"Tradicional"

Prefeitura esclarece situação do cemitério na comunidade da Guarita

De acordo com informações de José da Costa Campos, nascido e criado no Distrito da Guarita em Várzea Grande, o cemitério é muito antigo e foi construído pelos moradores locais e mantido por eles.

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Foto: Secom-VG

O secretário de Serviços Públicos e Mobilidade Urbana, Breno Gomes, esclareceu na sexta-feira, 28 de outubro, que o Cemitério da Guarita não é clandestino e sim irregular, ou seja, não está regularizado, não existindo com documentos, mas sim de forma física.

“Assim como familiares e moradores do local, nós da Prefeitura de Várzea Grande também fomos surpreendidos pela Notificação Extrajudicial da EAS Investimentos e Participações S/A, de que um proprietário adquiriu terras na região da Guarita e que havia se deparado com 28 sepulturas, túmulos, alguns mantidos e sendo cuidados”, esclareceu o secretário, frisando que a tendência é da Administração Municipal encontrar um ponto de equilíbrio que atenda aos entes das famílias ali sepultados e também proprietários legalmente constituídos.

A Prefeitura de Várzea Grande, por meio da Secretaria de Serviços Públicos e Mobilidade Urbana, inclusive está informando através de faixa anexada ao local que os familiares devem procurar a municipalidade para tratar do impasse.   

Mesmo não sendo legalizado ou regularizado, a Prefeitura de Várzea Grande pretende primeiro encontrar os familiares de cada um dos sepultados para então decidir conforme a lei e a vontade deles para regularizar a área em definitivo.

Em 19 de outubro deste ano, a pasta responsável pela limpeza e manutenção dos cemitérios públicos da cidade foi notificada pela pessoa de Allan Exupery de Araújo. A comunicação trata de um pedido para remoção de sepulturas em propriedade privada no Distrito da Guarita, no município.

“Como a Guarita era Zona Rural e a distância com o centro de Várzea Grande, na década de 40, quando houve o primeiro sepultamento, era demasiadamente grande, pois nem veículos e ruas existiam, a própria comunidade teria aberto uma área para o sepultamento de seus familiares e não teria existido a preocupação de regularizar a mesma ou documentar, o que acabou gerando a polêmica, porque a área comprada totaliza 370.771,80 m2, enquanto o local onde foram sepultados é bem menor”, disse Breno Gomes.

O Distrito da Guarita é uma das comunidades mais antigas e tradicionais de Várzea Grande e possui um cemitério público denominado “Cemitério da Guarita”. Porém a comunidade local conhece por ‘cemitério de cima’.

Ao buscar contatos com famílias da comunidade a Secretaria averiguou que existe um cemitério tido como comunitário e conhecido por ‘cemitério de baixo’ que foi construído – muros e sepulturas – pelos próprios moradores desde a fundação do Distrito. Assim como a limpeza também é feita pela comunidade.

De acordo com informações de José da Costa Campos, nascido e criado no Distrito da Guarita em Várzea Grande, o cemitério é muito antigo e foi construído pelos moradores locais e mantido por eles.

“Não sabemos de quem é a área, pois quando eu nasci o cemitério já existia. Também não sabíamos que a área tinha dono. Eu acho que tem mais de 100 anos. Meus bisavós, avós, pai e mãe estão enterrados lá. Os moradores mais antigos que construíram o muro, que fizeram as lápides, enterraram, fazem a limpeza também. Ninguém nunca reivindicou a terra ou reclamou. Há cinco anos uma imobiliária começou a lotear os espaços aqui, mas não o cemitério e não sabíamos que o cemitério ia ser vendido. Isso não pode acontecer porque nossos entes queridos estão enterrados ali. Pedimos por favor para não fazer isso”, declarou José da Costa Campos.

Ele ainda acrescenta que “não existe nenhum documento legalizando o cemitério, porém a comunidade o ergueu e por ser uma área rural, não há conhecimento por parte da Prefeitura”.

Breno Gomes reafirmou que agora “a Prefeitura vai trabalhar para identificar as famílias, analisar os documentos da área e o pedido de remoção das sepulturas. Somente após isso, haverá um posicionamento oficial”, disse.

No local foram encontradas ao menos 28 lápides. A mais antiga delas está com data de sepultamento em 1965, a mais recente, 2007, mas existem relatos de parentes com sepultamentos realizados desde 1942.

Responsável pela limpeza e manutenção dos cemitérios públicos da cidade, a Secretaria informa que o município possui 13 cemitérios públicos, são eles: Cemitério Recanto da Saudade (Jardim Primavera), Cemitério da Guarita (Guarita), Cemitério Costa Verde, Cemitério São Francisco de Assis (Região Central), Cemitério Cristo Rei, Cemitério Capela do Piçarrão, Cemitério Limpo Grande, Cemitério Pai André, Cemitério Parque do Lago, Cemitério Praia Grande, Cemitério Souza Lima, Cemitério do Capão Grande e Cemitério Passagem da Conceição. 

“Todos estarão prontos para atender aos familiares neste Dia de Finados”, garantiu o secretário, inclusive em relação ao Cemitério da Guarita.

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Cidades

Sérgio Ricardo fiscaliza obras do VLT e destaca avanços em Cuiabá e Várzea Grande

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Conselheiro do Tribunal de Contas acompanha trabalhos na Avenida do CPA e destaca novo momento das obras na região metropolitana

O conselheiro do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), Sérgio Ricardo, fiscalizou, neste domingo pela manhã (30), as obras do VLT na Avenida do CPA, em Cuiabá. Durante a visita, ele acompanhou de perto o andamento dos trabalhos e destacou os avanços registrados nos últimos meses.

Segundo Sérgio Ricardo, depois de grandes impasses enfrentados pelo Governo do Estado junto às empresas responsáveis e de problemas relacionados ao planejamento, a obra começa a ganhar um novo rumo em Mato Grosso.

Durante uma transmissão ao vivo pelas redes sociais, o conselheiro mostrou diferentes pontos das obras e destacou as melhorias que estão sendo realizadas na capital.

Em relação ao prazo para conclusão, o atual governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta, afirmou que, em até um ano, toda a obra estará concluída em Cuiabá e Várzea Grande.

O conselheiro ressaltou que o acompanhamento e a fiscalização são fundamentais para garantir que os investimentos públicos sejam aplicados corretamente e que as obras sejam entregues à população.

Durante a live, Sérgio Ricardo também pontuou os impactos positivos que a conclusão do projeto deverá proporcionar, principalmente para a mobilidade urbana e a infraestrutura de Cuiabá e Várzea Grande.

https://www.instagram.com/reel/DcqkI0gkYUG/?igsi=MXhqajZnemk1M2Vj

 

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