Mato Grosso
“Vai tomar no seu” diz Pivetta em discussão por whatsapp
Mato Grosso
Da Redação
O vice-governador e pré-candidato ao Senado Federal, Otaviano Pivetta (PDT) protagonizou uma discussão através de um grupo de Whatsapp no último domingo (01). De acordo com as informações, o pivô da discussão seria o presidente da República Jair Bolsonaro (Sem Partido).
A discussão teve início após uma pessoa ter questionado Pivetta se o mesmo estaria apoiando a controversa manifestação em apoio a Bolsonaro marcada para o próximo dia 15 de março para conquistar o apoio do presidente para a disputa das Eleições Suplementares, porém, após ser questionado, Pivetta negou que estaria buscando apoio de Bolsonaro. “Quando eu tentei buscar o apoio do presidente? Absurdo.” Disse o vice-governador.
A pessoa que questionou Pivetta continuou com uma nova pergunta, está que irritou o pré-candidato. “Ser gado é ser comum, trabalhar e pagar impostos”. Perguntou.
Na sequência, Pivetta envia uma nova mensagem aparentando estar irritado dizendo. “Então o Sr. Está julgando errado, 1ª não tens o direito de julgar, 2º não me meça com a sua régua. Minha obra está materializada, não sera o Sr. Que vai me ofender.” Disse.
A pessoa que discutia com Pivetta tenta se justificar dizendo que ser gado seria compactuar com as ações do atual governo, assim como, ser contra o congresso unicamente porque Bolsonaro também seria. “Não Otaviano, isso não é ser gado, até porque trabalhar e pagar impostos é o que os trabalhadores mais fazem, imposto de renda, por exemplo. Ser gado é compactuar com os desmandos desse governo. Ser gado é ser contra o Congresso apenas porque o Bolsonaro também é.” disse a pessoa na qual não foi identificada.
Na mensagem subsequente o vice-governador já começa a perder a compostura. “Conversador fiado de 5ª categoria”. Escreve Pivetta. Na sequencia o pré-candidato perde de vez a paciência e insinua que o debatedor vá tomar, exatamente naquele lugar no qual não pode ser reproduzido aqui, endossando a fala de outra pessoa que havia dito em alto e bom tom, “E você (…) vai tomar no teu.” Escreveu Pivetta.
Mesmo após a mensagem, o debatedor não se sente intimidado e parte para o embate. “Você defender um cara que sugeriu que eu fosse tomar no c*, cara. Qual sua opinião a respeito? Um vice-governador sugerir que um cara comum vá tomar no c*?” questiona a pessoa.
Na sequência Pivetta responde de forma irônica. “Sugeri que fosse tomar no seu. O resto é decisão sua.” Escreveu. Ele continua, “Boa noite a todos. Até o próximo dia de ócio que não sei quando será.” Disse.
Porém a pessoa que está na discussão não perde a oportunidade e escreve uma mensagem em tom de deboche. “Com certeza, você é muito importante para estar debatendo em um grupo. Tem que ser em um dia ocioso para que isso ocorra. Obrigado pelo boa noite, porém vou desejar boa para você, não serei hipócrita para desejar boa noite para um cara que sugeriu que eu fosse tomar no c*.” finalizou.
Foto: Secom-MT
Mato Grosso
Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri
Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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