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Mendes afirma que irá manter medidas de restrições de convívio social em Mato Grosso

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Da Redação

Após o pronunciamento do presidente da República, Jair Bolsonaro (Sem Partido) na noite desta terça-feira (24) em cadeia nacional, em que encorajava a população a sair de suas casas e retomar a vida normal em plena pandemia do novo coronavírus (Covid-19), vários governadores se pronunciaram sobre a fala de Bolsonaro que repercutiu mal.

O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (DEM), emitiu uma nota em que evitou entrar em polêmicas, destacou a importância da economia, mas deixou claro que as medidas de restrições do convívio social serão mantidas no Estado.

“Vamos continuar a restringir o convívio social e a preparar toda a estrutura necessária para atender aos possíveis doentes do coronavírus. Mas, não iremos proibir nenhuma atividade econômica essencial, desde que haja a devida obediência às regras sanitárias”, disse Mauro Mendes.

A Organização Mundial da Saúde (OMS), maior autoridade sanitária do mundo, recomenda que todos os países restrinjam o convívio social, além disso, o discurso do presidente vai de encontro até mesmo com as recomendações do Ministério da Saúde, que reforça a importância das pessoas ficarem em casa.

Vários governadores do país se adiantaram e restringiram o convívio social através de decreto, permitindo apenas que serviços essenciais continuem trabalhando desde que sigam as regras sanitárias impostas pelos Estados, assim como a suspensão das aulas para evitar a proliferação do vírus.

Durante o discurso de aproximadamente cinco minutos, Bolsonaro culpou a imprensa por espalhar o que ele chamou de “sensação de pavor” e voltou a classificar o Covid-19 como uma “gripezinha” dizendo que se por ventura ele contraísse o vírus, por ter um histórico de atleta teria poucos sintomas.
“Nossa vida tem que continuar. Os empregos devem ser mantidos. O sustento das famílias deve ser preservado. Devemos sim voltar à normalidade. Algumas poucas autoridades estaduais e municipais devem abandonar o conceito de terra arrasada, a proibição de transportes, o fechamento de comércios e o confinamento em massa. O que se passa no mundo tem mostrado que o grupo de risco é o das pessoas acima dos 60 anos. Por que fechar escolas?”, disse em seu discurso.

Após o pronunciamento várias autoridades políticas lamentaram o posicionamento de Bolsonaro, entre elas, o presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (DEM-AP), em uma nota divulgada para a imprensa ele classificou a dala de Bolsonaro como algo “grave” e reiterou que o país precisa de uma “liderança séria”. Já o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou que o pronunciamento de Bolsonaro “foi equivocado ao atacar a imprensa, os governadores e especialistas da saúde pública”.

Na manhã desta quarta-feira (25), ao ser questionado sobre suas declarações, Bolsonaro voltou a atacar o isolamento social e a quarentena, dizendo que isso seria um “crime”.

Foto: Mayke Toscano/Secom-MT

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Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri

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Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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