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ALMT terá grupo de trabalho para discutir critérios na distribuição de maquinários pelo governo aos municípios

Presidente da ALMT, deputado Eduardo Botelho, fez o anúncio do grupo de trabalho durante a Ordem do Dia

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Política

Foto: Fablício Rodrgiues/ALMT

Em sessão na quarta-feira (13), o presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, deputado Eduardo Botelho (União), anunciou a criação de um grupo de trabalho para elaborar critérios para a distribuição de maquinários e equipamentos por parte da Secretaria de Agricultura Familiar no Estado. Botelho afirmou na tribuna, durante a Ordem do Dia, que a falta de critérios faz com que alguns prefeitos utilizem os maquinários eleitoralmente.

“Os maquinários e equipamentos entregues pela Secretaria de Agricultura Familiar não têm nenhum critério. As prefeituras os utilizam como querem; alguns prefeitos aplicam muito bem na agricultura, outros estão utilizando, desviando para coletar lixo e outras atividades e outros prefeitos ainda estão utilizando de forma eleitoreira, só para quem o apoia é que ele atende”, afirmou o deputado.

O deputado entende que essa ação do governo não pode continuar da forma como vem sendo feita. “O Estado não pode ser dessa forma e nem continuar caminhando assim. Por isso, a Assembleia Legislativa, na sua função de fiscalizar tudo que sai do Estado, vai criar uma comissão e acompanhar isso de perto”, disse o presidente”.

Por ato administrativo 025/2022, o presidente da Assembleia Legislativa com fulcro no art. 26, inciso VIII da Constituição do Estado de Mato Grosso, onde consagra o dever em fiscalizar e controlar, diretamente, através de quaisquer de seus membros ou Comissões, os atos do Poder Executivo, resolve tornar pública a composição de um Grupo de Trabalho para acompanhar e fiscalizar a eficiência e impessoalidade na distribuição de máquinas e equipamentos para os municípios e entidades sem fins lucrativos por meio da Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (SEAF).

O ato diz que a composição do grupo de trabalho ficará conforme o inciso I, ou seja, um  membro designado pela Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso, um membro designado pela Secretária de Estado de Agricultura Familiar, um membro designado pela Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de Mato Grosso (Fetagri), um membro designado pela Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), um membro designado pela Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural  (EMPAER) e um membro representando os secretários municipais de Agricultura.

De pronto, após o anúncio do grupo de trabalho, os deputados Valdir Barranco (PT) e Thiago Silva (MDB) usaram a tribuna para enaltecer a decisão da Mesa Diretora.

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Wilson Santos defende políticas de segurança alimentar e apoio a famílias vulneráveis

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Entre as 21 emendas apresentadas ao Projeto de Lei nº 692/2026, que estabelece as diretrizes para o orçamento estadual de 2027 (PLDO), está a proposta de n.° 27 do deputado estadual Wilson Santos (PSD) para apoiar e desenvolver ações de segurança alimentar e enfrentamento à fome em Mato Grosso. A iniciativa foi motivada pelo levantamento do Tribunal de Contas do Estado (TCE), que mapeia a situação dos 142 municípios mato-grossenses em relação ao acesso regular e permanente a alimentos de qualidade.

A proposta também resgata uma iniciativa que marcou a gestão do parlamentar como prefeito de Cuiabá, que foi a construção do Restaurante Popular, em 2007, onde permanece em funcionamento e oferece diariamente mais de mil refeições ao preço de R$ 2,00. “Eu construí esse restaurante e atendia uma antiga reivindicação da classe trabalhadora, principalmente dos assalariados que acabavam investindo parte do pequeno salário em alimentação. O restaurante ajuda muitas pessoas, gente humilde e a comida é muito boa”, destacou.

Conforme a justificativa da emenda apresentada pelo deputado, o objetivo é expandir o atendimento à população em situação de insegurança alimentar e promover a integração entre as políticas de assistência social, segurança alimentar, desenvolvimento rural e inclusão social. A proposta busca fortalecer a atuação do Estado no enfrentamento à pobreza e à exclusão social.

Para Wilson Santos, investir em alimentação de qualidade também pode contribuir para reduzir a pressão sobre os serviços públicos de saúde. “Economiza na conta da saúde, alimentando bem, vai menos a uma unidade de saúde. É importante reduzir as desigualdades sociais e a proteção das famílias em situação de vulnerabilidade”, comentou.

O PLDO 2027 prevê receita líquida de R$ 42,1 bilhões e impacto estimado em R$ 862,6 milhões. O projeto segue para análise das emendas parlamentares. Após essa etapa, as propostas aprovadas integrarão a redação final da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2027.

Fonte: ALMT – MT



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