Programa SER Família Mulher

Virginia Mendes agradece parceiros institucionais

Primeira-dama de MT vem ampliando as barreiras defensoras direcionadas às mulheres. Virginia Mendes destaca que as parceiros institucionais do governo [ALMT, Judiciário, PMMT/PJC-MT] têm sido eficientes para coibir violência e trancafiar exemplarmente os criminosos

Publicado em

Política

Foto: Jana Pessôa

A primeira-dama de Mato Grosso, Virgínia Mendes, vem se notabilizando pela humanização protetora ampliada em todos os setores sociais do Estado, igualmente estendendo amparo legal às mulheres vítimas de violência doméstica.

Segundo preconiza, é preciso dar um basta definitivo em crimes do tipo, posto que as leis vigentes asseguram maior proteção às mulheres e imediata penalização dos criminosos.

“O tempo de as mulheres apanharem caladas e de forma impune não existe mais” – sentencia.

Virgínia afirmou que o governo mato-grossense também tem essa preocupação, evidenciada com a implantação do programa Ser Família Mulher.

Ela observa que o momento atual do Estado – com várias mulheres à frente de órgãos judiciais e em setores de comando das Polícias Civil/Militar – realmente favorece a instituição normativa de mais barreiras protetoras.

“A ideia e banir, de vez, a livre ação dos covardes que insistem em agredir mulheres indefesas, como se isso fosse ato de valentia”, desabafa a primeira-dama.

Também complementou indignada:

“É preciso que eles [agressores] saibam o seguinte: a porta da cadeia está 100% receptiva a quem comete crimes do tipo, erroneamente cônscio de que não existe Justiça para confrontá-los. A dura realidade que enfrentam é quando a Polícia chega com algemas”.

Na sua opinião, as mudanças implementadas institucionalmente hoje asseguram maior proteção às mulheres. 

“Mas teremos outros avanços, sem dúvida. A Justiça tem sido implacável com esses criminosos, merecidamente digna de aplausos pelas iniciativas adotadas contra quem pensa ser do seu direito sair agredindo mulheres a bel-prazer; só caem na real ao ver que seu novo dia é atrás das grades durante anos e anos…”

###

Abaixo, texto de Virginia Mendes, postado nas redes sociais. Trata-se de agradecimento público da primeira-dama de MT às parcerias institucionais que vêm ao encontro das expectativas do governo em expandir a rede protetora às mulheres:

“Fiquei muito emocionada com a reunião para tratar sobre as parcerias de entidades e Poderes institucionais que irão estruturar o Programa SER Família Mulher. Conforme todos sabem, esse programa prevê auxílio moradia às mulheres vítimas de violência doméstica e em situação de vulnerabilidade.

Felizmente, agora temos um Fórum a favor das mulheres. Agradeço assim ao Tribunal de Justiça, Polícia Judiciária Civil, Ministério Público de Mato Grosso, OAB e à Defensoria Pública do Estado. São órgãos prontos a apoiar o SER Família Mulher, programa inovador; pode, inclusive, ser referência nacional.

Primeira-dama Virgínia Mendes idealizou e o Programa SER Família
Foto: SECOM-MT

Com o SER Família Mulher em prática, teremos a grande chance de quebrar o ciclo da violência doméstica alastrado em nosso Estado.

Hoje, o maior desafio é mostrar às mulheres [em situação de violência] que elas têm, SIM, a oportunidade de sair de perto do agressor e sequenciar sua vida normalmente, sem o terror diário imposto pelo antigo companheiro. Melhor ainda: existe suporte para garantir futuro às mulheres que se enquadram nessa categoria, por meio da qualificação profissional.

Jana Pessôa

Enfim, vamos aproveitar este momento – com mulheres em posição de destaque à frente do Tribunal de Justiça, Defensoria, OAB, PJC e outras funções públicas do Estado – para assegurar mais políticas públicas eficientes e de qualidade. O objetivo é estabelecer patamar de segurança e felicidade para todas as mulheres de Mato Grosso”.

Por Virginia Mendes, primeira-dama de Mato Grosso

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Política

ALMT participa da elaboração de manuais de orientação sobre violência contra a mulher

Publicados

em


A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), por meio da Procuradoria Especial da Mulher, participa da elaboração de dois manuais voltados à prevenção e ao enfrentamento da violência contra a mulher. Desenvolvidos em parceria com o Governo do Estado, os materiais serão destinados aos profissionais da comunicação e da segurança pública, com orientações para evitar a exposição das vítimas, a reprodução de comportamentos violentos e a divulgação sensacionalista de casos de violência doméstica e feminicídio. A previsão é que os documentos sejam concluídos até o final de novembro.

A parceria envolve, além da Assembleia Legislativa e do Governo do Estado, representantes do Poder Judiciário, Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MP-MT), Defensoria Pública, Tribunal de Contas e Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), entre outras instituições.

A iniciativa é coordenada pelo Gabinete de Enfrentamento à Violência contra a Mulher, comandado pela delegada da Polícia Civil Mariell Antonini, e reúne instituições da Rede Estadual de Enfrentamento à Violência contra a Mulher. Para desenvolver os materiais, foi criado um grupo de trabalho responsável por estabelecer diretrizes de comunicação e medidas preventivas relacionadas ao chamado efeito copycat, expressão utilizada para definir a possível imitação de comportamentos violentos após a ampla divulgação de determinados crimes.

Segundo Mariell Antonini, a preocupação surgiu a partir de estudos que apontam a possibilidade de determinados crimes serem reproduzidos após receberem grande repercussão, especialmente quando a divulgação apresenta detalhes excessivos sobre a violência praticada.

“Dependendo da notícia, da veiculação de uma informação pelos canais de comunicação, pela mídia em geral, é possível que haja uma replicação, um efeito imitador daquela conduta nas semanas seguintes aos fatos”, explicou a delegada.

A procuradora especial da Mulher da ALMT, Francielle Brustolin, destacou que a participação da Casa de Leis ocorreu desde os estudos iniciais até a elaboração dos protocolos, manuais, guias, cartilhas e estruturação das capacitações. O trabalho contou também com a contribuição técnica da jornalista Deisy Boroviec, profissional de comunicação da Assembleia com experiência na temática da violência de gênero.

“A Assembleia Legislativa não participou apenas formalmente do grupo de trabalho. Contribuiu efetivamente para a construção de instrumentos que buscam transformar a comunicação em uma ferramenta de prevenção, proteção e enfrentamento à violência contra as mulheres”, afirmou Francielle.

Imprensa e segurança pública – O manual destinado à imprensa terá caráter orientativo, respeitando a liberdade de imprensa e a independência editorial dos veículos. Entre as recomendações estão evitar a culpabilização das vítimas, a romantização dos crimes, a exposição desnecessária de detalhes da violência e expressões que possam justificar as agressões.

Já o documento voltado às forças de segurança, especialmente às polícias Civil e Militar, apresentará orientações para pronunciamentos oficiais, preservação das investigações, proteção das vítimas e familiares e cuidados com a divulgação de informações sobre os crimes.

“A publicação vai abordar os cuidados necessários para preservar a dignidade das vítimas, evitar a exposição dos filhos e demais familiares e garantir que a divulgação das ocorrências não comprometa investigações ou provas. Também estão previstas recomendações sobre a preservação dos locais de crime e o respeito à cadeia de custódia, conjunto de procedimentos que assegura a integridade das provas durante a investigação criminal”, descreveu a delegada.

Segundo Mariell Antonini, a forma como os casos são apresentados à sociedade pode influenciar comportamentos e contribuir para a naturalização da violência.

“A imprensa tem um importante papel de transformação. O que nós precisamos mudar na nossa sociedade é a cultura, essa cultura de naturalização da violência contra a mulher. Por isso, precisamos trabalhar com todos os atores que possam colaborar”, ressaltou a delegada.

Para a procuradora Francielle, a proposta não é limitar a divulgação das ocorrências, mas oferecer referências técnicas que permitam informar com responsabilidade e dar visibilidade aos mecanismos de denúncia e proteção.

“Não basta que a sociedade saiba que uma mulher foi vítima de violência. É fundamental que compreenda a gravidade do crime, reconheça os sinais de risco e saiba onde buscar ajuda. A notícia precisa informar sem transformar a violência em espetáculo”, enfatizou.

Capacitação – Além da elaboração dos documentos, a Procuradoria Especial da Mulher organiza uma capacitação prevista para novembro, na sede da ALMT, nas modalidades presencial e virtual. A data ainda será definida.

A formação será direcionada a jornalistas, assessores de imprensa, publicitários, comunicadores institucionais, influenciadores digitais e demais profissionais que atuam na produção e divulgação de informações. O objetivo é apresentar orientações práticas sobre a cobertura responsável de crimes contra mulheres, o uso adequado da linguagem e a prevenção da revitimização.

A modalidade virtual permitirá a participação de profissionais do interior do estado, com a possibilidade de articulação das Procuradorias da Mulher existentes nas Câmaras Municipais.

“Queremos oferecer uma formação que vá além da apresentação dos manuais, com orientações práticas sobre a cobertura responsável de crimes de violência contra a mulher, a prevenção dos riscos associados ao efeito copycat e a preservação da dignidade das vítimas”, explicou a procuradora.

A Procuradoria Especial da Mulher também pretende utilizar a Escola do Legislativo, a TV Assembleia e os canais digitais da Casa de Leis para ampliar as ações educativas e levar informações à população.

Para Francielle Brustolin, a iniciativa reforça o compromisso da ALMT com a prevenção, o acolhimento das vítimas e o fortalecimento das políticas públicas de proteção às mulheres.

“A transformação cultural começa quando deixamos de justificar a violência, passamos a reconhecer seus primeiros sinais e assumimos coletivamente a responsabilidade de combatê-la”, disse.

Após a conclusão, os dois manuais deverão ficar disponíveis na plataforma mulher.mt.gov.br⁠, para consulta dos profissionais e da sociedade.

O portal também disponibiliza vídeos informativos de curta duração, com orientações sobre como identificar situações de violência doméstica, buscar atendimento e contribuir para a prevenção.

Fonte: ALMT – MT



COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTE

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA