"fase dois"

Governo de MT se reúne com investidores de programa que fomenta ações pelo meio ambiente

Nos últimos quatro anos, a iniciativa investiu R$ 144 milhões em Mato Grosso

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Política

Foto: Michel Alvim

Na tarde da última segunda-feira (13) o vice-governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta, recebeu uma comitiva de instituições que financiam ações de preservação do meio ambiente no Estado, por meio do Programa REM Mato Grosso (REDD para Pioneiros pela sigla em Inglês), para tratar do planejamento da “fase dois” do projeto. Nos últimos quatro anos, a iniciativa investiu R$ 144 milhões em Mato Grosso.

Otaviano Pivetta destacou o compromisso do Governo com a meta de descarbonização, que prevê a neutralização das emissões até 2035. Afirmou também que é do interesse do Estado estreitar relações para a continuidade do trabalho, que tem contribuído para que Mato Grosso possa produzir e conservar as riquezas naturais.

Conforme o gerente de portfólio do Banco de Desenvolvimento da Alemanha (KFW), Klaus Koehnlein, está sendo avaliada uma extensão do programa em uma segunda fase, com o objetivo de dar continuidade ao trabalho.

“Essa foi uma reunião de monitoramento do Programa REM, que é uma parceria importante para nós para a proteção da floresta e do clima. Essa reunião foi para repactuar essa parceria junto com o Governo do Estado. Para nós é importante sempre encontrar com os parceiros, dialogar, ver os resultados, e desenhar o caminho para o futuro”, afirmou.

Segundo Manoel Serrão, superintendente de Programas do Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (FUNBIO), Mato Grosso é referência para a instituição entre os mais de 40 projetos em execução no Brasil, que somam uma carteira de R$ 2 bilhões em investimentos.

“O Programa REM MT é um exemplo. A quantidade de produtos que foram desenvolvidos, e os resultados que estão sendo demonstrados mostram uma curva de aprendizagem que não é fácil de ver em outros projetos. O compromisso do Governo do Estado, e a capacidade da equipe técnica, são diferenciais que fazem com que o Programa deva ter o seu modelo copiado em outras realidades no Brasil”, afirma o superintendente.

Pagamento por resultados ambientais

“Mostramos o quanto o Estado trabalha no combate ao desmatamento ilegal, com a responsabilização dos infratores do começo ao fim, desde a identificação do ilícito por alertas de imagens de satélite, a autuação rápida, e a responsabilização”, afirma a secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti.

O programa vai muito além do comando e controle, destaca a gestora. Ela cita que o REM atua no fortalecimento institucional, das cadeias produtivas, pensando sempre nos aspectos social, econômico, e ambiental. Também estão incluídas ações de combate aos incêndios florestais.

O REM é um programa do Governo Alemão que premia estados pela redução de emissões de gases do efeito estufa oriundas do desmatamento e fomenta a conservação das florestas e seus povos tradicionais. É um programa de pagamentos por resultados na diminuição de emissões.

Também participaram da agenda o secretário-chefe da Casa Civil, Rogério Gallo; a secretária de Agricultura Familiar, Teté Bezerra; Franziska Tröger, primeira secretária de Cooperação para o Desenvolvimento Sustentável da Embaixada da Alemanha; Gina Timoteo, representante da Agência de Cooperação Técnica Brasil- Alemanha (GIZ); João Melo, gerente de projeto do FUNBIO e gestor financeiro do REM, Fernando Sampaio, Diretor da PCI; Ligia Vendramin, Coordenadora do REM-MT.

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Podemos concentra R$ 2 milhões em campanha e mira bancada de seis deputados

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O Podemos decidiu apostar alto na eleição proporcional de Mato Grosso e já destinou R$ 2,05 milhões em recursos de campanha aos candidatos que disputam vagas na Assembleia Legislativa. A estratégia acompanha uma meta ambiciosa anunciada pelo partido: eleger pelo menos seis deputados estaduais e formar uma das maiores bancadas da próxima legislatura.

A legenda lançou 25 nomes para a disputa pela ALMT e, de acordo com o presidente estadual do Podemos, Max Russi, trabalha com a expectativa de conquistar seis cadeiras, podendo chegar a sete. A projeção colocaria o partido com um quarto das 24 vagas do Legislativo estadual.

A distribuição dos recursos, porém, não ocorre de maneira uniforme. O próprio Max Russi, que busca a reeleição e atualmente preside a Assembleia, recebeu R$ 450 mil, o maior repasse registrado até agora. O valor representa cerca de 22% de todo o montante distribuído pelo partido.

Na sequência aparecem Karen Rocha, com R$ 200 mil, e Beto Dois a Um e Valdeníria Dutra, com R$ 150 mil cada. Outros sete candidatos, Adelcino Lopo, Bira, Geovane Gamba, Janailza Taveira, Allan Kardec, Sargento Casarin e Scheila Pedroso, receberam R$ 100 mil cada.

Também foram registrados repasses de R$ 50 mil para Alessandra Ferreira, Alex Rodrigues, Gustavo Bang, Joize Marques, Marcos Paulista, Meraldo Sá, Priscila Dourado e Salete Bergamin. Enquanto isso, Fabinho Tardin, Mauro Savi, Rafael Machado e Ulysses Moraes ainda não haviam recebido recursos do partido no levantamento. Carlos Kan aparece como inapto por não ter apresentado prestação de contas à Justiça Eleitoral.

A estratégia financeira revela uma tentativa do Podemos de transformar a força da chapa em representação efetiva no plenário. A legenda trabalha com a possibilidade de ampliar significativamente sua presença na Assembleia, mas o resultado dependerá do desempenho conjunto dos candidatos e da distribuição das vagas pelo sistema proporcional.

Com a maior parte da verba ainda concentrada em um grupo específico de candidaturas, o desempenho das urnas também será um teste para a aposta feita pela direção partidária. A promessa de seis cadeiras significa, na prática, conquistar 25% da Assembleia, uma meta que colocaria o Podemos no centro das articulações pelo comando da próxima legislatura.



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