"INVESTIMENTOS"
Botelho pede celeridade no pagamento de emendas parlamentares
Recursos são indicados aos municípios pelos deputados para investimentos nos setores essenciais.
Política
O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, deputado Eduardo Botelho (União Brasil), pediu ao governo celeridade no pagamento das emendas parlamentares impositivas, individual e de bancada. Botelho chamou a atenção sobre a importância de consolidar os investimentos nos municípios, através desses recursos, durante reunião com o secretário-chefe da Casa Civil, Rogério Gallo, na quarta-feira (27), na sala do Colégio de Líderes da ALMT, com os deputados. E defende que os deputados tenham seus direitos assegurados, garantindo que os recursos cheguem aos setores indicados nos municípios.
“Foi uma reunião muito produtiva, definimos a questão das emendas parlamentares da execução orçamentária. Ficou definido que haverá remanejamento até a sexta-feira (06), depois vai fazer força-tarefa para executar chamando todos os secretários e criando procedimento que dê celeridade para o pagamento dessas emendas. Têm algumas que foram pagas, mas ainda muito pouco”, disse Botelho, ao destacar que os recursos são pagos parcialmente aos municípios, dando condições de iniciarem as obras, que podem continuar no período eleitoral.
Também defendeu a regulamentação de projetos que ajudem os municípios a receberem recursos, destravando a parte burocrática e acelerando o pagamento de emendas. Um deles é o repasse via PIX.
“É uma forma de ajuda-los na execução dos projetos, pois têm muitos que não conseguem certidões, têm dívidas, principalmente, com o INSS e não conseguem regularizar e ficam penalizados. Então, o que acontece? Ficam cada vez mais pobres”, alertou Botelho.
Durante a reunião, Gallo disse que será muito importante definir as emendas parlamentares até a próxima semana, para saber com quanto as secretarias vão poder trabalhar, em cima de projetos específicos junto às prefeituras. “Os deputados ficaram de encaminhar ofícios até 6 de maio indicando as emendas para onde serão remanejadas. Para até 30 de junho empenharmos tudo, que é a data limite devido ao ano eleitoral. Foi uma reunião muito produtiva, ficamos mais de duas horas conversando”, disse o secretário.
Conforme a planilha apresentada na reunião, já foram pagos 60,62% do valor das emendas de 2021 e a expectativa é a de liquidar o restante até o final do próximo mês. A pandemia foi um dos entraves para a quitação desses recursos. Para 2022 são mais R$ 225 milhões de emendas parlamentares, sendo que R$ 10 milhões já foram empenhados.
Nosso compromisso, com os projetos apresentados pelos prefeitos e instituições filantrópicas, que são beneficiários das emendas, é dar vazão a isso até 30 de junho, para que esses 225 milhões de reais cheguem aos municípios e organizações do terceiro setor, que vão fazer a diferença para todos os mato-grossenses”, afirmou Rogério Gallo.
Política
Podemos concentra R$ 2 milhões em campanha e mira bancada de seis deputados
O Podemos decidiu apostar alto na eleição proporcional de Mato Grosso e já destinou R$ 2,05 milhões em recursos de campanha aos candidatos que disputam vagas na Assembleia Legislativa. A estratégia acompanha uma meta ambiciosa anunciada pelo partido: eleger pelo menos seis deputados estaduais e formar uma das maiores bancadas da próxima legislatura.
A legenda lançou 25 nomes para a disputa pela ALMT e, de acordo com o presidente estadual do Podemos, Max Russi, trabalha com a expectativa de conquistar seis cadeiras, podendo chegar a sete. A projeção colocaria o partido com um quarto das 24 vagas do Legislativo estadual.
A distribuição dos recursos, porém, não ocorre de maneira uniforme. O próprio Max Russi, que busca a reeleição e atualmente preside a Assembleia, recebeu R$ 450 mil, o maior repasse registrado até agora. O valor representa cerca de 22% de todo o montante distribuído pelo partido.
Na sequência aparecem Karen Rocha, com R$ 200 mil, e Beto Dois a Um e Valdeníria Dutra, com R$ 150 mil cada. Outros sete candidatos, Adelcino Lopo, Bira, Geovane Gamba, Janailza Taveira, Allan Kardec, Sargento Casarin e Scheila Pedroso, receberam R$ 100 mil cada.
Também foram registrados repasses de R$ 50 mil para Alessandra Ferreira, Alex Rodrigues, Gustavo Bang, Joize Marques, Marcos Paulista, Meraldo Sá, Priscila Dourado e Salete Bergamin. Enquanto isso, Fabinho Tardin, Mauro Savi, Rafael Machado e Ulysses Moraes ainda não haviam recebido recursos do partido no levantamento. Carlos Kan aparece como inapto por não ter apresentado prestação de contas à Justiça Eleitoral.
A estratégia financeira revela uma tentativa do Podemos de transformar a força da chapa em representação efetiva no plenário. A legenda trabalha com a possibilidade de ampliar significativamente sua presença na Assembleia, mas o resultado dependerá do desempenho conjunto dos candidatos e da distribuição das vagas pelo sistema proporcional.
Com a maior parte da verba ainda concentrada em um grupo específico de candidaturas, o desempenho das urnas também será um teste para a aposta feita pela direção partidária. A promessa de seis cadeiras significa, na prática, conquistar 25% da Assembleia, uma meta que colocaria o Podemos no centro das articulações pelo comando da próxima legislatura.
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