Mato Grosso
Mato Grosso tem apenas 287 UTIs do SUS para atender mais de 3,5 milhões de habitantes
Mato Grosso
Da Redação.
Com uma população estimada em 3.5 milhões de pessoas, o Estado de Mato Grosso conta com apenas 709 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para atender os habitantes.
“Dos 709 leitos de UTIs, apenas 287 estão disponível pelo SUS”.
Ao todo, 422 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) são de hospitais privados, e 287 na rede pública Sistema Único de Saúde (SUS), chegando ao total de 709 leitos.
“Os 422 leitos UTIs em Mato Grosso, de momento são destinados para quem tem planos de saúde, ou para quem tem condições de pagar particular”.
Durante esta semana, o Governo de Mato Grosso anunciou a implantação de mais 70 leitos de UTIs no estado, a iniciativa faz parte do plano de contingenciamento de combate a pandemia do coronavírus.
De acordo com a Secretaria de Saúde do Estado, os novos leitos ficarão divididos da seguinte forma:
Hospital Estadual Santa Casa – 40 leitos.
Hospital Regional de Sinop – 10 leitos.
Hospital Regional de Alta Floresta – 10 leitos.
Hospital Regional de Rondonópolis – 10 leitos.
Como o número de habitantes é muito maior do que a quantidade de UTIs disponível, os Governos do Estado e municipais estão tomando todas as providências para evitar a contaminação do coronavírus, já que se o número que contagiados extrapolar o UTIs a disposição, os médicos terão que escolher quem será atendido ou entregues à própria sorte.
Para o governador Mauro Mendes, as medidas simples podem ajudar muito no combate à proliferação da doença.
“É determinante que todos continuemos a tomar as medidas preventivas de evitar o contato social, praticando a profilaxia, com atenção especial a higienização das mãos. São atitudes determinantes! Existe uma corrida muito grande em busca do álcool gel, porém, especialistas afirmam que uma boa higienização, com água e sabão, é até mais eficiente do que o álcool”, explicou o governador.
Mato Grosso
Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri
Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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