em 10 anos

Taxa de mortes violentas intencionais cai para 24% em MT

Os dados levam em conta a soma de crimes de homicídio doloso, latrocínio, lesão corporal seguida de morte

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Foto: Anuário da Segurança Pública

A taxa de mortes violentas intencionais caiu 24% em 10 anos em Mato Grosso, segundo dados do 16° Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado neste ano. A taxa teve queda de 33 mortes a cada 100 mil habitantes, em 2011, para 24,9, registrados em 2021.

Os dados levam em conta a soma de crimes de homicídio doloso, latrocínio, lesão corporal seguida de morte e mortes decorrentes de intervenções policiais em serviço e fora. Apesar da queda na avaliação na última década, o estado teve picos de aumento do indicador como em 2014 e 2015. Quando a taxa, foram 43,5 e 37,5 mortes para cada 100 mil habitantes, respectivamente.

O índice apresentou 26 mortes para cada 100 mil habitantes em 2019 e 28,1 em 2020. Em números absolutos, Mato Grosso registrou 889 mortes intencionais violentas em 2021. Em 2011, foram 1.015 vítimas. Em 2014, maior número observado na década, o estado registrou 1.402 mortes.

O estado apresentou uma cidade entre os 30 municípios com maiores taxas, entre 2019 e 2021. Aripuanã, a 976 km de Cuiabá, está na 10ª posição com 118,7 mortes para cada 100 mil habitantes. Entre os crimes na cidade, uma chacina ocorreu em novembro de 2020, quando quatro pessoas foram assassinadas na saída do garimpo na zona rural. Na época, desde que o garimpo no local foi legalizado, em julho de 2019, o número de homicídios havia aumentado quase 300%.

No Brasil houve uma queda de 6% em 2021 com relação a 2020. Foram 47.503 mortes violentas em 2021. No ano antecessor foram registrados 50.448 assassinatos.

Mato Grosso figurou na 17ª posição em 2021 entre os estados do país com as maiores taxas de mortes violentas. O estado com o maior índice é Amapá (53,8), seguido pela Bahia (44,9), Amazonas (39,1), Ceará (37) e Roraima (35,5).

Na região Centro-Oeste, em 2021, a taxa mais altas é em Goiás (26,1), depois Mato Grosso (24,9), Mato Grosso do Sul (20,7) e o Distrito Federal (11,2). Em Goiás, a variação em 10 anos apresentou um crescimento de 50,4%, enquanto que em Mato Grosso do Sul teve crescimento de 12%.

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Saúde

Ex-secretária de Saúde de Cuiabá é alvo de denúncia por supostos benefícios; Prefeitura nega irregularidades

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Servidores da Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá denunciaram supostas irregularidades ao Site Afolhanews envolvendo a ex-secretária Danielle Carmona nos últimos dias à frente da pasta.

De acordo com os relatos, a ex-gestora teria se autolotado no próprio gabinete para garantir o recebimento do chamado “prêmio saúde”, no valor de R$ 2 mil. Além disso, também teria concedido a si mesma um período de 60 dias de férias.

A situação provocou revolta entre profissionais da rede municipal, principalmente da enfermagem. Segundo os denunciantes, a gestão costumava negar pedidos de férias superiores a 30 dias para servidores da linha de frente, sob a justificativa de falta de pessoal nas unidades de saúde.

Os servidores apontam ainda incoerência entre discurso e prática da administração municipal. Durante a inauguração da Unidade de Saúde da Família (USF) do bairro Pedregal, o prefeito teria afirmado que não autorizaria férias sem a devida substituição de profissionais, o que reforçou a percepção de tratamento desigual dentro da pasta.

Danielle Carmona é servidora efetiva do município e atua como enfermeira de carreira. Conforme os relatos, ela teria se beneficiado de decisões administrativas tomadas enquanto ainda ocupava o cargo de secretária.

Prefeitura nega irregularidades

Em nota, a Prefeitura de Cuiabá afirmou que não há irregularidades na situação funcional da ex-secretária.

Segundo o município, Danielle Carmona possui todos os direitos garantidos por lei, incluindo férias e benefícios como o prêmio saúde, desde que atendidos os critérios estabelecidos.

A gestão também informou que a lotação em gabinete é um ato administrativo regular, especialmente em períodos de transição, e que a permanência da servidora no local foi previamente alinhada com a atual direção da Secretaria.

Sobre os 60 dias de férias, a Prefeitura destacou que a concessão ocorreu dentro da normalidade administrativa e já havia sido informada anteriormente, não havendo qualquer excepcionalidade.

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