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Misael Galvão afirma que decisão de antecipar salários foi para ajudar os funcionários contra a pandemia

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Misael Galvão / Cuiabá

da redação

Após a repercussão negativa em relação a antecipação dos salários dos vereadores de Cuiabá, na qual foi colocada como medida de prevenção a pandemia do novo coronavírus. Com a repercussão negativa, alguns vereadores afirmaram que fariam a doação dos próprios salários para ações de combate a pandemia, além dos salários, as verbas indenizatórias também seriam usadas para o mesmo fim.

O Mato Grosso entrou em contato por telefone com o presidente da Câmra de Vereadores de Cuiabá, vereador Misael Galvão (PTB) que afirmou que a medida tomada foi pensada para permitir que os mais de quinhentos servidores da casa tenham recursos para lidar com a quarentena. Argumentou ainda que os salários dos meses de janeiro e fevereiro também foram pagos no dia 20 e por este motivo, a Mesa Diretora da Casa decidiu por fazer o mesmo para o mês de março, levando em conta que a Câmara suspendeu seus trabalhos devido a crise do novo coronavírus.

Em relação a fazer a doação do salário, Misael afirmou que a “soliedariedade sempre fez parte de sua vida” e que neste momento não seria diferente, porém não deixou claro se iria, ou não fazer a doação do salário. “Quem me conhece sabe que a solidariedade sempre fez parte da minha vida, desde quando trabalhava de camelo, neste momento não será diferente”. Disse o parlamentar.

Galvão lembrou ainda que na próxima quinta-feira (26), a Câmara de Vereadores de Cuiabá irá realizar uma seção de maneira virtual, onde irão ser votadas novas ações para ajudar no combate a pandemia, porém não detalhou quais seriam as ações.

 

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Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri

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Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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