Mato Grosso
Governo precisa compensar as perdas dos Estados e municípios, afirma Wellington
Mato Grosso
Da Redação
Diante de um cenário preocupante, em que se estima a queda de 30% na arrecadação de importantes fontes de receita para Estados e municípios, o senador Wellington Fagundes (PL-MT) voltou a defender que o Governo Federal compense os entes federados no limite das perdas com o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e o Imposto Sobre Serviços (ISS). Com isso, garanta a continuidade do trabalho de combate ao coronavírus.
Vice-presidente da Frente Parlamentar de Defesa dos Municípios Brasileiros, Wellington Fagundes considera como “justo” que o Governo Federal preste socorro emergencial as unidades da federação e aos municípios. Ele lembrou que grande parte dos recursos tributáveis se encontra nas mãos do Governo Federal e ressaltou que é preciso garantir os recursos “chegue na ponta” para atender a população em suas respectivas cidades.
Na noite da última segunda-feira, a Câmara dos Deputados aprovou substitutivo ao Projeto De Lei Complementar 149/2019. Entre as medidas previstas está a reposição do ISS e do ICMS e a suspensão de exigências e limites da Lei Complementar 101/2000, a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), e de outros requisitos que constam nos itens do Sistema Auxiliar de Informações para Transferências Voluntárias para acesso a transferências voluntárias e para contratação de operações de crédito.
A União repassaria os recursos entre maio e outubro — os valores seriam calculados segundo a diferença de arrecadação de cada estado em relação aos meses de abril a setembro de 2019. Alegando que o Projeto da Câmara teria um impacto de R$ 93 bilhões e alto endividamento, o Ministério da Economia, conduz uma proposta considerada alternativa, que prevê desembolso na casa dos R$ 77 bilhões.
“Vamos encontrar o melhor caminho, aperfeiçoando as propostas de forma que os objetivos sejam atingidos, ou seja, a garantia de atendimento das pessoas” – disse o senador mato-grossense, que tem ressaltado a possibilidade até mesmo de o Governo fazer uso das reservas cambiais brasileiras, na ordem de R$ 350 bilhões. “O importante agora é salvar vidas. E quem vai combater a pandemia são os estados e os municípios” – insistiu.
Recursos de Fundos – Na quarta-feira, o presidente Jair Bolsonaro sancionou o a Lei Complementar 172/20, que autoriza a transposição e a transferência de saldos financeiros de exercícios anteriores provenientes de repasses federais que estão nos fundos de saúde dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios.
Com as novas regras, publicadas no Diário Oficial da União desta quinta-feira, 16, estima-se o aporte financeiro total de até R$ 13 bilhões para enfrentamento da pandemia da Covid-19. Segundo o senador Wellington Fagundes, os valores já estão nas contas dos fundos estaduais e municipais, portanto, serão aplicados de maneira mais célere.
Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado
Mato Grosso
Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri
Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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