Mato Grosso
Rotam prende Suspeitos de roubo em garimpo de Nossa Senhora do Livramento
Mato Grosso
Da Redação
Nesta quinta-feira(12), a Força Tática da Policia Militar prendeu dois homens de 22 e 23 anos de idade com dois aparelhos detectores de metal, fones de ouvido e baterias, no bairro Ouro Verde, Várzea Grande.
A dupla teria roubado os equipamentos de um garimpo no Distrito do Figueiral, em Nossa Senhora do Livramento (42 Km de Cuiabá), horas antes da prisão.
Os policiais receberam informações de que os autores do roubo ao garimpo estariam em uma casa no bairro Ouro Verde, na tentativa de vender alguns dos equipamentos das vítimas do roubo.
Durante a checagem da denúncia, a PM identificou os dois homens e deu início ao procedimento de abordagem pessoal, os suspeitos tentaram fugir, mas foram capturados logo em seguida e detidos pelos militares. Durante a tentativa da fuga, um dos suspeitos tentou se esconder dentro de sua residência, mas foi preso e disse que seu comparsa, que já estava detido em outra residência, havia guardado os equipamentos em sua casa para vender posteriormente.
Na verificação do imóvel, os policiais apreenderam, além do equipamento apreendido, um revólver calibre 32 e apreendeu a motocicleta modelo Titan, utilizada na fuga. Os suspeitos foram presos e reconhecidos pelas vítimas que haviam sido rendidas no garimpo durante o roubo.
Segundo os garimpeiros, dois homens chegaram ao garimpo por volta das 6h:00, em uma moto, quando renderam as vítimas que estavam em um carro chegando para trabalhar no local. O grupo de garimpeiros havia sido rendido e amarrado com cordas em árvores e tiveram seus pertences como carteiras, celulares e os equipamentos roubados pelos suspeitos. O carro também havia sido roubado na ação, mas foi encontrado horas depois, em um bairro da região.
A dupla foi conduzida à delegacia de flagrantes de Várzea Grande por crimes de roubo, sequestro e cárcere privado, posse ilegal de arma de fogo e resistência à prisão.
Foto: PMMT
Mato Grosso
TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.
A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.
O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.
“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.
A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.
“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.
Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.
O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.
Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.
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