"Semana Santa"

Com preços justos a Prefeitura e Aquamat asseguram “VG Santo Peixe”

Em sete pontos diferentes de Várzea Grande será comercializado o peixe da Semana Santa. Parceria garante produto de qualidade e sem risco no manuseio e armazenamento dos produtos.

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Economia

Foto: SECOM-VG

Em uma parceria com a AQUAMAT – Associação dos Aquicultores de Mato Grosso representante de sete entidade de beneficiamento de pescado, a Prefeitura de Várzea Grande vai garantir o peixe santo na Sexta-feira da Paixão, que simboliza a morte de Jesus Cristo e véspera da Páscoa, ressurreição do Messias.

“Vamos garantir o VG Santo Peixe com produtos de qualidade, preços justos, sem manuseio, o que preserva os alimentos a serem consumidos e certificado, o que permite a regulação do mercado fornecedor e a fiscalização dos mesmos”, explicou o prefeito frisando que na próxima segunda-feira, 11 de Abril, no Parque Berneck às 15:30 haverá uma apresentação do Programa ‘VG Santo Peixe’ e a partir de terça-feira, 12 de Abril até dia 15, Sexta-feira Santa haverá a comercialização em sete pontos distintos espalhados em toda a cidade de Várzea Grande.

Kalil Baracat frisou que serão peixes de espécies tradicionais como Pacu, Tambacu, Tambaqui, Pirapitinga, Paqui entre outros que tem facilidade no cultivo e os preços praticados por quilo serão de R$ 19,50 para aqueles eviscerados e escamados e R$ 24,90 para os eviscerados, escamados e sem espinhas.

“É uma festa religiosa que a maioria da população comemora, então estamos garantindo preços justos, de qualidade, pois os comercializadores não manipulam os peixes que serão vendidos congelados e resfriados e pesados corretamente para que todos possam fazer sua comemoração”, disse o prefeito.  

Kalil Baracat lembrou ainda que a atividade da piscicultura está transformando Mato Grosso no maior produtor do Brasil e em breve se tornará um dos maiores exportadores, por isso é fundamental fomentar este tipo de atividade, pois os aquicultores geram emprego, renda e trazem divisas para o país. 

Segundo o secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável, Célio Santos, a população de Várzea Grande poderá garantir seu peixe durante a semana santa, em sete pontos, que estarão montados entre os dias 12 e 15 de abril, para a comercialização do produto das 8 às 18 horas.

Célio Santos, disse que o projeto “VG Santo Peixe” é baseado em ações conjuntas de diversas entidades governamentais e não governamentais com intuito de disponibilizar o peixe com preços mais justos, além de fortalecer essa cadeia produtiva. 

“Recentemente realizamos reuniões com representantes do setor de frigoríficos e de empresas que trabalham com o pescado, para definir ações, desde a inserção do projeto, quanto ao atendimento à população que queira adquirir o produto. Todos os envolvidos manifestaram apoio e adesão ao projeto”, frisou o secretário da pasta, Célio Santos.

Conforme o secretário, uma das determinações do prefeito Kalil Baracat é que o projeto ‘VG Santo Peixe’ alcance toda a população, principalmente, a mais carente. “Queremos que os empresários tenham lucro, mas que possam comercializar o peixe de forma justa e que a população mais carente, possa de fato obter o produto e saborear o peixe nesta data tão importante para os cristãos”.

Célio Santos disse ainda que a equipe da Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural e Sustentável, fizeram levantamento de preços comercializados nos mercados existentes no município, e que serão adotados nos pontos de comercialização, os seguintes valores: R$ 19,50 o preço do quilo do peixe eviscerado e escamado. Já o quilo do peixe eviscerado, escamado e sem espinha será vendido por R$ 24,90. “Esses valores estão dentro da realidade econômica local”, afiançou.

O secretário reforça ainda que em todos os pontos de comercialização os produtos estarão dentro dos padrões exigidos pela Vigilância Sanitária, e pelos órgãos fiscalizadores do município.

LOCAIS DE VENDA:

Prefeitura Municipal de Várzea Grande – Paço Couto Magalhães – Avenida Castelo Branco – região centro sul.

Área externa do Fiotão – Avenida Castelo Branco – região central.

Praça do Jardim Glória II – Rua Lara

Praça do Parque do Lago – Avenida Julião de Brito

Sinuelo – Avenida Júlio Campos

Praça Áurea Braz – Rua Ary Paes Barreto – Cristo Rei

Rotatória do bairro Santa Isabel – Avenida Senador Filinto Muller

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Ministro chama tarifa dos EUA de “indevida” e promete reação

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O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, classificou como “indevida” a nova tarifa de 12,5% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros e afirmou que a medida se baseia em argumentos que “não são reais”.

Segundo ele, o governo brasileiro buscará reverter a decisão por meio de negociações, mas não descarta adotar medidas de reciprocidade.

A nova sobretaxa foi anunciada nesta quinta-feira (23) pelo governo estadunidense sob a justificativa de que o Brasil não adota mecanismos suficientes para impedir a importação de produtos fabricados com trabalho forçado.

A alíquota entra em vigor nesta sexta-feira (24) e, para parte das exportações brasileiras, será somada à tarifa de 25% que começou a valer nesta semana.

Brasil contesta

Márcio Elias Rosa afirmou que o Brasil possui uma política consolidada de combate ao trabalho escravo e rejeitou as justificativas apresentadas pelos Estados Unidos.

“O Brasil tem compromissos históricos com o combate ao trabalho forçado, com a prevenção, o controle, a fiscalização e o acolhimento das vítimas. O Brasil é signatário de todos os instrumentos da Organização Internacional do Trabalho. Não abona nem apoia essa prática e, mais do que isso, tem compromisso com os direitos humanos e com o trabalho digno”, declarou o ministro em entrevista coletiva esta noite.

Para o ministro, a nova tarifa foi construída sobre uma premissa equivocada.

“É uma tarifa indevida, baseada em fatos que não são reais”, acrescentou.

Setores afetados

Apesar de uma extensa lista de produtos isentos das novas tarifas, o ministro afirmou que diversos setores da indústria brasileira serão atingidos pela cobrança acumulada de 37,5%.

“Lamentavelmente, muitos setores estarão sujeitos à dupla tributação, à dupla taxação, como é o caso, por exemplo, de calçados, máquinas, equipamentos, peças, componentes, confecções e produtos químicos que não sejam farmacêuticos. Para esses, infelizmente, a tarifa passa a ser de 37,5%”, destacou.

Segundo o MDIC, produtos como carne bovina, café, suco de laranja e frutas permanecem fora tanto da tarifa de 25% quanto da nova sobretaxa de 12,5%.

Ao todo, cerca de 2 mil produtos exportados pelo Brasil aos Estados Unidos ficaram isentos das duas medidas.

O MDIC informou que ainda não existe ainda uma lista completa dos produtos que sofrerão dupla tarifação. Segundo a pasta, o governo continuará nos próximos dias a fazer o levantamento de todos os itens afetados simultaneamente pelas sobretaxas de 25% e de 12,5%.

Negociação primeiro

O ministro afirmou que o governo brasileiro continuará priorizando o diálogo com Washington para tentar reverter as tarifas.

Ao mesmo tempo, ressaltou que o país não abrirá mão dos instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade Econômica, sancionada neste ano para permitir resposta a medidas comerciais consideradas injustificadas.

“O Brasil não pode renunciar à possibilidade de usar o instrumento da reciprocidade. Seria abrir mão de um direito que protege a economia brasileira e os interesses do Brasil”, disse.

Segundo ele, a adoção de eventuais medidas dependerá da evolução das negociações.

“O momento e a forma de fazê-lo é que o tempo vai determinar. É óbvio que o interesse primário é negociar. É óbvio que o objetivo é evitar e afastar essas tarifas, porque elas são extremamente injustas e muito danosas”, afirmou.

Próximos passos

De acordo com Márcio Elias Rosa, a prioridade do governo neste momento é apoiar os setores mais afetados pelas tarifas, ampliar a busca por novos mercados e preparar a estratégia jurídica e diplomática do Brasil.

O ministro informou que o governo pretende retomar as conversas com as autoridades americanas no próximo mês, após concluir o levantamento dos impactos da nova medida sobre as exportações brasileiras.

Enquanto isso, empresas atingidas poderão contar com recursos do programa Brasil Soberano, que disponibilizou R$ 18,5 bilhões em crédito para capital de giro, investimentos, inovação e abertura de novos mercados.



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