“Obras já”

Duplicação de estradas que ligam Cuiabá ao interior é debatida na AL

A maioria das estradas que liga a capital ao interior de Mato Grosso ainda tem os traçados do século passado.

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Política

Há muitos anos que a população de Mato Grosso, como também dos motoristas que trafegam pela região, sonham e reivindicam a duplicação de trechos das rodovias que ligam Cuiabá, para outros destinos do estado, como também do Brasil.

Hoje, para quem vem da região sul, Rondonópolis por exemplo, já encontra o sonho realizado, mas para quem outras direções como Rosário Oeste, Jangada, Chapada dos Guimarães, Cárceres, Poconé, Barão de Melgaço, sem falar da Rodovia dos Imigrante, um contorno de Cuiabá e Várzea Grande, com cerca de 30 km, com objetivo de desafogar o trânsito local, mas que por décadas vem gerando prejuízos aos motoristas e fazendo vítimas fatais, mais uma vez, a duplicação ainda não saiu do papel.

Foto: Paulo Ribas / Correio do Estado

Devido os incidentes, acidentes e riscos que muitas pessoas, inclusive os políticos do estado passaram nos últimos meses percorrendo por essas estradas, pauta de duplicação de vários trechos vem tomando conta das sessões na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, como também dos trabalhos de alguns deputados federais e senadores da República.

Um dos trechos que liga Cuiabá a Rosário Oeste, são cerca de 100km pela MT010, principal estrada utilizada pelos veículos de pequeno porte, que seguem em direção à Capital, e região sul do estado. A duplicação desta via é reivindicada pelos milhares de motoristas que trafegam diariamente pelo local.

Foto: Deletran-MT

“Devido a quantidade de veículos na MT010, a duplicação é uma necessidade, para evitar os constantes acidentes, evitar mortes e proporcionar o desenvolvimento na região”.

A duplicação dos 65km entre Cuiabá e Chapada dos Guimarães, é outro trecho que no papel mostrou a importância das obras para aas questões do turismo, economia e até mobiliário da região.

“Na época houve muita gente que comprou terreno, sonhando em morar em chapada”.

Foto: DELETRAN-MT

As pautas estão sendo cada vez mais debatidas, a esperança de estradas melhores que comportam o trefego atual, volta tomar conta da população, os motoristas esperam que não seja mais uma vez apenas discurso de ano eleitoral.

Foto: Rota do Oeste

 

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Podemos concentra R$ 2 milhões em campanha e mira bancada de seis deputados

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O Podemos decidiu apostar alto na eleição proporcional de Mato Grosso e já destinou R$ 2,05 milhões em recursos de campanha aos candidatos que disputam vagas na Assembleia Legislativa. A estratégia acompanha uma meta ambiciosa anunciada pelo partido: eleger pelo menos seis deputados estaduais e formar uma das maiores bancadas da próxima legislatura.

A legenda lançou 25 nomes para a disputa pela ALMT e, de acordo com o presidente estadual do Podemos, Max Russi, trabalha com a expectativa de conquistar seis cadeiras, podendo chegar a sete. A projeção colocaria o partido com um quarto das 24 vagas do Legislativo estadual.

A distribuição dos recursos, porém, não ocorre de maneira uniforme. O próprio Max Russi, que busca a reeleição e atualmente preside a Assembleia, recebeu R$ 450 mil, o maior repasse registrado até agora. O valor representa cerca de 22% de todo o montante distribuído pelo partido.

Na sequência aparecem Karen Rocha, com R$ 200 mil, e Beto Dois a Um e Valdeníria Dutra, com R$ 150 mil cada. Outros sete candidatos, Adelcino Lopo, Bira, Geovane Gamba, Janailza Taveira, Allan Kardec, Sargento Casarin e Scheila Pedroso, receberam R$ 100 mil cada.

Também foram registrados repasses de R$ 50 mil para Alessandra Ferreira, Alex Rodrigues, Gustavo Bang, Joize Marques, Marcos Paulista, Meraldo Sá, Priscila Dourado e Salete Bergamin. Enquanto isso, Fabinho Tardin, Mauro Savi, Rafael Machado e Ulysses Moraes ainda não haviam recebido recursos do partido no levantamento. Carlos Kan aparece como inapto por não ter apresentado prestação de contas à Justiça Eleitoral.

A estratégia financeira revela uma tentativa do Podemos de transformar a força da chapa em representação efetiva no plenário. A legenda trabalha com a possibilidade de ampliar significativamente sua presença na Assembleia, mas o resultado dependerá do desempenho conjunto dos candidatos e da distribuição das vagas pelo sistema proporcional.

Com a maior parte da verba ainda concentrada em um grupo específico de candidaturas, o desempenho das urnas também será um teste para a aposta feita pela direção partidária. A promessa de seis cadeiras significa, na prática, conquistar 25% da Assembleia, uma meta que colocaria o Podemos no centro das articulações pelo comando da próxima legislatura.



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