MESA DIRETORA DA ALMT

Botelho e Max: trabalho exitoso credencia dupla parlamentar à Mesa Diretora da ALMT

Segundo Botelho, ainda não foi feita nenhuma negociação com vistas à Mesa Diretora, e ele entende ser essencial conversar primeiro com Max Russi, ouvindo também os demais parlamentares. 

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Política

Foto: SECOM ALMT

Também na área política, prevalece a prática de velho jargão popular: “Em time que está ganhando não se mexe”. Isso vale, no caso, para a composição da futura Mesa Diretora da Assembleia Legislativa, que tem dois nomes fortes, já credenciados popularmente, para assumir a presidência: Eduardo Botelho (União), atual presidente, e o ex-presidente e atual primeiro-secretário do Parlamento Estadual, Max Russi (PSB).

Ambos detêm forte estima da população mato-grossense, em face dos trabalhos consolidados no âmbito parlamentar em benefício de MT e seus habitantes. Nenhum dos colegas de Parlamento aposta numa disputa acirrada entre os dois. O próximo presidente sairá de forma consensual, preconizam.

Também segundo lideranças que representam entidades públicas e privadas, em nível estadual, a Assembleia Legislativa precisa sequenciar suas atividades com uma Mesa Diretora forte, a exemplo dos nomes Botelho e Max. Salientam que a composição diretriz da Mesa deve efetivamente representar total confiabilidade para o alcance de resultados concretos. Essa tem sido a expectativa geral da população.

Dessa forma, quase automático, os nomes dos deputados Botelho e Max vêm à tona, sublinhando precoce preferência dos mato-grossenses pela dupla. Ambos imprimiram marca dinâmica de trabalho durante sua passagem pela Mesa Diretora do Parlamento Estadual. {Atual presidente, Botelho continua provando isso diariamente.}

Trata-se de impasse que tende a ser resolvido de modo muito mais fácil do que a maioria imagina, é outra previsão dos colegas políticos. Botelho e Max primam pelo diálogo, e o entendimento comum, expresso em rápidas entrevistas que concederam, já esboça acordo consensual entre os parlamentares. A consciência cívica – de que nenhum interesse pessoal deve se sobrepor ao coletivo – tem prevalecido.

Assim, a oficialização dos nomes da futura Mesa Diretora deve sair sem o menor embate político, pois inexiste a menor rusga entre os parlamentares mais cotados à presidência, Botelho e Max. Essa visão – de colaboração pelo que for melhor ao Estado – é releitura geral. E tem aberto as portas do aguardado entendimento que pode ser oficializado nos próximos dias.

DEPUTADOS DIZEM O QUÊ…

Max Russi tem anunciado disposição de se reunir com grupo político para decidir sobre a candidatura à Mesa Diretora da ALMT, posto que tem mantido seu nome no páreo. Ele adiantou ser inviável qualquer decisão isolada. “Acatarei o desejo do grupo aliado. Vamos discutir isso profundamente”, disse.

Já se aventa, por outro lado, uma possível dobradinha entre Max e Botelho, esse último igualmente disposto a sequenciar o posto de presidente da Casa de Leis. Botelho não esconde que pretende buscar aliança com Max Russi, o que evitaria disputa pelo cargo de presidente.

Segundo Botelho, ainda não foi feita nenhuma negociação com vistas à Mesa Diretora, e ele entende ser essencial conversar primeiro com Max Russi, ouvindo também os demais parlamentares.

– Sou candidato a presidente, sim. Vamos dialogar e buscar consenso, formatar uma aliança. Sempre mantive postura aberta ao diálogo, e a manterei para que possamos fechar entendimento que atenda ambos os lados. Mesmo porque, seja qual for o presidente da AL, devo frisar que o objetivo é trabalhar por MT. Isso é inalterável, contínuo – observou Botelho.

 

 

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Sancionada lei que autoriza o BNDES a criar subsidiárias

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Foi sancionada pela Presidência da República a Lei 15.501, de 2026, que autoriza o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) a constituir novas subsidiárias para ampliar sua capacidade de atuação. Pela norma, o BNDES — que já conta com subsidiárias, como o BNDESPar, que atua no mercado de capitais, e a Finame, de financiamento à indústria — poderá criar outras para complementar sua atuação, desde que obedeça às determinações da Lei de Responsabilidade Fiscal (Lei Complementar 101, de 2000).

A norma foi sancionada com veto à criação do Fundo de Crédito à Exportação (FCE), que, para o Poder Executivo, já tem seus objetivos alcançados por outras políticas públicas. Dos 13 dispositivos do texto enviado à sanção pelo Congresso, dez se referiam ao novo fundo para exportadores e foram vetados.

Publicada nesta quinta-feira (10) no Diário Oficial da União (DOU), a lei tem origem no PL 5.961/2025, do então senador Fernando Farias (MDB-AL). O projeto foi aprovado com relatório favorável do senador Esperidião Amin (PP-SC), antes de seguir para a Câmara dos Deputados.

Vetos

Os dispositivos vetados criariam o FCE para direcionar aos exportadores recursos para capital de giro, aquisição de máquinas e projetos de investimento. O fundo, com regras de funcionamento e gestão, seria usado para financiar operações de pré e pós-embarque e apoiar a modernização de empresas exportadoras. Segundo a Presidência da República, em que pese a boa intenção da proposta, o texto contraria o interesse público por criar um fundo de natureza contábil e financeira sem demonstrar que seus objetivos não poderiam ser alcançados por instrumentos de apoio à exportação já existentes.

O governo apontou ainda que a criação do fundo este ano contraria a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026, que não permite a criação, no exercício financeiro, de fundos para financiar políticas públicas. Também considerou inconstitucional a criação de um comitê gestor para administrar o fundo por iniciativa parlamentar. A mensagem de veto ressalta que cabe ao Poder Executivo propor mudanças na organização e no funcionamento da administração pública federal.

Outro dispositivo vetado previa alterações nas regras de compartilhamento de riscos entre fundos garantidores. De acordo com a mensagem de veto, as mesmas mudanças já haviam sido incluídas na Lei 15.473, de 2026. Para o governo, a repetição poderia gerar redundância normativa e insegurança quanto à redação vigente.

Os vetos presidenciais serão analisados pelo Congresso Nacional em data ainda a ser definida. 

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado



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