VÁRZEA GRANDE-MT
Audiência Pública discute implantação de Delegacia da Mulher 24h e IML
FALANDO EM NOME DA ADMINISTRAÇÃO KALIL BARACAT, A PRIMEIRA-DAMA E PROMOTORA DE JUSTIÇA, KIKA DORILÊO BARACAT SINALIZOU REFORÇAR ATUAÇÃO POR ÓRGÃOS DE INTERESSE COLETIVO
Política
Representantes de diversas esferas das administrações Pública Estadual e Municipal se reuniram em Audiência Pública, na Câmara Municipal de Várzea Grande, com o objetivo de debater políticas de combate a violência de qualquer natureza.
Uma das propostas aprovadas na audiência foi a de ir ao Governo do Estado para – em conjunto com a Prefeitura de Várzea Grande, Poder Judiciário, Ministério Público, Defensoria Pública, entre outros – trabalhar em prol da implantação da Delegacia da Mulher 24 Horas e de unidade do Instituto Médico Legal (IML). São reivindicações que já perduram há muito tempo.
A primeira-dama de VG e promotora de Justiça, Kika Dorilêo Baracat, reafirmou seu compromisso com os demais poderes constituídos de Várzea Grande, na luta pela implantação desses órgãos.

SECOM VG
“Assim como eu, o prefeito Kalil Baracat também é sensível a essa causa. Juntos, vamos nos unir e tentar viabilizar [junto ao Governo do Estado] meios para que tais propostas sejam efetivadas. Trata-se de pauta antiga, pois vem se arrastando desde o ano passado, quando nos reunimos nesta mesma Casa de Leis para debater as mesmas questões. Resta torcer para que, no próximo ano, as pautas se renovem e possamos comemorar conquistas”.
Ela disse que Várzea Grande ainda registra números negativos de violência contra a mulher, mas que os poderes constituídos, também tem cada vez mais fortalecido a Rede de Proteção e buscado unir forças para um bem comum. “E essa audiência pública vem fortalecer essa parceria entre os poderes e que tem os mesmos desejos, e neste caso, a criação da Delegacia de Mulher 24 Horas e o IML para que as vítimas de agressões sejam atendidas com rapidez e de forma humanizada”.
Kika Dorilêo também destacou a importância de se educar para transformar. “É importante que as nossas crianças sejam orientadas desde cedo sobre como tratar os outros, e como tratar a si mesmo. Eu acredito em ações transformadoras e nada transforma mais que a educação. Nós precisamos mudar a mentalidade de nossas crianças, temos que mudar o pensamento do patriarcado para que eles entendam que a mulher não é propriedade do homem, que ela é um ser individual, que a mulher é a mais pura essência da criação divina porque nós é que temos o poder de gerar outra vida. Para minha felicidade, tenho um marido que respeita muito as mulheres e que está sempre ombreando nas causas femininas”.
SECOM VG
Política
Júlio manda sindicalista deixar Assembleia durante discussão sobre reajuste
O deputado estadual Júlio Campos (União) se irritou durante a mobilização de servidores do Judiciário pela votação do reajuste salarial de 6,8%, na manhã desta quarta-feira (9), Assembleia Legislativa de Mato Grosso. O parlamentar interrompeu uma entrevista após ser questionado pelo presidente do Sinjusmat, Rosenwal Rodrigues dos Santos, e pediu que o sindicalista deixasse o local.
Júlio acionou a segurança da Assembleia e afirmou que Rosenwal deveria fazer sua manifestação fora do espaço onde concedia entrevista.
“Por favor, silêncio aí! Eu estou dando entrevista. Nos respeite! Você vai fazer discurso lá fora. Segurança! Tira esse moço daí, por favor. Está atrapalhando a entrevista”, disse o deputado.
A reação ocorreu em meio à pressão dos servidores para que a Assembleia cumpra a decisão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, que anulou a votação anterior do veto ao reajuste e determinou uma nova apreciação, desta vez com voto aberto e nominal. A matéria estava prevista para ser analisada nesta quarta-feira, mas acabou ficando fora da pauta, levando o sindicato a recorrer novamente ao Judiciário.
Após a discussão, Júlio afirmou que sua posição era favorável à categoria e que os servidores deveriam respeitar o espaço do Legislativo.
“Eu estou defendendo a causa do Judiciário. Eu estou defendendo a causa de vocês. Vocês têm que respeitar que é o Poder Legislativo. Aqui não é Judiciário. Respeite!”, declarou.
O embate ocorreu justamente em um momento de forte mobilização do Sinjusmat. O sindicato havia convocado os servidores para acompanhar presencialmente a sessão e pressionar pela derrubada do veto que impede, até o momento, a aplicação do reajuste de 6,8%.
A votação original ocorreu em dezembro de 2025, quando os deputados mantiveram o veto do então governador Mauro Mendes por 12 votos a 10. A Justiça anulou aquela deliberação porque ela ocorreu de forma secreta e determinou que o veto fosse novamente analisado em plenário, com registro individual dos votos.
A decisão judicial, porém, não garante automaticamente o reajuste aos servidores. Os deputados ainda precisam decidir se mantêm o veto ou se o derrubam, permitindo o avanço do projeto aprovado anteriormente pela Assembleia.
Com a ausência da matéria na pauta desta quarta, o Sinjusmat voltou a acionar o TJMT e pediu que a Corte determine a inclusão imediata do veto na ordem do dia. A decisão que anulou a votação prevê multa de R$ 50 mil por dia em caso de descumprimento, podendo atingir pessoalmente o presidente da Assembleia, Max Russi (Podemos).
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