"Cuiabá"

Pesquisa mostra crescimento do endividamento e recuo da inadimplência no ano

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Economia

Foto: Luiz Alves/Secom-CBA

A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), apurada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e analisada pelo Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio Mato Grosso (IPF-MT), com referência ao mês de setembro, confirma a tendência de aumento no endividamento e queda na inadimplência entre os cuiabanos no decorrer de 2022.

O número de famílias que alegaram possuir contas parceladas corresponde a 74,3%, diferente do observado em janeiro, que totalizava 70,3%. Já com relação à inadimplência, ou seja, quando o consumidor deixa de honrar suas dívidas, a pesquisa mostra diminuição de 32,2% em janeiro deste ano para os atuais 29,2% em setembro, o que pode estar associada ao aumento de renda e novos postos de trabalho sendo gerados em Mato Grosso.

Os principais tipos de dívidas seguem sendo o cartão de crédito (79,7%) e os carnês (39%). De forma positiva, o número de endividados com contas em atraso saiu de 66.194 em setembro de 2021 para 59.147 famílias em setembro de 2022, demostrando que 10,65% das famílias cuiabanas com dívidas conseguiram quitar suas contas nesse período.

O presidente da Fecomércio-MT, José Wenceslau de Souza Júnior, destacou a melhora das condições econômicas, com relação à geração de emprego, para o bom desempenho da pesquisa. “Segundo o Caged, o estado acumulou, entre janeiro e agosto, um saldo de 62.464 novos postos de trabalhos, o que mostra um aumento de renda em circulação na economia, que pode ter sido destinado para saldar as dívidas e aumentar o consumo”.

Os que ganham mais de 10 salários-mínimos ainda são os mais endividados e os que ganham menos de 10 s.m. estão encontrando mais dificuldades para pagar as contas.

Segundo análise do IPF-MT, também é possível analisar que em Cuiabá, os endividados sem condições de arcar com suas dívidas diminuiu em 0,9 p.p. entre setembro de 2021 e 2022, caindo de 8,3% para 7,2%, fator positivo para a situação das famílias na capital.

O Sistema S do Comércio, composto pela Fecomércio, Sesc, Senac e IPF em Mato Grosso, é presidido por José Wenceslau de Souza Júnior. A entidade é filiada à Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), que está sob o comando de José Roberto Tadros.

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Economia

Setor de serviços fica estável em julho e sobe 2,4% em 12 meses

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O setor de serviços, o que mais emprega na economia, apresentou estabilidade na passagem de junho para julho, ou seja, teve variação nula (0%).

Com esse resultado, o setor, que reúne atividades como transporte, turismo, restaurantes, salão de beleza, internet e tecnologia da informação (TI), apresenta alta de 1,9% no ano e 2,4% em 12 meses.

O dado de julho mostra desaceleração, uma vez que o acumulado de 12 meses até junho era de 2,6%.

Os dados fazem parte da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada nesta quinta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)

O desempenho de julho deixa os serviços em patamar 0,2% abaixo do maior nível já registrado, que pertence a outubro de 2025.

A pesquisa revela que quatro das cinco atividades avaliadas pelo IBGE apresentaram alta na passagem de junho para julho:

Serviços prestados às famílias: 0,5%

Serviços de informação e comunicação: -2,5%

Serviços profissionais e administrativos: 0,6%

Transportes, armazenagem e correio: 0,4%

Outros serviços: 0,7%

Apesar de serem classificados como atividade de serviços, os bancos não são incluídos no levantamento do IBGE.

Turismo

A Pesquisa Mensal de Serviços traz também o índice de atividades turísticas (Iatur), que apresentou expansão de 2,7% em julho, na comparação com o mês anterior. No acumulado de 12 meses, o patamar de alta se reduz para 0,6%.

Esses resultados deixam as atividades de turismo 9,4% acima do patamar pré-pandemia de covid-19 (fevereiro de 2020) e 3,8% abaixo do maior nível já alcançado, em dezembro de 2024.

O Iatur reúne 22 das 166 atividades de serviços investigadas na pesquisa e que são ligadas à atividade turística, como hotéis, agências de viagens, bufê e transporte aéreo de passageiros.

São divulgadas informações de 17 unidades da federação: Ceará, Pernambuco, Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Goiás e Distrito Federal, Amazonas, Pará, Mato Grosso, Alagoas e Rio Grande do Norte.

 



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