CUIABÁ

Operação integrada combate degradação ambiental na região do bairro Parque Atalaia

A ação foi coordenada pela Limpurb, em parceria com a SORP, PM, DEMA e Politec

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Polícia

Foto: Luiz Alves

A Empresa Cuiabana de Zeladoria e Serviços Urbanos (Limpurb) realizou uma operação de combate ao despejo irregular de resíduos. A ação aconteceu de forma integrada com outras entidades, que vistoriaram três pontos na região do bairro Parque Atalaia, onde foi constatado a existência de práticas de degradação ambiental. A ação foi realizada na semana passada.

Também participaram da operação a Secretaria de Ordem Pública (SORP), Polícia Militar (PM), Delegacia Especializada do Meio Ambiente (DEMA), e a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec). A iniciativa é fruto do trabalho de fiscalização efetuado, diariamente, por equipes da Limpurb e da Ordem Pública.

“São pontos próximos ao Rio Cuiabá e que são constituídos de manguezais. Observamos o andamento de um processo de aterramento ilegal, que é oriundo do despejo irregular de resíduos volumosos. Fizemos o mapeamento desses locais e convocamos outras instituições para, juntos, eliminarmos esse problema”, explica o diretor-geral da Limpurb, Júnior Leite.

A partir de agora, o processo passa a ser coordenado pela DEMA de investigação. Na operação foram coletadas informações que contribuirão para o esclarecimento da situação e adoção das providências necessárias. “Será instaurado um inquérito para identificar os danos e aplicar as sanções aos responsáveis”, completa o diretor de Resíduos Sólidos, José Adevair “Bolo”.

FISCALIZAÇÃO

No mês de maio, a Limpurb e a SORP assinaram, nesta segunda-feira (8), um Plano de Operação Integrada para fortalecimento das ações de fiscalização de publicidade e descarte de resíduos sólidos. A parceria tem o objetivo promover a atuação em conjunto, planejando e executando atividades de caráter preventivo e repressivo.

Desde então, foram intensificadas as operações de combate à poluição visual e ao despejo e destinação irregular de resíduos volumosos de pequenos e grandes geradores. Como parte do plano, a Limpurb disponibilizou oito servidores públicos e dois veículos para execução das ações periódicas.

SECOM/CUIABÁ

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Emenda de Lúdio é aprovada e vai garantir R$ 1,5 bilhão para casas populares em MT

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Nesta quarta-feira (28), a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou, em primeira votação, uma emenda articulada pelo deputado estadual Lúdio Cabral (PT) com lideranças partidárias para vincular o investimento de R$ 1,5 bilhão em habitação de interesse social a um empréstimo nesse mesmo valor a ser contraído pelo Governo do Estado. A emenda alterou o projeto de lei nº 795/2026, de autoria do Poder Executivo.

“No discurso, o governador disse que esses recursos seriam para habitação, mas não é, o empréstimo é para obras de infraestrutura. Eu fiz uma emenda que, felizmente, foi acatada: já que a linha de financiamento é para infraestrutura e para saneamento e não é para habitação, a emenda deixa muito claro que o Estado aplicará em ações e programas de habitação de interesse social, portanto moradia para a população mais vulnerável, recursos do Fethab (Fundo Estadual de Transporte e Habitação) em montante equivalente ao valor da operação de crédito”, disse Lúdio.

O projeto foi enviado em junho pelo governador. O texto prevê uma operação de crédito de R$ 1,5 bilhão com a Caixa Econômica Federal por meio da linha Financiamento à Infraestrutura e Saneamento (Finisa). Lúdio pontuou que o projeto da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2027 prevê esses recursos na Nova Rota do Oeste, uma empresa controlada pelo Governo de Mato Grosso e que opera a concessão da BR-163 de Itiquira até Sinop.

A emenda diz que “o Estado aplicará, em ações e programas de habitação de interesse social, recursos do Fundo Estadual de Transporte e Habitação – Fethab em montante equivalente ao valor da operação de crédito autorizada por esta Lei, na mesma programação financeira da operação de crédito”.

Empréstimo caro – Lúdio criticou as condições do empréstimo com a Caixa previstos no PL nº 795/2026, com carência de apenas 12 meses, prazo para pagamento em 10 anos e, em especial, a taxa de juros do CDI mais 0,9%, o que daria juros de 13,75% ao ano, o que corresponde à taxa básica de juros, a Selic.

“A taxa de juros da Selic para investimentos públicos costuma ser usada por municípios e Estados que estejam em dificuldade financeira. Não há sentido para Mato Grosso buscar esse tipo de empréstimo com essa taxa, que hoje está em 13,75%. Normalmente, a taxa é de no máximo 6%, com uma carência longa e aqui é uma carência curta, de apenas 12 meses, e o prazo para pagar é de 10 anos, quando geralmente os prazos são de até 30 anos para pagar”, explicou Lúdio.

O deputado ponderou que votou favorável ao projeto após a inclusão de sua emenda, já que está garantida a aplicação de R$ 1,5 bilhão para casas populares.

“Vou votar favorável, porque o discurso é de que é para habitação, a emenda que nós aprovamos aqui será para habitação de interesse social para a população mais vulnerável, que não recebeu uma moradia sequer do Estado nesses últimos oito anos. Vamos fiscalizar isso e eu espero que até a segunda e última votação a gente mantenha a emenda que nós aprovamos e eu espero que, na LOA, a gente assegure esse recurso para habitação de interesse social, porque lá na Nova Rota do Oeste não é para isso”, finalizou.

Fonte: ALMT – MT



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