POLÍCIA
Polícia Civil de MT prende estelionatários que agiam em Goiás e RS
Os valores foram subtraídos no golpe conhecido como “falso intermediador de vendas” na compra de cabeças de gado e de um veículo
Polícia
Duas vítimas de golpe de estelionato eletrônico dos estados de Goiás e do Rio Grande do Sul tiveram valores subtraídos recuperados pela Polícia Civil de Mato Grosso, em ações distintas realizadas pela Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI).
As duas vítimas caíram no golpe conhecido como falso intermediador de vendas, uma delas na compra de cabeças de gado e a outra na compra de um veículo. Os valores recuperados chegam a R$ 27 mil.
Em uma das ocorrências, a vítima de Porangatu (GO) negociou a compra de cabeças de gado com um terceiro e somente após a transferências do valor, descobriu que havia caído em um golpe. Identificado que a conta para qual o valor foi transferido era de Mato Grosso, os policiais de Goiás entraram em contato com a DRCI, que junto ao setor antifraudes da agência bancária, conseguiu o bloqueio de R$ 7 mil transferido pela vítima.
Na outra situação, a vítima moradora da cidade de Erechim (RS) se interessou por um veículo anunciado em uma rede social da internet. Após negociação com o golpista, a vítima fez a transferência do valor via pix e somente depois descobriu que havia caído em um golpe.
Com informações de que a conta em que o valor foi transferido, os policiais do Rio Grande do Sul entraram em contato com a DRCI que autuou junto ao setor antifraudes da agência bancária, conseguindo o bloqueio total do valor de R$ 20 mil transferido pela vítima. Nos dois casos, os valores serão restituídos às vítimas após algumas providências de praxe junto aos bancos.
Por Assessoria PC
Polícia
Emenda de Lúdio é aprovada e vai garantir R$ 1,5 bilhão para casas populares em MT
Nesta quarta-feira (28), a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou, em primeira votação, uma emenda articulada pelo deputado estadual Lúdio Cabral (PT) com lideranças partidárias para vincular o investimento de R$ 1,5 bilhão em habitação de interesse social a um empréstimo nesse mesmo valor a ser contraído pelo Governo do Estado. A emenda alterou o projeto de lei nº 795/2026, de autoria do Poder Executivo.
“No discurso, o governador disse que esses recursos seriam para habitação, mas não é, o empréstimo é para obras de infraestrutura. Eu fiz uma emenda que, felizmente, foi acatada: já que a linha de financiamento é para infraestrutura e para saneamento e não é para habitação, a emenda deixa muito claro que o Estado aplicará em ações e programas de habitação de interesse social, portanto moradia para a população mais vulnerável, recursos do Fethab (Fundo Estadual de Transporte e Habitação) em montante equivalente ao valor da operação de crédito”, disse Lúdio.
O projeto foi enviado em junho pelo governador. O texto prevê uma operação de crédito de R$ 1,5 bilhão com a Caixa Econômica Federal por meio da linha Financiamento à Infraestrutura e Saneamento (Finisa). Lúdio pontuou que o projeto da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2027 prevê esses recursos na Nova Rota do Oeste, uma empresa controlada pelo Governo de Mato Grosso e que opera a concessão da BR-163 de Itiquira até Sinop.
A emenda diz que “o Estado aplicará, em ações e programas de habitação de interesse social, recursos do Fundo Estadual de Transporte e Habitação – Fethab em montante equivalente ao valor da operação de crédito autorizada por esta Lei, na mesma programação financeira da operação de crédito”.
Empréstimo caro – Lúdio criticou as condições do empréstimo com a Caixa previstos no PL nº 795/2026, com carência de apenas 12 meses, prazo para pagamento em 10 anos e, em especial, a taxa de juros do CDI mais 0,9%, o que daria juros de 13,75% ao ano, o que corresponde à taxa básica de juros, a Selic.
“A taxa de juros da Selic para investimentos públicos costuma ser usada por municípios e Estados que estejam em dificuldade financeira. Não há sentido para Mato Grosso buscar esse tipo de empréstimo com essa taxa, que hoje está em 13,75%. Normalmente, a taxa é de no máximo 6%, com uma carência longa e aqui é uma carência curta, de apenas 12 meses, e o prazo para pagar é de 10 anos, quando geralmente os prazos são de até 30 anos para pagar”, explicou Lúdio.
O deputado ponderou que votou favorável ao projeto após a inclusão de sua emenda, já que está garantida a aplicação de R$ 1,5 bilhão para casas populares.
“Vou votar favorável, porque o discurso é de que é para habitação, a emenda que nós aprovamos aqui será para habitação de interesse social para a população mais vulnerável, que não recebeu uma moradia sequer do Estado nesses últimos oito anos. Vamos fiscalizar isso e eu espero que até a segunda e última votação a gente mantenha a emenda que nós aprovamos e eu espero que, na LOA, a gente assegure esse recurso para habitação de interesse social, porque lá na Nova Rota do Oeste não é para isso”, finalizou.
Fonte: ALMT – MT
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