Mato Grosso

Câmera flagra momento que homem persegue ex-companheira antes de mata-la

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Mato Grosso

Da Redação

Uma câmera de segurança flagrou o momento que Aline Gomes de Souza, 20 anos, tenta fugir do ex-companheiro Raony Silva Jesus, 27 anos, em um condomínio no bairro Chácara dos Pinheiros, em Cuiabá na última quinta-feira (02). Aline foi morta pelo universitário com vinte facadas, após o crime, Raony fugiu em um veículo branco.

De acordo com testemunhas que residem no condomínio, antes do crime o casal havia discutido possivelmente por ciúmes, está versão foi apresentada pelo suspeito após se entregar à polícia na última sexta-feira (03), além disso, ele afirmou que Aline teria o traído, o que teria gerado ciúmes por parte do suspeito.

A versão apresentada por Raony, foi desmentida por uma amiga da vítima que afirmou que o casal estava separado e que Raony batia constantemente na ex-companheira.

No vídeo do circuito interno, é possível observar o momento que Aline corre gritando por socorro, logo atrás está o suspeito que a persegue e desfere vários golpes de faca contra a ex-companheira. Uma equipe de Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) chegou a ir no local e tentou reanimar a vítima, porém ela acabou morrendo no local.

O suspeito fugiu do local e se entregou no dia seguinte após ir na Delegacia de Delitos de Trânsito (Deletran), agora o crime passa a ser investigado pela Polícia Judiciária Civil (PJC), o suspeito deve responder por feminicídio.

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TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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