Mato Grosso
Sem segurança adequada população de Livramento vira refém da marginalidade
Mato Grosso
Da Redação
A população de Nossa Senhora de Livramento, cidade localizada a cerca de 36km de Cuiabá, está à mercê da marginalidade, já não basta os furtos e os constantes assaltos as residências, que transtornam os moradores, agora a cidade que era pacata é também alvo de vandalismos, com depredação do patrimônio público.
Nos últimos dias, uma unidade do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) foi alvo de tentativa de incêndio, segundo informações de especialistas, ficou nítido que as chamas foram provocadas por um material inflamável.
Os responsáveis pelo CRAS, que é ligado a Prefeitura de Nossa Senhora de Livramento, foram avisados quanto a tentativa de incêndio, quando foram até o local, registraram imagens e acionaram a Polícia Militar, que logo em seguida registrou um Boletim de Ocorrência.
Os moradores de Nossa Senhora de Livramento estão cobrando mais empenho por parte do secretário de estado de segurança, Alexandre Bustamante dos Santos, já que o povo trabalhador virou refém dos marginais na cidade.
“A cidade está tomada, notícias de venda de drogas é maior do que de venda de bananinha, a violência já mudou a rotina da cidade, ninguém vive mais tranquilo, precisamos de mais policiais, com atuações enérgicas, intensiva e ostensiva, os marginais não podem tomar conta da cidade, que é do cidadão de bem, do povo trabalhador”, ressaltou um morador que está indignado com a falta de segurança em Nossa Senhora do Livramento, e pediu para não ser identificado, temendo por represália.
Os moradores falam da falta da Polícia Civil na região, como também da reduzida equipe da PM.
Para a população, onde a polícia não se faz presente, os bandidos tomam conta mesmo. “Quando o gato não está, os ratos fazem a festa”.
O comando da Polícia Militar do Estado de Mato Grosso foi procurado para falar sobre o assunto, mas até o fechamento da matéria, não foi localizado.

Mato Grosso
TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.
A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.
O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.
“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.
A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.
“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.
Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.
O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.
Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.
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