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Misael Galvão afirma que decisão de antecipar salários foi para ajudar os funcionários contra a pandemia

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Misael Galvão / Cuiabá

da redação

Após a repercussão negativa em relação a antecipação dos salários dos vereadores de Cuiabá, na qual foi colocada como medida de prevenção a pandemia do novo coronavírus. Com a repercussão negativa, alguns vereadores afirmaram que fariam a doação dos próprios salários para ações de combate a pandemia, além dos salários, as verbas indenizatórias também seriam usadas para o mesmo fim.

O Mato Grosso entrou em contato por telefone com o presidente da Câmra de Vereadores de Cuiabá, vereador Misael Galvão (PTB) que afirmou que a medida tomada foi pensada para permitir que os mais de quinhentos servidores da casa tenham recursos para lidar com a quarentena. Argumentou ainda que os salários dos meses de janeiro e fevereiro também foram pagos no dia 20 e por este motivo, a Mesa Diretora da Casa decidiu por fazer o mesmo para o mês de março, levando em conta que a Câmara suspendeu seus trabalhos devido a crise do novo coronavírus.

Em relação a fazer a doação do salário, Misael afirmou que a “soliedariedade sempre fez parte de sua vida” e que neste momento não seria diferente, porém não deixou claro se iria, ou não fazer a doação do salário. “Quem me conhece sabe que a solidariedade sempre fez parte da minha vida, desde quando trabalhava de camelo, neste momento não será diferente”. Disse o parlamentar.

Galvão lembrou ainda que na próxima quinta-feira (26), a Câmara de Vereadores de Cuiabá irá realizar uma seção de maneira virtual, onde irão ser votadas novas ações para ajudar no combate a pandemia, porém não detalhou quais seriam as ações.

 

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TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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