“Era só o que faltava”
Decisões do União Brasil cria expectativa no cenário eleitoral de MT
Para muitos, a notícia de que o partido terá candidatura própria é o “divisor de águas”.
Política
Tanto o deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa, Eduardo Botelho, como também outras lideranças do União Brasil, já declaram que aguardam as confirmações das decisões do nacional, para que se tenha uma conduta alinhada com os projetos do partido no Estado.
A notícia caiu como uma verdadeira “bomba”, as confirmações poderão transformar aliados de hoje, em adversários de amanhã, como também, aqueles que estavam em segundo plano, passam para primeira cadeira de preferencial.
Para quem acompanhou nos últimos dias as notícias de política, viu que a tendência do partido é ter candidatura própria, tanto para presidente quanto, senador, o que mudaria por completo a “corrida” eleitoral em Mato Grosso, já que hoje, boa parte da cúpula do UB, vem declarando apoio ao pré-candidato a reeleição do PL, senador Wellington Fagundes.
O deputado federal, presidente do União Brasil e, até então pré-candidato à presidência da República, Luciano Bivar sendo confirmado como candidato do partido, teoricamente, terá de imediato o apoio do governador, Mauro Mendes, como também do presidente da Assembleia Legislativa, Eduardo Botelho, entre outros integrantes do partido.

Foto: Maurício Barbant – ALMT
“Esta decisão do UB deverá abrir a janela das oportunidades, fazendo surgir vários adversários na disputa pelo Senado da República e o Palácio Paiaguás”.
Seguindo essa estimativa, o UB deverá ter candidaturas próprias, abandonando as cogitações de apoio para candidatos de outros partidos, o que segundo informações do “Aracuã do Pantanal”, será alívio para uns e desespero para outros.
Sendo assim, com a iminência de ruptura envolvendo UB e o PL, as cogitações do partido do presidente, Jair Bolsonaro ter candidatura própria em Mato Grosso, segue o caminho da realidade, neste caso, a tendência seria o nome senador, Wellington Fagundes abandonar a disputa pela reeleição e disputar o governo do estado, contra Mauro Mendes.

Foto: Agência Senado
“Alguém terá que ir para o sacrifício”.
De acordo com o “Aracuã do Pantanal”, só faltava um motivo para o “rebojo” fazer a reviravolta, separar os “homens dos meninos”, depois, no segundo turno, fazer análise dos sobreviventes, e aqueles que possuem condições de continuar.
Política
Podemos concentra R$ 2 milhões em campanha e mira bancada de seis deputados
O Podemos decidiu apostar alto na eleição proporcional de Mato Grosso e já destinou R$ 2,05 milhões em recursos de campanha aos candidatos que disputam vagas na Assembleia Legislativa. A estratégia acompanha uma meta ambiciosa anunciada pelo partido: eleger pelo menos seis deputados estaduais e formar uma das maiores bancadas da próxima legislatura.
A legenda lançou 25 nomes para a disputa pela ALMT e, de acordo com o presidente estadual do Podemos, Max Russi, trabalha com a expectativa de conquistar seis cadeiras, podendo chegar a sete. A projeção colocaria o partido com um quarto das 24 vagas do Legislativo estadual.
A distribuição dos recursos, porém, não ocorre de maneira uniforme. O próprio Max Russi, que busca a reeleição e atualmente preside a Assembleia, recebeu R$ 450 mil, o maior repasse registrado até agora. O valor representa cerca de 22% de todo o montante distribuído pelo partido.
Na sequência aparecem Karen Rocha, com R$ 200 mil, e Beto Dois a Um e Valdeníria Dutra, com R$ 150 mil cada. Outros sete candidatos, Adelcino Lopo, Bira, Geovane Gamba, Janailza Taveira, Allan Kardec, Sargento Casarin e Scheila Pedroso, receberam R$ 100 mil cada.
Também foram registrados repasses de R$ 50 mil para Alessandra Ferreira, Alex Rodrigues, Gustavo Bang, Joize Marques, Marcos Paulista, Meraldo Sá, Priscila Dourado e Salete Bergamin. Enquanto isso, Fabinho Tardin, Mauro Savi, Rafael Machado e Ulysses Moraes ainda não haviam recebido recursos do partido no levantamento. Carlos Kan aparece como inapto por não ter apresentado prestação de contas à Justiça Eleitoral.
A estratégia financeira revela uma tentativa do Podemos de transformar a força da chapa em representação efetiva no plenário. A legenda trabalha com a possibilidade de ampliar significativamente sua presença na Assembleia, mas o resultado dependerá do desempenho conjunto dos candidatos e da distribuição das vagas pelo sistema proporcional.
Com a maior parte da verba ainda concentrada em um grupo específico de candidaturas, o desempenho das urnas também será um teste para a aposta feita pela direção partidária. A promessa de seis cadeiras significa, na prática, conquistar 25% da Assembleia, uma meta que colocaria o Podemos no centro das articulações pelo comando da próxima legislatura.
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