Mato Grosso
Troca de tiros entre bandidos e PMs termina com um baleado e dois presos
Mato Grosso
Da Redação
Na manhã desta segunda-feira (16), Um ladrão foi baleado e três foram presos pela Polícia Militar (PM) durante uma perseguição pela BR-163. Os bandidos, com idades entre 21 e 33 anos, todos membros da facção criminosa Comando Vermelho de Mato Grosso, invadiram uma agência dos Correios de Marcelândia (710 km da Capital) e furtaram dois cofres. Não foi informado a valor furtado da agência.
O Serviço de Inteligência da PM recebeu a informação de que o bandidos estavam cometeu o furto em um correio e que os criminosos estavam foragindo em uma caminhonete Toyota Hilux e em um Volkswagen Voyage pela BR.
Os policiais encontraram os veículos a cerca de 10 km da 163, quando seguiram atrás dos veículos e deram ordem de parada, o que não foi obedecido pelos bandidos.
Os militares perseguiram os ladrões pelos bairros Jardim Primavera e Jardim Palmeiras, ainda insistindo na ordem de parada, porém o bando continuava na fuga em alta velocidade.
Em determinado momento, com apoio de outras viaturas, foi feita uma barreira e os militares atiraram contra o pneu da caminhonete, que mesmo assim não parou.
A Hilux parou de funcionar nas proximidades do Viaduto central, na entrada da avenida Julio Campos, em Sinop (500 km da Capital), onde três criminosos desceram da caminhonete, armados, e começaram a atirar contra os policiais.
A PM revidou e atingiu um dos bandidos na perna. O ladrão ferido e um dos comparsas receberam voz de prisão, mas tentaram resistir, quando os policiais precisaram usar de força física para imobilizá-los. O terceiro criminoso, que estava armado, tentou correr, ainda atirando contra a guarnição, porém foi encontrado e preso por outra viatura.
Uma equipe de resgate do Corpo de Bombeiros foi acionada, prestou atendimento ao ladrão ferido e o encaminhou ao Hospital Regional. Não corre risco de morte.
Os bandidos presos foram encaminhados à Delegacia de Polícia Cível, onde ficaram detidos à disposição da Justiça.
Foto: PMMT
Mato Grosso
TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.
A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.
O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.
“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.
A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.
“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.
Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.
O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.
Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.
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