o município receberá um sistema fotovoltaico de 3.340 kWp, com vistas à geração aproximada de 420.000,00 kWh/mês de energia, com viabilidade para incremento futuro de mais kWh de potência. Será a primeira Usina de Energia Solar Limpa.

SECOM/CUIABÁ

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Júlio manda sindicalista deixar Assembleia durante discussão sobre reajuste

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O deputado estadual Júlio Campos (União) se irritou durante a mobilização de servidores do Judiciário pela votação do reajuste salarial de 6,8%, na manhã desta quarta-feira (9), Assembleia Legislativa de Mato Grosso. O parlamentar interrompeu uma entrevista após ser questionado pelo presidente do Sinjusmat, Rosenwal Rodrigues dos Santos, e pediu que o sindicalista deixasse o local.

Júlio acionou a segurança da Assembleia e afirmou que Rosenwal deveria fazer sua manifestação fora do espaço onde concedia entrevista.

“Por favor, silêncio aí! Eu estou dando entrevista. Nos respeite! Você vai fazer discurso lá fora. Segurança! Tira esse moço daí, por favor. Está atrapalhando a entrevista”, disse o deputado.

A reação ocorreu em meio à pressão dos servidores para que a Assembleia cumpra a decisão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, que anulou a votação anterior do veto ao reajuste e determinou uma nova apreciação, desta vez com voto aberto e nominal. A matéria estava prevista para ser analisada nesta quarta-feira, mas acabou ficando fora da pauta, levando o sindicato a recorrer novamente ao Judiciário.

Após a discussão, Júlio afirmou que sua posição era favorável à categoria e que os servidores deveriam respeitar o espaço do Legislativo.

“Eu estou defendendo a causa do Judiciário. Eu estou defendendo a causa de vocês. Vocês têm que respeitar que é o Poder Legislativo. Aqui não é Judiciário. Respeite!”, declarou.

O embate ocorreu justamente em um momento de forte mobilização do Sinjusmat. O sindicato havia convocado os servidores para acompanhar presencialmente a sessão e pressionar pela derrubada do veto que impede, até o momento, a aplicação do reajuste de 6,8%.

A votação original ocorreu em dezembro de 2025, quando os deputados mantiveram o veto do então governador Mauro Mendes por 12 votos a 10. A Justiça anulou aquela deliberação porque ela ocorreu de forma secreta e determinou que o veto fosse novamente analisado em plenário, com registro individual dos votos.

A decisão judicial, porém, não garante automaticamente o reajuste aos servidores. Os deputados ainda precisam decidir se mantêm o veto ou se o derrubam, permitindo o avanço do projeto aprovado anteriormente pela Assembleia.

Com a ausência da matéria na pauta desta quarta, o Sinjusmat voltou a acionar o TJMT e pediu que a Corte determine a inclusão imediata do veto na ordem do dia. A decisão que anulou a votação prevê multa de R$ 50 mil por dia em caso de descumprimento, podendo atingir pessoalmente o presidente da Assembleia, Max Russi (Podemos).



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