"Complicado"

Última semana de maio tem elevação no preço da cesta básica em Cuiabá

O aumento semanal de R$ 3,32 foi puxado por 61% dos produtos que compõem a cesta básica na capital, com o principal responsável sendo a manteiga (12,7%), com o item registrando elevação nos preços desde a segunda semana de maio.

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Economia

Foto: Assessoria/FECOMERCIO-MT

Após registrar duas quedas consecutivas no valor da cesta básica em Cuiabá, o Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio em Mato Grosso (IPF-MT) apresentou o balanço da última de maio, que apresentou alta de 0,48% no preço dos produtos, passando de R$ 691,93 para os atuais R$ 695,25. Ainda assim, o valor está 2,5% menor se comparado a última semana do mês de abril, quando custava R$ 712,80.

O aumento semanal de R$ 3,32 foi puxado por 61% dos produtos que compõem a cesta básica na capital, com o principal responsável sendo a manteiga (12,7%), com o item registrando elevação nos preços desde a segunda semana de maio. A banana e o feijão também contribuíram com a elevação dos preços, de 9,3% e 4,2%, respectivamente.

Já os produtos que apresentaram recuo semanal foram o tomate (-3,7%) e açúcar (3,1%). Segundo o IPF-MT, o fruto registrou a quarta semana de queda em razão da maior oferta do produto nos mercados, o que acabou por reduzir o seu valor.

O presidente da Fecomércio-MT, José Wenceslau de Souza Júnior, destacou a questão climática como um dos fatores para a variação dos preços da cesta básica em Cuiabá, além das questões macroeconômicas. “As interferências climáticas ocorridas nas últimas semanas favoreceram boa parte das oscilações dos preços observados”.

Além disso, outros fatores já conhecidos como o os preços dos combustíveis e as consequências da inflação decorrentes da pandemia de Covid-19 e, mais recentemente, do conflito entre Rússia e Ucrânia, também podem continuar impactando os preços dos alimentos, segundo análise do IPF-MT.

Um dado interessante ressaltado pelo IPF-MT é a média semanal ter permanecido abaixo de 700 reais, representando alívio às famílias cuiabanas e permitindo que as variações futuras afetem em menor grau o valor gasto.

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Setor de serviços fica estável em julho e sobe 2,4% em 12 meses

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O setor de serviços, o que mais emprega na economia, apresentou estabilidade na passagem de junho para julho, ou seja, teve variação nula (0%).

Com esse resultado, o setor, que reúne atividades como transporte, turismo, restaurantes, salão de beleza, internet e tecnologia da informação (TI), apresenta alta de 1,9% no ano e 2,4% em 12 meses.

O dado de julho mostra desaceleração, uma vez que o acumulado de 12 meses até junho era de 2,6%.

Os dados fazem parte da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada nesta quinta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)

O desempenho de julho deixa os serviços em patamar 0,2% abaixo do maior nível já registrado, que pertence a outubro de 2025.

A pesquisa revela que quatro das cinco atividades avaliadas pelo IBGE apresentaram alta na passagem de junho para julho:

Serviços prestados às famílias: 0,5%

Serviços de informação e comunicação: -2,5%

Serviços profissionais e administrativos: 0,6%

Transportes, armazenagem e correio: 0,4%

Outros serviços: 0,7%

Apesar de serem classificados como atividade de serviços, os bancos não são incluídos no levantamento do IBGE.

Turismo

A Pesquisa Mensal de Serviços traz também o índice de atividades turísticas (Iatur), que apresentou expansão de 2,7% em julho, na comparação com o mês anterior. No acumulado de 12 meses, o patamar de alta se reduz para 0,6%.

Esses resultados deixam as atividades de turismo 9,4% acima do patamar pré-pandemia de covid-19 (fevereiro de 2020) e 3,8% abaixo do maior nível já alcançado, em dezembro de 2024.

O Iatur reúne 22 das 166 atividades de serviços investigadas na pesquisa e que são ligadas à atividade turística, como hotéis, agências de viagens, bufê e transporte aéreo de passageiros.

São divulgadas informações de 17 unidades da federação: Ceará, Pernambuco, Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Goiás e Distrito Federal, Amazonas, Pará, Mato Grosso, Alagoas e Rio Grande do Norte.

 



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