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Novembro Azul: deixe o preconceito de lado!

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Foto: Assessoria/Divulgação
O câncer de próstata é o segundo tipo de câncer mais comum em homens, sendo considerado um tumor da melhor idade. Isso se deve ao fato de que mais da metade dos casos de câncer de próstata ocorre em pessoas com mais de 65 anos de idade.
Se descoberto cedo, o câncer de próstata apresenta 90% de chances de cura. No entanto, para que isso seja possível, há um grande desafio: vencer o preconceito e permitir diagnósticos em fases iniciais da doença.
A maioria dos homens, no entanto, evita procurar o médico por temer o exame de toque retal, que, além do câncer, é importante para diagnosticar outros problemas anorretais e da próstata.
E aqui é importante citar os principais fatores de risco para o desenvolvimento dessa doença: a idade, histórico familiar, obesidade e hábitos alimentares não saudáveis. Homens da raça negra também apresentam chance aumentada de desenvolver a doença.
O câncer de próstata geralmente apresenta evolução lenta, portanto, é essencial estar atento a sinais e sempre fazer exames preventivos.
O diagnóstico precoce pode ser a chave para um tratamento de sucesso.
Sintomas
O câncer de próstata, geralmente, evolui lentamente, sendo assim, os sintomas são percebidos quando a doença já está em estágio avançado, dificultando o tratamento. Os principais sintomas desse tipo de câncer são a diminuição do jato de urina e aumento na frequência urinária. Também podem ocorrer dificuldade ao urinar e sangue na urina.
Diagnóstico
Para diagnosticar o câncer de próstata, é fundamental a realização do exame de toque e o de sangue, que é conhecido como PSA (Antígeno Prostático Específico). Esses dois exames, apesar de sua importância, não podem ser usados de maneira isolada para afirmar com precisão a ausência ou suspeita de câncer.
Em caso de alteração nesses exames, pode-se solicitar uma biópsia para a confirmação da presença do tumor e exames de imagem para verificar se outras áreas foram atingidas.
A SBU recomenda que, a partir dos 50 anos, o urologista seja procurado anualmente para a realização dos exames. Pacientes que compõem os grupos de risco aumentado devem procurar o médico a partir dos 45 anos de idade. Estima-se que homens com parentes próximos que tiveram esse tipo de câncer antes dos 60 anos possuam, em média, 3 a 10 vezes mais riscos de desenvolver a doença.
Prevenção
Uma alimentação saudável, rica em verduras, vitaminas e cereais, é uma das formas de prevenir diversas doenças. Segundo alguns especialistas, pode também ajudar na prevenção contra o câncer de próstata, apesar de essa relação ainda ser incerta.
Além disso, é importante evitar gorduras de origem animal, bem como consumir excessivamente carnes vermelhas.Não fumar, beber moderadamente e realizar atividades físicas também podem ajudar a diminuir os riscos de apresentar a doença ou o surgimento de formas mais graves.
Apesar de bons hábitos de vida serem essenciais, eles não garantem prevenção completa contra o câncer de próstata. Sendo assim, o melhor é realizar exames periódicos a fim de conseguir um diagnóstico precoce da doença. Para isso é preciso deixar o preconceito de lado.
Dr. Newton Tafuri é urologista e diretor da Sociedade Brasileira de Urologia em Mato Grosso (SBU/MT)
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Saúde mental é inegociável

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O que aprendi em 10 anos liderando a pauta de saúde mental? Durante a última edição do Vittude Summit, subi ao palco diante de cerca de 1.800 pessoas e lembrei do primeiro evento que realizamos, em janeiro de 2020. Na época, a expectativa era reunir 200 participantes para discutir saúde mental no ambiente corporativo. Muitos acreditavam que ninguém apareceria: o evento recebeu 280 pessoas.

Poucos meses depois, a pandemia transformou definitivamente a forma como as empresas passaram a enxergar o tema. O que antes era tratado como assunto secundário passou a ocupar espaço nas agendas das lideranças. Em poucos anos, vimos crescer rapidamente o interesse das organizações por estratégias estruturadas de promoção da saúde mental.

Os números que não podem mais ser ignorados

Em 2025, o Brasil registrou mais de 546 mil afastamentos por transtornos mentais, o maior número da série histórica e o terceiro ano consecutivo de crescimento. O dado, porém, mostra apenas parte do problema. Ele considera apenas afastamentos superiores a 15 dias, deixando de fora atestados mais curtos e um fenômeno igualmente preocupante: o presenteísmo, quando o colaborador está presente, mas não consegue desempenhar plenamente suas atividades.

No Censo de Saúde Mental da Vittude, realizado com 175 mil trabalhadores de 35 grandes corporações, identificamos uma perda média de produtividade de 32%. Em outras palavras, de cada R$ 100 investidos em folha de pagamento, cerca de R$ 32 deixam de se converter em trabalho efetivo em função do adoecimento emocional. Ou seja, são perdas financeiras e humanas.

O papel da segurança psicológica

Um dos principais achados do estudo foi a relação direta entre segurança psicológica e saúde mental. Entre os colaboradores que relataram baixos níveis de segurança psicológica, todos os indicadores analisados pioraram significativamente. A ideação suicida passou de 14,75% para 19%, enquanto a propensão ao burnout saltou de 5,94% para 21%. Já entre aqueles que percebiam altos níveis de segurança psicológica, a propensão ao burnout foi praticamente nula.

Esses dados mostram que boa parte do adoecimento está concentrada em ambientes onde as pessoas não se sentem seguras para pedir ajuda ou expressar opiniões. Por isso, saúde mental não depende apenas da oferta de benefícios. Depende, principalmente, da cultura organizacional.

A prevalência de ideação suicida entre os trabalhadores avaliados no Censo (14,75%) foi inferior à observada na população brasileira em geral (18%, segundo estudo do Instituto Cactus). Isso mostra que o trabalho pode funcionar como fator de proteção quando oferece pertencimento, reconhecimento e relações saudáveis.

O problema é que muitos ambientes ainda não oferecem essas condições. Com a atualização da NR-1 já em vigor, o gerenciamento dos riscos psicossociais passou a integrar oficialmente as responsabilidades das empresas.

O que aprendemos na prática

Ao longo desses dez anos, ficou claro que os programas de saúde mental mais efetivos compartilham uma característica: método. Não basta contratar fornecedores ou oferecer benefícios. É preciso diagnosticar riscos, definir prioridades, acompanhar indicadores, testar iniciativas e envolver a liderança de forma consistente durante todo o processo.

Foi dessa experiência que surgiu o Método VITAL — Verificar, Idealizar, Testar, Amadurecer e Liderar — desenvolvido a partir do trabalho com organizações de diferentes setores. O aprendizado é simples: iniciativas isoladas dificilmente produzem mudanças duradouras.

Promover saúde mental exige planejamento, acompanhamento contínuo e compromisso da liderança.

Em dez anos, a pauta amadureceu.

Hoje, o cenário é diferente. Líderes, profissionais de RH, médicos do trabalho e executivos passaram a discutir segurança psicológica, riscos psicossociais e saúde mental com uma frequência que parecia improvável poucos anos atrás.

A atualização da NR-1 consolida essa mudança. E depois de uma década acompanhando essa transformação, vejo que chegamos a um ponto de virada. Ainda há muito a fazer, mas, pela primeira vez em muitos anos, há uma combinação de conscientização, evidências e compromisso institucional capaz de acelerar essa mudança. E isso, sem dúvida, é motivo de esperança.

* Tatiana Pimenta CEO da Vittude



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