CUIABÁ
Limpeza e desobstrução de córregos são executadas continuamente
Nos últimos meses, as atividades foram intensificadas visando minimizar os impactos gerados pelo período de fortes chuvas
Mato Grosso
O trabalho de desobstrução de córregos tem alcançado, de forma contínua, todas as regiões da Capital. A atividade é executada por meio da Empresa Cuiabana de Zeladoria e Serviços Urbanos (Limpurb) e, nos últimos meses, foi intensificada visando minimizar os impactos gerados pelo período de fortes chuvas.
A Limpurb possui em seu mapeamento cerca de 30 córregos e, seguindo uma programação, ao longo do ano todos são alcançados com os serviços de limpeza e desobstrução. As ações são realizadas de forma manual, por uma equipe de cerca de 10 servidores, ou mecanizada, com a utilização de grandes maquinários.
“Seguimos um cronograma para atender todas as regiões, sempre levando em consideração as situações mais urgentes. Antes do início das chuvas intensas, reforçamos o trabalho e estamos dando continuidade, com o intuito de evitar alagamentos que colocam a população em risco e causam enorme prejuízo”, explica o diretor-geral da Limpurb, Júnior Leite.
No sábado (21), por exemplo, foi iniciada uma ação com maquinário no córrego que passa pelos bairros Jardim Passaredo, Lagoa Azul e São Francisco. A previsão é de que até a próxima quarta-feira (25) a atuação seja concluída e, a partir disso, o trabalho passe a ser executado na região dos bairros Cohab São Gonçalo e Jardim Mossoró.
De maneira simultânea, a equipe de limpeza manual de córregos também segue percorrendo os bairros da cidade. Depois de passar nas últimas semanas pelos bairros Jardim Mariana, Quilombo e Pedregal, os servidores atendem, neste momento, a região do bairro Jardim Itália, onde o trabalho deve ser finalizado também nesta semana.
“Todos esses locais já foram atendidos em outras oportunidades. Ocorre que, dias após nosso trabalho, as áreas voltam a receber descarte irregular de lixo. Infelizmente, uma pequena parte da população ainda não possui consciência de que essa prática é prejudicial ao meio ambiente e a nós mesmo”, pontua o diretor-geral.
Fonte: SECOM CUIABÁ
Mato Grosso
MPMT e Prefeitura alinham ações para desocupação de áreas verdes
O avanço de ocupações irregulares em áreas públicas situadas nos loteamentos Senador Jonas Pinheiro e Residencial Ilza Therezinha Picoli Pagot foi tema de uma reunião realizada nesta sexta-feira (28) entre o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) e a Prefeitura de Cuiabá. O encontro foi conduzido pela promotora de Justiça Maria Fernanda Corrêa da Costa, titular da 17ª Promotoria de Justiça de Defesa da Ordem Urbanística da Capital, e contou com a participação do Prefeito Abilio Brunini, da Secretária Municipal de Ordem Pública, Juliana Palhares, e de técnicos da administração municipal. Na ocasião, foram discutidas as medidas adotadas para conter novas invasões e garantir a proteção das áreas.Recentemente, o MPMT notificou o Município de Cuiabá para que, no exercício do poder de polícia administrativa, adotasse providências destinadas à desocupação de duas áreas verdes ocupadas irregularmente. Parte da região afetada está inserida em Área de Preservação Permanente (APP), com a presença de nascente difusa. A atuação ministerial considera o crescimento das ocupações em uma área classificada pela Defesa Civil como de alto risco, exigindo medidas preventivas para impedir novas construções e assegurar a preservação ambiental.Segundo a promotora de Justiça Maria Fernanda Corrêa da Costa, a atuação conjunta busca assegurar o cumprimento da legislação urbanística e ambiental. A região já havia sido alvo de ações fiscalizatórias anteriormente. Em abril de 2025, foram realizadas demolições de imóveis em construção e sem ocupação. Já na quinta-feira (27), uma nova operação resultou na demolição de 19 edificações desabitadas erguidas irregularmente na área invadida.De acordo com a secretária Municipal de Ordem Pública, Juliana Palhares, o trabalho da Prefeitura tem sido realizado em consonância com as orientações do Ministério Público. “A ação teve como foco construções sem ocupação identificadas durante o monitoramento da área. Além de famílias em situação de vulnerabilidade, foram encontradas edificações de grande porte e padrão construtivo elevado, evidenciando que parte das ocupações não está relacionada exclusivamente à necessidade de moradia. O Município seguirá adotando medidas para impedir novas invasões e garantir o cumprimento da legislação”, afirmou.A promotora de Justiça Maria Fernanda Corrêa da Costa reforçou que o Ministério Público continuará acompanhando o caso e adotando as medidas extrajudiciais e judiciais necessárias para promover a desocupação das áreas irregularmente ocupadas, assegurar a preservação das áreas verdes e proteger os recursos ambientais existentes na região.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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