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Sinop: Idosos devem permanecer em quarentena durante pandemia
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Da Redação
Diante do cenário de coronavírus vivenciado mundialmente, a Prefeitura de Sinop recomenda que a população sinopense redobre os cuidados com os idosos. Conforme o Ministério da Saúde, pessoas com faixa etária acima de 60 anos ou com doenças crônicas estão mais propícias a contraírem a doença e apresentarem complicações, com necessidade de internamento. E quanto mais avançada a idade, mais chances de mortalidade.
A prefeita Rosana Martinelli lembra que o cidadão deve ficar atento ao comportamento dos avôs e avós neste período de pandemia e que redobrar os cuidados e a prevenção para os proteger. “O momento é de cuidar de quem sempre cuidou da gente. Sabemos da fragilidade dos idosos, por isso, precisamos ficar em alerta para que eles mantenham a quarentena dentro de casa e, ainda para que os filhos, netos e visitas, não levem o vírus para eles durante o convívio”, pede a gestora.
Para proteger os idosos durante a pandemia é necessário:
- Afastá-los de aglomerações como viagens, baile da terceira idade, festas de família, jogos de cartas ou qualquer outro ambiente com concentração de pessoas. Inclusive, de unidades de saúde se for possível.
- Ao chegar à casa de um idoso, retirar o sapato antes de entrar, limpar com álcool/sabão os pertences pessoais como óculos/celular. Limpe as embalagens que trouxe da rua antes de guardar, não toque em nada sem lavar as mãos. Se houver a possibilidade, tome banho.
- Pessoas com sintomas gripais não devem se aproximar do idoso.
- Também é importante manter a higiene do idoso, assim como cuidar para que ele tenha uma alimentação saudável, tome todas as vacinas necessárias e fique em locais ventilados.
Foto: Prefeitura Sinop
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Em relatório, IFI aponta que despesas do governo continuam crescendo
O principal desafio atual do Brasil é fazer avançarem as políticas públicas de setores essenciais, como educação, saúde e segurança pública, e ao mesmo tempo ampliar os investimentos em infraestrutura e ciência e tecnologia, em um quadro de “extremo engessamento orçamentário”. A observação consta do Relatório de Acompanhamento Fiscal (RAF) de agosto, publicado pela Instituição Fiscal Independente (IFI) nesta quinta-feira (20).
O documento aponta que continuam crescendo “contínua e velozmente” as despesas do governo, tanto as obrigatórias quanto as “discricionárias rígidas”, aquelas que não são obrigatórias, mas que na prática o governo não pode cortar.
Em entrevista coletiva na tarde desta quinta-feira (20), o diretor da IFI, Alexandre Andrade, disse que o relatório aponta uma piora do déficit primário estrutural ao longo dos dois primeiros trimestres de 2026, basicamente por causa de uma pressão maior de despesas, apesar do crescimento da receita.
— Os números mostram que o cumprimento da meta fiscal de 2026 ficou um pouco mais folgado. Os números das avaliações bimestrais anteriores já mostravam que o governo conseguiria cumprir a meta fiscal. Isso ficou um pouco facilitado depois do choque do preço do petróleo, em razão do conflito no Irã, porque as receitas do governo aumentaram muito, principalmente em maio, junho e julho. Então, devem garantir um cumprimento com relativa folga — afirmou.
Andrade avaliou que, com um cenário de petróleo mais caro e receitas mais favoráveis, o governo deverá cumprir a meta do ano.
— A questão maior que se coloca é para o ano que vem. Isso tende a se esgotar ao longo do tempo. As receitas não vão conseguir crescer indefinidamente nos próximos anos — previu.
“Horizonte desejável”
A IFI, órgão vinculado ao Senado, estima um déficit estrutural de 1,4% do PIB até o segundo trimestre de 2026. A instituição reconhece no relatório que a equipe econômica vem se empenhando na gestão do cotidiano da execução orçamentária para melhorar os resultados fiscais. Destaca, no entanto, que o horizonte desejável para o futuro do país impõe um ajuste estrutural mais profundo e sustentável.
O estudo da IFI concentra a análise nos dados e informações do Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias (RARDP) relativo ao terceiro bimestre de 2026. Esse documento embasa as projeções constantes do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA 2027), a ser enviado à Comissão Mista de Orçamento (CMO) até o próximo dia 31.
De acordo com a IFI, o quadro geral permanece inalterado, apesar de afetado por fatores específicos – aceleração do pagamento de emendas parlamentares em função da legislação eleitoral; queda das despesas com o Bolsa Família; e o aumento das receitas derivadas da alta dos preços do petróleo, a partir de maio, consequência do conflito no Oriente Médio.
O governo central produziu um déficit primário efetivo, nos sete primeiros meses do ano, de R$ 81,2 bilhões. Se, por um lado, a receita líquida registrou aumento significativo de 6,0%, acima da inflação, por outro as despesas subiram 6,3%, em termos reais, aponta o relatório. Tanto a IFI quanto o governo projetam um déficit primário efetivo em torno de 0,4% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026.
O cumprimento formal da meta fixada na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026 será alcançado após as deduções legais de despesas, que somam entre R$ 62,8 bilhões (governo) e R$ 69,8 bilhões (IFI), além do uso do intervalo de tolerância legalmente previsto. O centro da meta deste ano corresponde a um superávit primário de 0,25% do PIB, ou R$ 34,3 bilhões.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
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