Mato Grosso
Médica pediatra depõe após espalhar “fake news” sobre coronavírus em MT
Mato Grosso
Da Redação
A Polícia Civil, por meio da Gerência de Combate a Crimes de Alta Tecnologia (Gecat), está apurando a origem de áudios oriundos de aplicativo de mensagem (WhatsApp) com possíveis “fake news” em relação à propagação do coronavírus (Covid-19) em Mato Grosso.
Conforme o delegado da Gecat, Eduardo Botelho, todas as informações recebidas estão sendo checadas mediante informações repassadas pelos órgãos oficiais do Estado e, havendo discrepância, a pessoa responsável pelo áudio será notificada para prestar os devidos esclarecimentos.
Um exemplo é um áudio relacionado a uma médica pediatra, que foi verificado pela Gecat. A profissional foi solicitada para explicar as informações e se retratou sobre as informações repassadas. Ela afirmou à Polícia Civil que repassou a mensagem sem confirmar a procedência do áudio, porém, disse que sua intenção não foi propagar o pânico, mas, apenas alertar sua família acerca da gravidade da pandemia.
“Esta será a conduta padrão da Gecat em relação aos casos semelhantes, sendo possível inclusive a responsabilização criminal dos autores”, alertou o delegado Eduardo Botelho.
Ainda segundo o delegado, as mensagens “fake news” mencionam dados inverídicos sobre pessoas contagiadas pelo coronavírus, o que coloca em descrédito o os órgãos oficiais do estado como um todo.
A Polícia Civil de Mato Grosso permanece atuando para combater e reprimir ‘fake news’, assim como comportamentos delitivos que, porventura, desobedecerem a determinações sanitárias e de saúde, determinadas pelas autoridades, para se evitar ainda mais a disseminação da pandemia do coronavírus.
A Gecat alerta ainda que a população deve buscar informações pelos órgãos oficiais como o Ministério da Saúde e a Secretaria de Saúde do Estado sobre as orientações e dados em relação ao coronavírus.
Foto : Ilustração
Mato Grosso
TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.
A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.
O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.
“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.
A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.
“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.
Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.
O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.
Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.
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