“Acorizal”

Professora denuncia precariedade na prestação de serviços da Prefeitura

Nada é tão ruim, que não possa piorar, assim a população fala sobre a gestão da Prefeitura de Acorizal

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Alunos da comunidade rural, como da região de Corgo Fundo e Chapéu do Sol, no município de Acorizal, localizado a cerca de 70km de Cuiabá, estão perdendo dia letivo, devido as condições das estradas vicinais, que sem manutenção, ficaram intransitáveis para os ônibus, prejudicando centenas de estudantes que precisam do transporte, para chegar até às escolas.

De acordo com a professora, Luciene Arruda, que leciona para vários estudantes na rede pública de ensino, as precariedades são vistas em vários setores do município, desde os estados precários dos ônibus, que não possuem a devida segurança aos passageiros.

“Estamos vivendo um verdadeiro caos na cidade, a Prefeitura não está trabalhando para atender as necessidades do povo, a ausência do poder público, está prejudicando o presente e futuro dos jovens”, explicou Luciene.

Foto: Redes Sociais.

A professora ainda encaminhou fotos, vídeos e informações comprovando as precariedades das estradas na comunidade rural, inclusive de uma ponte, que teve praticamente toda cabeceira destruída, impedindo a passagem de veículos.

Foto: Arquivo pessoal

“Moradores da Comunidade UEMB estão refazendo os serviços nas estradas, por conta própria, porque o trabalho realizado pela Prefeitura não existe mais, as estradas estão tomadas por buracos, valas até crateras, sem ônibus, os estudantes estão caminhando vários quilômetros para chegar nas escolas, onde além de correr perigo, quando chegam, já estão cansados e desanimados, comprometendo o desenvolvimento educacional”, relatou a professora.

Foto: Rede Social

De acordo de informações de moradores, há vários anos que a cidade de Acorizal entrou em uma linha de retrocesso, com gestores que só visão o bem individual, seja para comprar “cavalos de raça” ou “pagar conta alheia”, mas as denúncias estão sendo realizadas no Ministério Público Estadual, e a esperança é de que mais cedo ou mais tarde, a Justiça seja feita. Enquanto isso, boa parte da população vai continuar denunciando as ações da Prefeitura de Acorizal.

O prefeito, Diego Taques, como também Meraldo Sá foram procurados para falar sobre o assunto, mas até o fechamento da matéria, não foram localizados.

Fonte: Rede Social

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Júlio manda sindicalista deixar Assembleia durante discussão sobre reajuste

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O deputado estadual Júlio Campos (União) se irritou durante a mobilização de servidores do Judiciário pela votação do reajuste salarial de 6,8%, na manhã desta quarta-feira (9), Assembleia Legislativa de Mato Grosso. O parlamentar interrompeu uma entrevista após ser questionado pelo presidente do Sinjusmat, Rosenwal Rodrigues dos Santos, e pediu que o sindicalista deixasse o local.

Júlio acionou a segurança da Assembleia e afirmou que Rosenwal deveria fazer sua manifestação fora do espaço onde concedia entrevista.

“Por favor, silêncio aí! Eu estou dando entrevista. Nos respeite! Você vai fazer discurso lá fora. Segurança! Tira esse moço daí, por favor. Está atrapalhando a entrevista”, disse o deputado.

A reação ocorreu em meio à pressão dos servidores para que a Assembleia cumpra a decisão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, que anulou a votação anterior do veto ao reajuste e determinou uma nova apreciação, desta vez com voto aberto e nominal. A matéria estava prevista para ser analisada nesta quarta-feira, mas acabou ficando fora da pauta, levando o sindicato a recorrer novamente ao Judiciário.

Após a discussão, Júlio afirmou que sua posição era favorável à categoria e que os servidores deveriam respeitar o espaço do Legislativo.

“Eu estou defendendo a causa do Judiciário. Eu estou defendendo a causa de vocês. Vocês têm que respeitar que é o Poder Legislativo. Aqui não é Judiciário. Respeite!”, declarou.

O embate ocorreu justamente em um momento de forte mobilização do Sinjusmat. O sindicato havia convocado os servidores para acompanhar presencialmente a sessão e pressionar pela derrubada do veto que impede, até o momento, a aplicação do reajuste de 6,8%.

A votação original ocorreu em dezembro de 2025, quando os deputados mantiveram o veto do então governador Mauro Mendes por 12 votos a 10. A Justiça anulou aquela deliberação porque ela ocorreu de forma secreta e determinou que o veto fosse novamente analisado em plenário, com registro individual dos votos.

A decisão judicial, porém, não garante automaticamente o reajuste aos servidores. Os deputados ainda precisam decidir se mantêm o veto ou se o derrubam, permitindo o avanço do projeto aprovado anteriormente pela Assembleia.

Com a ausência da matéria na pauta desta quarta, o Sinjusmat voltou a acionar o TJMT e pediu que a Corte determine a inclusão imediata do veto na ordem do dia. A decisão que anulou a votação prevê multa de R$ 50 mil por dia em caso de descumprimento, podendo atingir pessoalmente o presidente da Assembleia, Max Russi (Podemos).



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