Mato Grosso
Jovem que matou empresário em Rondonópolis é solto pela justiça
Mato Grosso
Da Redação
O jovem Maroan Fernandes Haidar Ahmed, de 20 anos, saiu ontem (11) à noite, da Penitenciária Major Eldo de Sá Corrêa, a Mata Grande, depois que a Terceira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) concedeu-lhe habeas corpus. Acusado de assassinar o empresário Fábio Batista da Silva, de 41 anos, na conveniência de um posto de combustíveis em Rondonópolis, ele estava preso desde o dia 4 de fevereiro deste ano por descumprir medidas cautelares.
A defesa do acusado alegou que o juiz Wagner Plaza Machado Junior, da 1ª Vara Criminal de Rondonópolis, que expediu o mandado de prisão, “perseguia” Maroan, porque supostamente não teria aceitado a decisão do TJMT de conceder liberdade a ele. Por maioria, a Terceira Câmara levou em conta que Maroan não foi regularmente intimado da audiência da qual não compareceu e, por isso, deveria ser solto.
Maroan estava foragido desde o dia 18 de novembro de 2018, data em que o crime ocorreu, reaparecendo em novembro de 2019, quando a Terceira Câmara Criminal concedeu a ele habeas corpus por entender que não havia necessidade de prisão.
O acusado utilizava tornozeleira eletrônica e deveria cumprir medidas cautelares, como comparecimento a audiências. Porém, ele faltou a uma Audiência de Instrução que aconteceria na Primeira Vara Criminal do Fórum da Comarca, no mês passado, quando o magistrado decretou sua prisão.
O empresário Fábio Batista de Jesus, deixou três filhos, gerou muita comoção e indignação em Rondonópolis. A família, que prefere não aparecer por medo, continua esperando Justiça para o caso.
Foto: Jomaílton de Oliveira
Mato Grosso
TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.
A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.
O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.
“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.
A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.
“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.
Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.
O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.
Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.
-
Polícia3 dias atrásDecisão garante acolhimento de crianças e pensão alimentícia
-
Política7 dias atrásEleições: propaganda eleitoral começa neste domingo
-
Cidades5 dias atrásEducação de Várzea Grande vai ampliar atendimento aos estudantes com implementação da Política de Educação Integral em Escolas em Tempo Integral
-
Cidades3 dias atrásPrefeita Flávia Moretti oficializa incentivos fiscais para transformar Várzea Grande em polo logístico internacional por meio do Aeroporto Marechal Rondon
-
Política2 dias atrásCotas em residência médica dividem opiniões em debate na CDH
-
Política2 dias atrásSancionada ampliação de produtos em estoque público para alimentação animal
-
Agricultura4 dias atrásInteligência artificial leva dieta sob medida a bois e suínos
-
Política6 dias atrásCRE monitora com atenção relações entre Brasil e EUA, diz Nelsinho Trad em nota


Você precisa estar logado para postar um comentário Login