AGRICULTURA SUSTENTÁVEL
Nos EUA, governador de MT defende agricultura de irrigação para aumentar produtividade em até três vezes
Mauro Mendes articula cooperação com o Estado de Nebraska para expandir tecnologia
Política
Mauro palestrou no Global Conference Water for Food, evento realizado em Lincoln, capital do Estado do Nebraska, nos EUA.
“A falta dessa tecnologia de irrigação e outras fazem com que a nossa produtividade por hectare seja baixa, se comparada a algumas áreas dos EUA. Como exemplo, na produção de milho a nossa produtividade média é de 6 mil toneladas por hectare, enquanto nos EUA está em torno de 15 mil toneladas por hectare, quase três vezes mais”, citou.
O gestor apresentou dados de um estudo produzido pela Universidade Federal de Viçosa (MG), em parceria com a Imafir/Aprovir e Universidade do Nebraska.
O relatório mostra que Mato Grosso é o estado brasileiro com a maior capacidade de expandir sua produção por meio da irrigação, obtida via recursos aquáticos subterrâneos. Mato Grosso já é o maior produtor de alimentos do Brasil.
“A irrigação é, sem dúvida alguma, uma das maiores oportunidades que nós temos para aumentar a produção nos próximos anos. Da grande produção que temos, a parte que é feita com irrigação é muito pequena. Estamos cultivando 12 milhões de hectares para a agricultura e apenas 1,5% é feito com irrigação. Em Mato Grosso, temos potencial para ter quase 4 milhões de hectares para áreas de irrigação”, mostrou.
De acordo com o governador, é preciso investir em mais estudos para conhecer os aquíferos existentes no estado e, assim, poder expandir a prática de forma ambientalmente sustentável.
“Queremos produzir mais, porém preservando nosso biomar, em especial a Amazônia. E para fazer isso, teremos que contar com tecnologias dominadas em muitas partes do planeta. Por isso queremos aprofundar a relação com o Estado de Nebraska, que é referência em irrigação, com seus pesquisadores e atores econômicos. A expansão da agricultura irrigada deve acontecer principalmente por meio desse estudo que queremos iniciar sobre a utilização de aquíferos subterrâneos”, discursou.
Mauro Mendes ainda lembrou que Mato Grosso tem metas ousadas para continuar sendo um grande produtor de alimentos, e seguir preservando 62% do território.
“Nesse desafio de preservar o planeta, ter uma economia de baixo carbono e ao mesmo tempo aumentar a produção de alimentos, Mato Grosso pode dar uma grande contribuição. Teremos plenas condições de entregar uma economia de baixo carbono, zerando as nossas emissões até 2035, 15 anos antes da meta global. Queremos ampliar as cooperações internacionais e parcerias estratégicas com conhecimentos específicos, para continuar com esse papel de produção e preservação”, completou.
Para o presidente da Aprofir, Otávio Palmeira, o governador agiu de forma acertada ao buscar a expansão da produção nesse modelo moderno e sustentável.
“É um momento histórico para a irrigação de Mato Grosso. O governador fez uma excelente palestra sobre o estado e ele vai deixar esse legado, que é o estudo dos recursos hídricos subterrâneos de Mato Grosso. Isso vai servir para as futuras gerações. O governador Mauro Mendes teve sensibilidade política e visão de futuro”, destacou.
A secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, avaliou que o posicionamento do governador consolidou Mato Grosso como um estado que produz respeitando o meio ambiente.
“Pudemos discutir um pouco sobre as soluções para o monitoramento e conhecimento da nossa disponibilidade hídrica subterrânea, e com esse investimento, Mato Grosso pode se tornar ainda maior enquanto produtor, utilizando a mesma área existente”, registrou.
Também participaram do evento: o governador do Estado de Nebraska, Jim Pillen; a primeira-dama Virginia Mendes; os deputados estaduais Beto Dois a Um, Carlos Avalone e Cláudio Ferreira; os secretários de Estado Mauro Carvalho (Casa Civil) e César Miranda (Desenvolvimento Econômico); o diretor executivo da Aprofir, Afranio Migliari; o diretor de pesquisa do Instituto Water for Food e professor da Universidade do Nebraska, Christopher Neale; o professor da Universidade Federal de Viçosa (MG) e consultor do Imafir/Aprofir, Everardo Mantovani; e o pesquisador da Universidade Federal de Viçosa, Marcos Heil Costa.

Política
Pivetta dá ‘surra’ de mais de 10 pontos em Wellington e fica isolado na liderança, aponta Paraná Pesquisas
Governador chega a 40,8% das intenções de voto, enquanto candidato do PL recua para 30%; diferença entre os dois aumentou em relação ao levantamento anterior
O governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), ampliou a vantagem sobre o senador Wellington Fagundes (PL) na disputa pelo Governo do Estado. Pesquisa do instituto Paraná Pesquisas, divulgada nesta quarta-feira (9), mostra Pivetta com 40,8% das intenções de voto, contra 30% de Fagundes no cenário estimulado de primeiro turno.
A diferença entre os dois principais candidatos chegou a 10,8 pontos percentuais. Na pesquisa anterior do mesmo instituto, divulgada em agosto, Pivetta aparecia com 39%, enquanto Wellington tinha 35%. Com isso, Pivetta avançou 1,8 ponto percentual, enquanto Fagundes recuou cinco pontos.
Na terceira colocação aparece Doutora Natasha (PSD), com 12%. Em seguida estão Sargento Laudicério (Agir), com 1,7%; Mauricio Coelho (Mobiliza), com 0,5%; e Rafaell Milas (Missão), com 0,4%.
Os eleitores que afirmaram votar em branco, nulo ou em nenhum dos candidatos representam 8,3%. Outros 6,3% não souberam ou não responderam.
Pivetta também lidera cenário com Fagundes
Em outro cenário testado pelo Paraná Pesquisas, com uma disputa concentrada entre os dois principais nomes, Pivetta alcança 47,2%, enquanto Wellington Fagundes aparece com 38,3%.
Nesse cenário, 8,9% afirmaram que votariam em branco, nulo ou em nenhum dos candidatos, enquanto 5,6% não souberam responder.
O levantamento também mediu a rejeição dos candidatos. Wellington Fagundes aparece com a maior rejeição, com 25,7% dos entrevistados afirmando que não votariam nele de jeito nenhum. Doutora Natasha registra 24,2%, enquanto Pivetta aparece com 19,3%.
Governo tem aprovação de 70,2%
A pesquisa também avaliou a administração de Otaviano Pivetta. Segundo o levantamento, 70,2% dos entrevistados aprovam a atual gestão estadual, enquanto 23,4% desaprovam. Outros 6,4% não souberam ou não opinaram.
O Paraná Pesquisas ouviu 1.352 eleitores, presencialmente, entre os dias 6 e 8 de setembro de 2026. A margem de erro é de 2,7 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número MT-01505/2026.
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