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Proposta de Max Russi pode triplicar valor da merenda escolar

Parlamentar alega que a única refeição diária de grande parte de estudantes da zona rural é a oferecida no ambiente escolar

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Política

O primeiro-secretário da Assembleia Legislativa, deputado Max Russi (PSB), defende que o valor do repasse do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) seja triplicado em Mato Grosso. O pedido foi feito na tribuna na sessão plenária da quarta-feira (20). “As refeições nas escolas não têm condições de serem feitas com o recurso que está sendo destinado. Uma boa alimentação melhora o desempenho escolar e diminui a evasão escolar”, justificou o parlamentar.

Max Russi alega que, atualmente, o valor repassado pela União aos estados e municípios, por aluno em cada dia letivo, é definido de acordo com a etapa e modalidade de ensino, variando de R$ 0,32 centavos para a educação de jovens e adultos (EJA), R$ 1,07 reais para creches e R$ 2 reais para o Programa de Fomento às Escolas de Ensino Médio em Tempo Integral. O primeiro-secretário lembra ainda que a contrapartida do Estado é de R$ 0,16 centavos, em média.

“Como os alimentos subiram, esse valor disponibilizado não consegue oferecer uma alimentação de qualidade para as nossas crianças. E tem crianças, principalmente da zona rural, que muitas vezes saem para pegar o ônibus na madrugada e passam muito tempo no trajeto. E aquela refeição da escola, muitas vezes, é a única do dia”, argumentou. 

Com 380 mil estudantes sendo atendidos em Mato Grosso, o deputado Max Russi acredita que o governador Mauro Mendes (União Brasil) possa colocar em prática a nova medida, mesmo com os possíveis impactos no orçamento estadual.  

“Temos acompanhado e, inclusive, auxiliado o governador Mauro Mendes em seu esforço de ajuste fiscal da máquina pública. Entendemos que este esforço já rendeu frutos. Hoje o orçamento está enxuto e o Estado exibe uma boa saúde fiscal”, avalia o deputado.

Conforme Max Russi, a Assembleia aprovou no ano passado um orçamento de R$ 26,5 bilhões para Mato Grosso em 2022. Com isso, o aumento é de 20% em relação ao ano de 2021. 

“Chegou o momento de o Governo do Estado mostrar mais protagonismo na área social e nós precisamos melhorar o recurso da alimentação escolar e também que possamos fazer esse pleito do governo federal, para que a gente possa melhorar esse recurso e com isso tenha condição de oferecer uma alimentação melhor às nossas crianças”, completou.  

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Presidente da Comissão de Infraestrutura, Moretto, cobra agilidade e soluções para destravar obras em Mato Grosso

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Foto: ANGELO VARELA / ALMT

O presidente da Comissão de Infraestrutura Urbana e de Transporte da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), o deputado estadual Valmir Moretto (Republicanos), cobrou agilidade na execução de obras públicas e soluções para entraves que prejudicam o desenvolvimento da infraestrutura estadual. Durante reunião realizada nesta terça-feira (27), o parlamentar destacou a necessidade de revisar preço, fiscalizar o cumprimento dos contratos e melhorar o diálogo com as empresas e produtores rurais.

Moretto chamou a atenção para obras atrasadas na Região Oeste, onde produtores contribuíram com projetos e áreas necessárias à execução dos serviços. Ele criticou empresas que assumem contratos sem capacidade para cumprir os cronogramas e defendeu mais responsabilidade na execução das obras.

“Toda empresa é bem-vinda, mas precisa pegar a obra, trabalhar e entregar para a nossa população”, afirmou.

Outro problema apontado pelo parlamentar envolve a liberação de áreas e cascalheiras, que podem provocar paralisações, alterações nos projetos e aumento dos custos. Moretto defendeu maior agilidade nos processos para solução dessas situações, respeitando a legislação.

O deputado Nininho (Republicanos) participou da reunião e também defendeu a revisão de preços e fiscalização de obras, considerando o aumento dos custos de insumos e mão de obra. Para ele, é necessário buscar um equilíbrio que permita às empresas continuarem atuando, executando obras de qualidade e mantendo a saúde financeira.

“Precisamos fazer essa intermediação junto ao governo, à secretaria e ao Sindicato da Construção para encontrar um meio-termo que seja justo. Só se faz uma obra de qualidade quando se tem um preço justo”, destacou Nininho.

Como encaminhamento, os parlamentares propuseram reuniões e ou audiências públicas com representantes de Sindicatos Rurais, empresas e com a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra) para discutir os entraves e buscar soluções conjuntas.

“A infraestrutura não pode ser lenta e demorada em um estado que anda tão rápido”, ressaltou Moretto, ao reafirmar o compromisso da comissão com o avanço das obras e o desenvolvimento de Mato Grosso.

Fonte: ALMT – MT



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