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Fabio Garcia toma posse como senador por Mato Grosso

“Minha experiência como empresário me fez conhecer a necessidade de simplificar o Brasil e reduzir a carga tributária, para torná-lo mais competitivo”

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Foto: Roque de Sá/Agência Senado

O presidente do União Brasil de Mato Grosso, Fábio Garcia, tomou posse no cargo de senador da República, na tarde desta quarta-feira, 6, em Brasília. Ele assume após o senador Jayme Campos (UB) ter pedido licença, para tratar de assuntos pessoais.

Em seu primeiro discurso no Senado, Fábio Garcia destacou que assume o cargo com a “posição de independência e sem amarras”. “Assumo em uma posição de independência, sem amarras o que me permite trabalhar de forma livre e independente, para tudo aquilo que seja bom para o meu estado de Mato Grosso e para o nosso país”, destacou.

Ele também aproveitou para agradecer aos companheiros, amigos e familiares e fez uma menção especial ao governador Mauro Mendes.

“Quero aqui agradecer ao amigo e governador do meu estado, Mauro Mendes. A pessoa mais importante na minha vida pública, que me colocou na política. Um exemplo de grande gestor, administrador que em menos de três anos transformou um estado deficitário, no estado que mais investe no país. Na ousadia de estadualizar rodovias federais e de criar a primeira ferrovia estadual do nosso país”, lembrou.

Fábio também defendeu que o país precisa de reformas, e que tenha um “sistema tributário simples, com regras claras, estabilidade jurídica, regulatória e institucional”. “Minha experiência como empresário me fez conhecer a necessidade de simplificar o Brasil e reduzir a carga tributária, para torná-lo mais competitivo”, enfatizou.

Outro ponto destacado pelo parlamentar foi sobre a situação política e econômica pela qual o país se encontra. Sem citar lados da polarização, ele ponderou que “não contem comigo para dividir ainda mais esse nosso país. Não contem comigo para antecipar o processo eleitoral.”. Ele ainda acrescentou que está pronto “a construção de um projeto moderno para colocar a economia nacional nos trilhos e que seja capaz de fazer os verdadeiros enfrentamentos que o país precisa”.

Na avaliação dele, o importante para o momento é combater a inflação, a escalada dos preços dos combustíveis, da energia e do gás de cozinha que encarecem a vida dos brasileiros. “Precisamos valorizar a nossa moeda, diminuir a taxa de juros, para que o custo do Brasil seja melhor para todos os brasileiros”, afirmou.

Durante o ato de posse, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, destacou que Garcia é um “excelente defensor dos temas relativos ao estado e sua juventude o faz um político diferenciado. Essa casa se alegra muito de recebê-lo”.

Garcia fica no cargo pelo prazo de 4 meses, durante a licença do senador Jayme Campos.

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Sancionada lei que autoriza o BNDES a criar subsidiárias

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Foi sancionada pela Presidência da República a Lei 15.501, de 2026, que autoriza o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) a constituir novas subsidiárias para ampliar sua capacidade de atuação. Pela norma, o BNDES — que já conta com subsidiárias, como o BNDESPar, que atua no mercado de capitais, e a Finame, de financiamento à indústria — poderá criar outras para complementar sua atuação, desde que obedeça às determinações da Lei de Responsabilidade Fiscal (Lei Complementar 101, de 2000).

A norma foi sancionada com veto à criação do Fundo de Crédito à Exportação (FCE), que, para o Poder Executivo, já tem seus objetivos alcançados por outras políticas públicas. Dos 13 dispositivos do texto enviado à sanção pelo Congresso, dez se referiam ao novo fundo para exportadores e foram vetados.

Publicada nesta quinta-feira (10) no Diário Oficial da União (DOU), a lei tem origem no PL 5.961/2025, do então senador Fernando Farias (MDB-AL). O projeto foi aprovado com relatório favorável do senador Esperidião Amin (PP-SC), antes de seguir para a Câmara dos Deputados.

Vetos

Os dispositivos vetados criariam o FCE para direcionar aos exportadores recursos para capital de giro, aquisição de máquinas e projetos de investimento. O fundo, com regras de funcionamento e gestão, seria usado para financiar operações de pré e pós-embarque e apoiar a modernização de empresas exportadoras. Segundo a Presidência da República, em que pese a boa intenção da proposta, o texto contraria o interesse público por criar um fundo de natureza contábil e financeira sem demonstrar que seus objetivos não poderiam ser alcançados por instrumentos de apoio à exportação já existentes.

O governo apontou ainda que a criação do fundo este ano contraria a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026, que não permite a criação, no exercício financeiro, de fundos para financiar políticas públicas. Também considerou inconstitucional a criação de um comitê gestor para administrar o fundo por iniciativa parlamentar. A mensagem de veto ressalta que cabe ao Poder Executivo propor mudanças na organização e no funcionamento da administração pública federal.

Outro dispositivo vetado previa alterações nas regras de compartilhamento de riscos entre fundos garantidores. De acordo com a mensagem de veto, as mesmas mudanças já haviam sido incluídas na Lei 15.473, de 2026. Para o governo, a repetição poderia gerar redundância normativa e insegurança quanto à redação vigente.

Os vetos presidenciais serão analisados pelo Congresso Nacional em data ainda a ser definida. 

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado



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