Opinião
Artigo: A beleza que comunica
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Algum dia você parou para pensar na maquiagem como ferramenta de comunicação? A maquiagem embelezadora, clássica, pode ser a sua maior aliada em diversas ocasiões.
O brasileiro é vaidoso por natureza. Estudo da Euromonitor, empresa internacional de pesquisa de mercado, estima que o Brasil é o quarto maior mercado de beleza e cuidados pessoais do mundo, ficando atrás apenas dos Estados Unidos, do Japão e da China.
Nos dias de hoje a maquiagem se tornou indispensável para muitas mulheres, ela pode proporcionar autoestima, transmitir estilo, estado de espírito e comunicar ao mundo quem é você.
O conceito é simplesmente realçar a beleza da mulher. Esse é o meu propósito todas as vezes que pego em um pincel para embelezar uma pessoa.
A comunicação visual é a forma como o outro nos percebe, mas acima de tudo com nos vemos diante do espelho faz muita diferença, ou melhor, faz muito bem para o nosso autocuidado. Através da imagem pessoal podemos valorizar o nosso posicionamento diante do nosso público, e a maquiagem pode ser uma potencializadora desse resultado, como por exemplo, harmonizando o tom da pele cansada, com olheiras depois de uma noite mal dormida, proporcionando suavidade e uma pele com aspecto saudável.
Hoje, as mulheres não procuram os serviços de uma maquiadora profissional apenas quando tem um evento, a demanda aumentou muito para outras ocasiões como por exemplo para ensaio de fotos profissional, e até curso de automaquiagem para aprender a se maquiar no dia a dia.
Também existem regras na maquiagem, mas eu não uso, respeito a forma do rosto da mulher para que ela olhe no espelho e se admire e não ache que está com aparência de outra pessoa.
Prezo muito pelo cuidado com a pele, o momento skin care faz toda diferença, e a maquiagem entra como um suporte, respeito o gosto de cada um, mas me admira a beleza real, limpa, leve que a maquiagem também proporciona.
Carrego na alma a naturalidade do belo. Da beleza que comunica!
O meu propósito me fez realizar um grande sonho, conquistar o meu Studio Fernanda Fernades Makeup. Engana-se quem ainda analisa como futilidade a área, o setor da beleza é extremamente rentável, pois a maquiagem me proporcionou sair de um emprego de salário fixo para faturar 5x mais.
Fernanda Fernandes é maquiadora profissional, especialista em maquiagem clássica, empreendedora, mãe, apaixonada por maquiagem. Também possui formações técnicas em designer e micropgmentação de sobrancelhas. Especialista em valorizar a beleza natural através da maquiagem.
Siga no instagram @fernanda.fernandesmakup
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Saúde mental é inegociável
O que aprendi em 10 anos liderando a pauta de saúde mental? Durante a última edição do Vittude Summit, subi ao palco diante de cerca de 1.800 pessoas e lembrei do primeiro evento que realizamos, em janeiro de 2020. Na época, a expectativa era reunir 200 participantes para discutir saúde mental no ambiente corporativo. Muitos acreditavam que ninguém apareceria: o evento recebeu 280 pessoas.
Poucos meses depois, a pandemia transformou definitivamente a forma como as empresas passaram a enxergar o tema. O que antes era tratado como assunto secundário passou a ocupar espaço nas agendas das lideranças. Em poucos anos, vimos crescer rapidamente o interesse das organizações por estratégias estruturadas de promoção da saúde mental.
Os números que não podem mais ser ignorados
Em 2025, o Brasil registrou mais de 546 mil afastamentos por transtornos mentais, o maior número da série histórica e o terceiro ano consecutivo de crescimento. O dado, porém, mostra apenas parte do problema. Ele considera apenas afastamentos superiores a 15 dias, deixando de fora atestados mais curtos e um fenômeno igualmente preocupante: o presenteísmo, quando o colaborador está presente, mas não consegue desempenhar plenamente suas atividades.
No Censo de Saúde Mental da Vittude, realizado com 175 mil trabalhadores de 35 grandes corporações, identificamos uma perda média de produtividade de 32%. Em outras palavras, de cada R$ 100 investidos em folha de pagamento, cerca de R$ 32 deixam de se converter em trabalho efetivo em função do adoecimento emocional. Ou seja, são perdas financeiras e humanas.
O papel da segurança psicológica
Um dos principais achados do estudo foi a relação direta entre segurança psicológica e saúde mental. Entre os colaboradores que relataram baixos níveis de segurança psicológica, todos os indicadores analisados pioraram significativamente. A ideação suicida passou de 14,75% para 19%, enquanto a propensão ao burnout saltou de 5,94% para 21%. Já entre aqueles que percebiam altos níveis de segurança psicológica, a propensão ao burnout foi praticamente nula.
Esses dados mostram que boa parte do adoecimento está concentrada em ambientes onde as pessoas não se sentem seguras para pedir ajuda ou expressar opiniões. Por isso, saúde mental não depende apenas da oferta de benefícios. Depende, principalmente, da cultura organizacional.
A prevalência de ideação suicida entre os trabalhadores avaliados no Censo (14,75%) foi inferior à observada na população brasileira em geral (18%, segundo estudo do Instituto Cactus). Isso mostra que o trabalho pode funcionar como fator de proteção quando oferece pertencimento, reconhecimento e relações saudáveis.
O problema é que muitos ambientes ainda não oferecem essas condições. Com a atualização da NR-1 já em vigor, o gerenciamento dos riscos psicossociais passou a integrar oficialmente as responsabilidades das empresas.
O que aprendemos na prática
Ao longo desses dez anos, ficou claro que os programas de saúde mental mais efetivos compartilham uma característica: método. Não basta contratar fornecedores ou oferecer benefícios. É preciso diagnosticar riscos, definir prioridades, acompanhar indicadores, testar iniciativas e envolver a liderança de forma consistente durante todo o processo.
Foi dessa experiência que surgiu o Método VITAL — Verificar, Idealizar, Testar, Amadurecer e Liderar — desenvolvido a partir do trabalho com organizações de diferentes setores. O aprendizado é simples: iniciativas isoladas dificilmente produzem mudanças duradouras.
Promover saúde mental exige planejamento, acompanhamento contínuo e compromisso da liderança.
Em dez anos, a pauta amadureceu.
Hoje, o cenário é diferente. Líderes, profissionais de RH, médicos do trabalho e executivos passaram a discutir segurança psicológica, riscos psicossociais e saúde mental com uma frequência que parecia improvável poucos anos atrás.
A atualização da NR-1 consolida essa mudança. E depois de uma década acompanhando essa transformação, vejo que chegamos a um ponto de virada. Ainda há muito a fazer, mas, pela primeira vez em muitos anos, há uma combinação de conscientização, evidências e compromisso institucional capaz de acelerar essa mudança. E isso, sem dúvida, é motivo de esperança.
* Tatiana Pimenta CEO da Vittude
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