Mato Grosso

Homem desobedece toque de recolher, aponta arma para policiais e é alvejado em Brasnorte

Publicado em

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Da Redação 

Um indivíduo, identificado apenas pelo apelido de Guinho, que sacou uma arma de fogo e apontou para policiais militares durante uma abordagem no final da noite deste sábado, 28, foi alvejado com um tiro em uma das pernas na cidade de Brasnorte (MT). De acordo com a PM, o homem estava desobedecendo ao toque de recolher e tentou fugir da ação policial.

De acordo com o boletim de ocorrência, o fato ocorreu por volta das 23h50. Ao ser abordado, o suspeito pulou da garupa de uma motocicleta e fugiu a pé, sendo perseguido pelos policiais militares, também a pé. Logo a frente, o suspeito sacou a arma de fogo e a pontou na direção da PM. Um policial, para resguardar a vida dos companheiros e a dele, e em legítima defesa, disparou contra o elemento.

O tiro atingiu a perna esquerda do suspeito.

O SAMU foi acionado e resgatou o homem, que foi encaminhado para o hospital da cidade, onde ficou em observação.

A Polícia Civil foi ao local e localizou a arma no chão. A arma, segundo o boletim de ocorrência possui numeração raspada. Ela estava carregada com 10 munições.

A moto foi apreendida e encaminhada para o pátio da Ciretran da cidade.

Foto: PMMT

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TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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