“Wi Fi Ligado”

Na lista da Justiça o isolamento será o melhor caminho para os políticos tornozelados  

Muitos ex, prefeitos, vereadores, deputados, governadores buscam retornar para vida pública, só esqueceram de aparar as arestas na Justiça.

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Política

Em ano de eleição, todo cuidado é pouco para quem pretende ingressar na vida pública, já que uma nódoa na imagem neste momento, nem “lixivia” tira, já para aqueles que fazem parte, e tem um passado que não condiz com as características exigidas pelo povo, com comportamentos que afrontam os rigores das Leis, que podem resultar em punições severas, resta buscar o isolamento espontâneo em algumas das suas propriedades, sendo monitorados constantemente via Wi Fi, ou degustar das “quentinhas” do Centro de Custódia de Cuiabá.

Coincidência ou não, vários processos e investigações estão apresentando os seus desfechos neste período, nos últimos dias, mais de 20 nomes de ex-deputados, tomaram conta das manchetes dos principais sites de notícias do estado, ainda mais para aqueles que fizeram parte do legislativo estadual, no período do ex-governador, Silval Barbosa.

De acordo com o canto do “Aracuã”, naquela época muito pouco, ou quase nada se salvava, não é atoa que a lista está bem extensa, as denúncias foram realizadas, os inquéritos instaurados, mandados expedidos, afastamentos, julgamentos e condenações mudaram o cenário, muitos políticos de carreira não tiveram alternativas, que não fosse “pegar o banquinho” e tentar sair de fininho, porque teve aqueles que na alvorada foram despertados com a presença da polícia.

Foto: Diego Herculano

“Teve também, ainda não sabe como, aquele que conseguiu fugir e foi flagrado até de cueca no elevador, mas logo caiu nas mãos da Justiça”.

As últimas delações de investigados, caiu feito uma bomba, as informações sobre devolução de recurso público, ultrapassam a casa dos milhões, de forma individual, são processos que vão desde o denominado “mensalinho”, até os mais “cabeludos” desvios.

Nos últimos anos, a Justiça excluiu e impossibilitou muitos políticos de perpetuar na carreira. Neste ano de eleição, alguns que ainda não foram condenados e se julgam enquadrar na “Lei da Ficha Limpa”, já estavam com time montado percorrendo várias localidades, anunciando as suas pretensões.

Segundo o “Aracuã”, tem até médico que chega nas casas, lembrando do parto e outras cirurgias que foram feitas, como uma forma de cobrar e informar que pretendia voltar.

Assim como este médico, existem os empresários, pecuaristas, entre outros afortunados que a Justiça está acabando com o sonho de retornarem à vida pública.

Foto: portal.trt12.jus.br

Foto: Fablício Rodrgiues/ALMT

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Podemos concentra R$ 2 milhões em campanha e mira bancada de seis deputados

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O Podemos decidiu apostar alto na eleição proporcional de Mato Grosso e já destinou R$ 2,05 milhões em recursos de campanha aos candidatos que disputam vagas na Assembleia Legislativa. A estratégia acompanha uma meta ambiciosa anunciada pelo partido: eleger pelo menos seis deputados estaduais e formar uma das maiores bancadas da próxima legislatura.

A legenda lançou 25 nomes para a disputa pela ALMT e, de acordo com o presidente estadual do Podemos, Max Russi, trabalha com a expectativa de conquistar seis cadeiras, podendo chegar a sete. A projeção colocaria o partido com um quarto das 24 vagas do Legislativo estadual.

A distribuição dos recursos, porém, não ocorre de maneira uniforme. O próprio Max Russi, que busca a reeleição e atualmente preside a Assembleia, recebeu R$ 450 mil, o maior repasse registrado até agora. O valor representa cerca de 22% de todo o montante distribuído pelo partido.

Na sequência aparecem Karen Rocha, com R$ 200 mil, e Beto Dois a Um e Valdeníria Dutra, com R$ 150 mil cada. Outros sete candidatos, Adelcino Lopo, Bira, Geovane Gamba, Janailza Taveira, Allan Kardec, Sargento Casarin e Scheila Pedroso, receberam R$ 100 mil cada.

Também foram registrados repasses de R$ 50 mil para Alessandra Ferreira, Alex Rodrigues, Gustavo Bang, Joize Marques, Marcos Paulista, Meraldo Sá, Priscila Dourado e Salete Bergamin. Enquanto isso, Fabinho Tardin, Mauro Savi, Rafael Machado e Ulysses Moraes ainda não haviam recebido recursos do partido no levantamento. Carlos Kan aparece como inapto por não ter apresentado prestação de contas à Justiça Eleitoral.

A estratégia financeira revela uma tentativa do Podemos de transformar a força da chapa em representação efetiva no plenário. A legenda trabalha com a possibilidade de ampliar significativamente sua presença na Assembleia, mas o resultado dependerá do desempenho conjunto dos candidatos e da distribuição das vagas pelo sistema proporcional.

Com a maior parte da verba ainda concentrada em um grupo específico de candidaturas, o desempenho das urnas também será um teste para a aposta feita pela direção partidária. A promessa de seis cadeiras significa, na prática, conquistar 25% da Assembleia, uma meta que colocaria o Podemos no centro das articulações pelo comando da próxima legislatura.



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