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Uber demite executivo que acessou dados de vítima de estupro

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Presidente de negócios da Uber na Ásia-Pacífico obteve de forma irregular ficha médica de vítima de estupro

Da Redação

 

A Uber demitiu um executivo de alto escalão que obteve os registros médicos de uma mulher estuprada por um motorista do aplicativo na Índia. Eric Alexander, presidente de negócios da Uber na Ásia-Pacífico, foi demitido na terça-feira, segundo o jornal The New York Times.

Alexander teria obtido de forma irregular a ficha médica da vítima. O caso de estupro veio à tona em 2014 e causou indignação na Índia. O que mais gerou revolta é que o motorista acusado de estupro já tinha sido preso anteriormente pelo mesmo motivo.

Autoridades de Nova Deli, onde aconteceu o estupro, proibiram o uso do aplicativo por falta de segurança, o que trouxe preocupação para a empresa devido ao potencial de mercado da Índia. Como reação, a empresa adotou uma série de medidas para reforçar a segurança, como o botão de pânico.

Segundo a reportagem, Alexander estava convencido de que o caso de estupro estava relacionado a um plano da Ola, um dos maiores concorrentes da Uber na Ásia. Ele teria passado meses na Índia conduzindo sua própria investigação.

O executivo foi desligado na mesma semana em que a Uber anunciou a demissão de 20 pessoas após investigação de casos de assédio.

A empresa contratou o escritório de advocacia Perkins Coie para analisar as alegações de assédio, discriminação, bullying e outras denúncias. Foram recebidas 215 denúncias, sendo 54 de discriminação, 47 de assédio sexual, 45 de conduta não profissional, 33 de assédio moral e 36 sobre outros casos.

 

 

Fonte: Veja

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TST: 60% dos empregados da Caixa devem permanecer em atividade

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Decisão liminar do ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST) Mauricio Godinho Delgado determinou a manutenção do percentual mínimo de 60% dos empregados da Caixa Econômica Federal em serviço, durante greve decretada no dia 10 de setembro.

A medida ocorre após a Caixa Econômica Federal ajuizar dissídio coletivo de greve contra a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf) e a Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Empresas de Crédito (Contec), na quinta-feira (24).

No pedido da Caixa ao TST foi solicitada a manutenção de 80% do pessoal em atividade, alegando impacto direto aos serviços essenciais, a exemplo da compensação bancária e do pagamento de benefícios sociais. A empresa também justificou a falta de consenso nas negociações quanto ao novo modelo de custeio do plano Saúde Caixa.

De acordo com o TST, o percentual de 60% é suficiente para a preservação do atendimento às necessidades inadiáveis da comunidade, sem inviabilizar o exercício constitucional do direito de greve da categoria.

Negociações

Por meio de nota, a coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados (CEE), Luiza Hansen, informou que os trabalhadores já haviam solicitado ao banco a continuidade das negociações, por meio de ofício enviado na terça-feira (22). 

“Acreditamos que a negociação sempre é a melhor forma de se chegar à solução. O ajuizamento nunca é o melhor caminho e pode trazer grandes prejuízos, especialmente na fase de julgamento. Esperamos que ainda haja possibilidade de avançar na conciliação.”

Na decisão liminar, o ministro também garantiu a manutenção do Acordo Coletivo de Trabalho, com vigência entre setembro de 2024 e agosto de 2026, até a decisão definitiva do caso.

Delgado também negou a proibição de atividades que dificultem o livre acesso às agências, ao destacar que não há indícios de excesso por parte do movimento grevista

O julgamento do dissídio coletivo pela Seção Especializada em Dissídios Coletivos (SDC) do Tribunal Superior do Trabalho está agendado para às 14h30 da próxima terça-feira (29).

O processo corre sem segredo de justiça, com exceção de documentos para os quais a Caixa solicitou a medida.



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