Mato Grosso
“Abuso de poder, irresponsabilidade e negligência”: equipe da Energisa corta energia de casa com quatro crianças em plena quarentena
Mato Grosso
Da Redação
O flagrante foi registrado no centro da cidade de Várzea Grande, na tarde desta segunda-feira 23.03.2020, quando uma equipe da Energisa, concessionado responsável pelo fornecimento de energia em Mato Grosso, não demonstrou ter conhecimentos, bom senso e muito menos compaixão, ao cortar a energia de uma casa com quatro criança da quarentena.
Populares que estavam na região, além de questionar os dois funcionários, ainda alertaram sobre a proibição do corte de energia, neste período de quarentena, que foi declarado via decreto do Governo Federal, Governo do Estado de Mato Grosso e Prefeituras.

Foto: Divulgação
“No Decreto 407, que regulamenta medidas protetivas no período de combate ao coronavírus, uma emenda com a aprovação de lideranças partidárias no Poder Legislativo, em que as concessionárias de serviços essenciais como água e luz ficam proibidas de interromper o fornecimento no período que vigora a publicação”, explicou o deputado Faissal Calil (PV).
A filmagem mostra que mesmo sendo avisados sobre a proibição do corte de serviços essenciais, a equipe deu continuidade no corte de fornecimento de energia da casa que tem quatro crianças.
“Servidores da Energisa infringiram uma Lei Estadual”.
Os moradores conseguiram filmar a forma intransigente, demonstrado total abuso de poder, por parte dos funcionários da concessionária de energia.

Foto: Divulgação
A Energisa desde quando assumiu o fornecimento de energia, que é a empresa campeã de reclamações no Procon-MT, é fácil encontrar uma pessoa que tem algo para reclamar desta empresa, seja no abuso da cobrança da fatura da energia, no suposto esquema de cobrança por estimativa, como também na precariedade do fornecimento de energia, entre outros.

Sem contas atrasadas
De acordo com a moradora desta casa, que teve a energia corta, a conta tinha vencido no último dia 13.03.2020, ou seja dez (10) de atraso, e mesmo comprovando que tinha poucos dias em atraso, que está em período de quarentena, que a continuidade do fornecimento de energia está aparada por Decreto Estadual, os funcionários efetuaram o corte de energia.

Os responsáveis da Energisa em Cuiabá, Várzea Grande, Mato Grosso foram procurados para falar sobre o assunto, mas como sempre acontece, o consumidor quando quer tratar sobre qualquer assunto, é encaminhando para um número de Call Center, onde os atendentes ficam em outro estado, que não tem nenhum conhecimento da região, causas circunstâncias ou razões.
“Negligente, inoperante, incompetente, irresponsável, são os principais adjetivos apontados pelos consumidores”.

É com esta eficiência no atendimento ao público que a equipe de reportagem se deparou, sem ter nenhuma resposta sobre a volta do fornecimento de energia para a família que teve o corte irregular, porque não conseguiu falar com nenhum responsável até o fechamento da matéria.

A equipe de reportagem vai insistir em diversos números e setores, até conseguir falar com algum responsável, que veja reparar o erro ocorrido na tarde desta segunda-feira, em Várzea Grande.
Veja o vídeo:
Mato Grosso
TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.
A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.
O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.
“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.
A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.
“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.
Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.
O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.
Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.
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