CUIABÁ-MT

Psicologia do HMC conscientiza usuários do SUS sobre Saúde Mental

Em 2022, foram mais de 11 mil atendimentos somados entre psicologia do trabalho e psicologia clínica.

Publicado em

Mato Grosso

Foto: SESP MT

O mês de janeiro é marcado pela campanha de conscientização sobre a Saúde Mental, com o objetivo de chamar a atenção das pessoas e instituições sobre a importância desse tema como forma de prevenção. Os setores da psicologia do trabalho e psicologia clínica do Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), realizam o ano todo os atendimentos em prol da saúde mental e orientações que envolvem o autocuidado e conscientização sobre o tratamento.

Segundo Paulo Rós, diretor-geral da Empresa Cuiabana de Saúde Pública, que administra o Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), sob a gestão do prefeito Emanuel Pinheiro, no ano de 2022, a psicologia hospitalar realizou 10.071 atendimentos aos usuários do SUS. Já a psicologia do trabalhador, realizou 1.140 atendimentos aos colaboradores da ECSP. “Ao todo foram 11.211 atendimentos em prol da população. A gestão oferece esse apoio com o intuito de amenizar o adoecimento mental e proporcionar qualidade de vida as pessoas”, disse Rós.

Segundo a psicóloga e responsável técnica da psicologia hospitalar, Anna Karoliny, o hospital recebe diariamente pacientes que já chegam com algum adoecimento mental ou que adquire durante a internação, devido a ruptura da rotina.

“Por isso, a importância do psicólogo no hospital, para auxiliar esses pacientes a lidar com esse sofrimento e destacar a importância de procurar atendimento após alta hospitalar. Sempre orientamos os pacientes e familiares sobre esse tema, e reforçamos durante a campanha Janeiro Branco. Além de trabalhar em conjunto com as psicólogas do trabalho para que esse tema chegue a todos os colaboradores”, destacou.

Para a psicóloga e responsável técnica da psicologia do trabalhador, Jucélia Rocha, a procura por ajuda dos profissionais acontece geralmente a partir da gravidade do adoecimento mental. “O Janeiro branco vem justamente com o objetivo de possibilitar ações para prevenção desses casos, visando quebrar tabus que impedem as pessoas de cuidar da sua própria saúde”, explicou.

Para manter uma boa saúde mental a psicologia hospitalar e do trabalhador orientam a realização de cuidados diários: autoconhecimento, atividades físicas, alimentação, respeitar seus limites, regulação de sono, autocuidado e a procura por ajuda profissional.

“O psicólogo é a pessoa mais indicada para nos auxiliar nos cuidados com a saúde mental, a terapia é ideal para as pessoas encontrarem o autoconhecimento e entenderem o porquê dos seus hábitos, medos e atitudes, desse modo, encontram uma maneira de conviver com eles sem causar sofrimentos”, explicaram as psicólogas Jucélia Rocha e Anna Karoliny.

Fique atento aos sintomas

A psicologia hospitalar alerta aos sintomas de adoecimento mental, com sentimentos de angústia, alterações de humor, pensamentos acelerados, falta de concentração, problemas com o sono, isolamento social e também alguns sintomas físicos como dores de cabeça, palpitações, queda de cabelo, sudorese, falta de ar entre outros.

Onde procurar ajuda em Cuiabá 

Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) e serviços de saúde de caráter aberto e comunitário voltados aos atendimentos de pessoas com sofrimento psíquico ou transtorno mental, incluindo as necessidades decorrentes do uso de álcool e drogas.

Fonte: SECOM CUIABÁ

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Mato Grosso

MPMT capacita servidores sobre planejamento de contratações e uso de IA

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O Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) promoveu, nos dias 24 e 25 de setembro, uma capacitação voltada aos servidores da área-meio sobre planejamento de contratações públicas e o uso de novas tecnologias no desenvolvimento dos documentos exigidos pela legislação. Com o tema “O planejamento da contratação com base na Lei 14.133/2021 – construindo ETPs e TR com uso do ChatGPT e outras tecnologias para servidores do MPMT”, o curso foi ministrado pelo professor Sandro Bernardes, auditor do Tribunal de Contas da União (TCU).Ao longo dos dois dias, os participantes tiveram contato com aspectos relacionados ao planejamento das contratações, especialmente à elaboração de documentos como o Estudo Técnico Preliminar (ETP) e o Termo de Referência (TR), além de conhecerem possibilidades de aplicação da inteligência artificial e de outras ferramentas tecnológicas na rotina de trabalho.Para o assessor especial da Subprocuradoria-Geral de Justiça Administrativa, José Fabrício Silva, a capacitação ocorre em um momento importante de adaptação às exigências trazidas pela nova legislação de contratações públicas.“Esse tipo de capacitação é fundamental por dois aspectos essenciais. O primeiro é que as equipes que constroem essas demandas de contratação ainda precisam de formação sobre a estrutura dos documentos e tudo o que precisa ser preparado para que uma contratação seja realizada”, explicou.José Fabrício também destacou a utilização da inteligência artificial como uma ferramenta capaz de auxiliar os servidores diante do volume e da complexidade dos documentos produzidos no processo de contratação. “São documentos, às vezes, de muitas páginas, de uma estrutura que a lei exige que seja feita. A capacitação realmente veio para ajudar no dia a dia”, afirmou.Na avaliação do servidor, a incorporação de novas tecnologias à administração pública tende a fazer parte cada vez mais da rotina. “Quanto mais capacitadas as pessoas para darem conta de acompanhar esse avanço, que não é só no setor público, mas também no setor privado, melhores serão os resultados para a administração e, consequentemente, para a população”, ressaltou.A servidora Débora Luz, que atua na Coordenadoria de Engenharia e acompanha atividades relacionadas ao departamento, também destacou a importância da formação continuada. Entre suas atribuições estão o assessoramento na elaboração de documentos relacionados às contratações de engenharia, com atenção à legislação e às normas aplicáveis.Para ela, cursos dessa natureza são fundamentais para o aprimoramento dos processos de contratação do Ministério Público. “Não só importante, como essencial, fundamental. Uma condição sem a qual não é possível nós evoluirmos nossas contratações e licitações aqui no Ministério Público”, afirmou.Débora defendeu ainda que a capacitação seja realizada de forma permanente, permitindo o aprofundamento dos conhecimentos e a aplicação prática dos conteúdos. “A cada etapa, a cada curso, você permite se aprofundar mais na matéria e aplicar na sua prática. Então, sem uma reincidência, um retorno disso, eventualmente até com alguns mesmos professores ou mesmas temáticas, a gente não consegue andar evoluindo os resultados”, explicou.Para a servidora, a participação de especialistas com experiência na administração pública federal também contribui para aproximar o conteúdo apresentado da realidade enfrentada pelas equipes do MPMT.O professor Sandro Bernardes ressaltou que a atualização dos servidores é essencial diante das transformações pelas quais passa a administração pública. Segundo ele, o curso integra um processo de desenvolvimento de capacidades e habilidades necessárias aos profissionais que atuam em todas as etapas da contratação pública, desde o planejamento até a entrega do objeto à sociedade. “Não existe retrocesso” no uso da inteligência artificial, afirmou o professor, ao destacar que essas ferramentas tendem a ser incorporadas cada vez mais ao cotidiano profissional.O instrutor também chamou atenção para o papel da tecnologia como instrumento de apoio ao trabalho dos servidores, e não como substituta da atuação humana. Para ele, ferramentas de inteligência artificial podem potencializar o trabalho, proporcionando maior celeridade e novas possibilidades de pesquisa e análise, mas a supervisão humana permanece indispensável. “O que as plataformas, os chats e as IAs que temos à disposição vão fazer por nós é potencializar o nosso trabalho”, explicou.Sandro Bernardes destacou ainda que a responsabilidade pelas decisões continua sendo humana, especialmente no serviço público, que tem como finalidade atender às necessidades da sociedade. “A supervisão humana ainda é necessária, primeiro pela responsabilidade que a gente tem diante da comunidade civil. A plataforma nunca vai se comportar como ser humano; ela vai emular, vai usar algoritmos, números para tentar traduzir aquilo que considera como interesse público”, afirmou.Segundo o professor, a tecnologia pode ampliar as possibilidades de atuação dos servidores, mas não substitui aspectos próprios da experiência humana, como a capacidade de compreender contextos, interpretar situações e manter proximidade com a sociedade.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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