Saúde

Novas variantes da Covid19 são desafio para vacinação no Brasil

No Brasil a média móvel dos últimos 7 dias está em 242 mortes diárias pelo coronavírus

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Foto: Fiocruz

A comunidade científica espera que ainda este ano o mundo possa contar com uma nova geração de vacinas contra a covid-19 para frear novos picos da doença. No Brasil a média móvel dos últimos 7 dias está em 242 mortes diárias pelo coronavírus, distante dos 4 mil óbitos que o país já teve diariamente no momento mais assombroso da crise sanitária, mas ainda assim é como se hoje um avião de grande porte caísse todos os dias. A taxa média de contágio é de 54 mil novos casos diários.

É consenso que os atuais imunizantes foram os principais responsáveis pela redução expressiva no número de mortes pelo coronavírus, mesmo em países que enfrentam novas ondas de transmissão. Mas o fim de medidas sanitárias mostrou brechas importantes nas doses já disponíveis: elas não provocam memória imunológica de grande duração nem protegem contra as principais variantes mais presentes hoje.

“Essas vacinas são úteis ainda porque não temos uma outra geração de imunizantes. Agora, elas têm uma capacidade pequena, em termos de tempo de imunização. E, principalmente, nós já vimos que a imunidade pelo coronavírus é muito transitória. Mesmo as pessoas que adoecem por esse vírus, com a entrada de uma nova cepa, ou às vezes até com a própria cepa, voltam a adoecer em poucos meses. E esses poucos meses são um, dois, três, quatro meses”, disse à RFI o médico Dalcy Albuquerque, da Sociedade Brasília de Medicina Tropical.

“Além dos cuidados como máscara e álcool, nós temos que torcer para que venha logo essa nova geração de vacinas, já baseada nas cepas atuais. E a cepa base agora é a ômicron. O que a gente tem visto são variantes da própria ômicron. Então, eu acho que é fundamental que a indústria invista numa vacina – e já se tem notícia dela, já está em teste – que cubra outras variantes e principalmente que possa garantir uma resposta imunogênica de maior durabilidade”.

A maioria dos casos graves, que requerem internação ou terminam em óbito, é de quem não está com o esquema de vacinação completo, porém há um percentual considerável, na casa dos 35%, de pessoas que morreram por covid-19 ou foram parar na UTI apesar de terem tomado a terceira dose. Nesse caso, na maioria dos registros, são pacientes que tomaram o primeiro reforço ano passado e não receberam a quarta dose este ano. Os pacientes mais atingidos são idosos ou pessoas com comorbidades.

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HMC recebe quase metade dos pacientes regulados pelas UPAs e reforça papel estratégico na saúde de Cuiabá

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Da Redação

 

O Hospital Municipal de Cuiabá (HMC) consolidou sua posição como principal unidade de retaguarda da rede municipal de urgência e emergência. Levantamento referente aos meses de maio e junho de 2026 mostra que o hospital foi responsável por 44,8% de todas as transferências realizadas pelas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de Cuiabá, recebendo 661 dos 1.479 pacientes regulados no período.
Os números evidenciam a importância da unidade na organização da assistência hospitalar. Sozinho, o HMC recebeu quase quatro vezes mais pacientes que o segundo hospital com maior volume de transferências, contribuindo para garantir maior agilidade na internação de pacientes e desafogar as UPAs.
A secretária municipal de Saúde, Deisi Bocalon, destacou que os resultados refletem o fortalecimento da rede pública de saúde.
“Os números demonstram que o Hospital Municipal de Cuiabá cumpre um papel essencial na organização da nossa rede de urgência e emergência. Ser responsável por praticamente metade das transferências das UPAs significa garantir acesso mais rápido à internação, desafogar as unidades de pronto atendimento e oferecer um cuidado mais resolutivo à população. Nosso compromisso é continuar fortalecendo a rede municipal com planejamento, investimentos e ampliação da capacidade assistencial”, afirmou.
Liderança nas internações em enfermaria
O desempenho do HMC torna-se ainda mais expressivo quando analisadas apenas as internações em enfermaria. Nos dois meses avaliados, a unidade recebeu 638 pacientes — 335 em maio e 303 em junho —, concentrando 53,6% de todas as transferências destinadas a leitos clínicos e cirúrgicos da rede.
Nas admissões em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), a maior demanda foi absorvida pelo Hospital Municipal São Benedito (HMSB) e pelo Hospital e Pronto-Socorro Municipal de Cuiabá (HPSMC), responsáveis por 27,3% e 24,9% das vagas, respectivamente. O HMC respondeu por 8% das internações em terapia intensiva, reforçando sua vocação como principal retaguarda para leitos de enfermaria.
Além do HMC, o HPSMC e o HMSB receberam 170 e 164 pacientes regulados, respectivamente. Outro destaque foi o Hospital Estadual de Câncer, que registrou crescimento superior a 200% nas transferências entre maio e junho, passando de 25 para 79 pacientes.
Gestão destaca eficiência e qualidade da assistência
A diretora-geral da Empresa Cuiabana de Saúde Pública, Kelluby de Oliveira, atribuiu os resultados ao trabalho integrado das equipes e ao fortalecimento da gestão hospitalar.
“O protagonismo do HMC é resultado do empenho diário de equipes multiprofissionais altamente qualificadas e de uma gestão comprometida com a eficiência e a humanização da assistência. Além de sermos referência em urgência, emergência, politrauma e tratamento de queimados, temos ampliado a oferta de cirurgias eletivas e procedimentos especializados, garantindo mais acesso e qualidade no atendimento prestado aos usuários do SUS”, destacou.
Hospital amplia serviços especializados
Referência estadual em urgência, emergência, politrauma, traumato-ortopedia e tratamento de queimados, por meio do Centro de Tratamento de Queimados (CTQ), o HMC funciona em regime de portas abertas para atendimentos de urgência e emergência.
A unidade dispõe de enfermarias adulta e infantil, Hospital Dia, centros cirúrgicos, salas de medicação e decisão médica, seis leitos destinados à saúde mental e estrutura completa para assistência ambulatorial e hospitalar.
Nos últimos meses, o hospital também ampliou a oferta de procedimentos especializados. Entre junho e julho, iniciou um mutirão de cirurgias de vesícula por videolaparoscopia, com previsão de 30 procedimentos para reduzir a fila de espera do Sistema Único de Saúde (SUS).
Outra ação inédita colocou Cuiabá em destaque no cenário nacional. O HMC promoveu um mutirão exclusivo de cirurgias reparadoras para vítimas de queimaduras elétricas decorrentes de acidentes de trabalho, tornando-se a única unidade do país a realizar uma iniciativa voltada exclusivamente para esse público. Aproximadamente 20 pacientes foram atendidos durante a ação.
Para o diretor técnico do HMC, Dr. Eduardo Andraus, os indicadores confirmam a capacidade da unidade em atender pacientes de média e alta complexidade.
“O HMC foi concebido para ser um hospital de alta resolutividade. Nossa capacidade de receber pacientes regulados das UPAs permite que essas unidades continuem atendendo novos casos de urgência e emergência. Contamos com equipes preparadas, protocolos bem estabelecidos e uma estrutura capaz de atender desde casos clínicos até situações de alta complexidade, como politrauma, queimados e cirurgias especializadas. Os resultados de maio e junho demonstram que estamos cumprindo essa missão com eficiência”, concluiu.

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