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“Eu estou pronto para assumir aquela cadeira” diz Botelho sobre eventual afastamento de Pivetta

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Da Redação

O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado estadual Eduardo Botelho, afirmou que está pronto para assumir o Executivo em uma eventual vitória de Otaviano Pivetta (PDT) que é pré-candidato nas Eleições Suplementares para o Senado Federal.

Botelho fez a afirmação após ser questionado por jornalistas sobre a possibilidade de se tornar governador “Eu estou pronto para sentar naquela cadeira”, disse Botelho. O deputado é o primeiro da linha sucessória do Governo do Estado em caso de vacância do vice-governador.

Eduardo Botelho já teve a oportunidade de atuar no maior cargo político do Estado, em 2017, Botelho assumiu o cargo de governador após o então governador Pedro Taques (PSDB) e seu vice, na época Carlos Fávaro (PSD) irem com uma comitiva para a China onde participaram da COP 23.

Ao longo da história, além de Botelho, outros cinco presidentes da ALMT assumiram temporariamente o cargo de governador, são eles: Moisés Feltrin, Humberto Bosaipo, Sérgio Ricardo, Mauro Savi e Guilherme Maluf.

Para que isso ocorra, é preciso que as cadeiras de governador e vice-governador fiquem vagas, isso pode acontecer em caso de vacância do cargo, porém é mais comum que isso ocorra quando os detentores dos cargos precisam se ausentar do Estado, normalmente para participar de eventos ou reuniões.

Pivetta foi escolhido como pré-candidato do PDT para concorrer a vaga de senador aberta após a cassação da senadora Selma Arruda (Podemos), cassada por abuso de poder econômico ao praticar ‘caixa dois’ de campanha durante a campanha eleitoral de 2018. A ex-juíza teve seu mandato cassado em abril de 2019 pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE), a decisão foi confirmada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em dezembro de 2019 por unanimidade, após a decisão uma nova eleição foi convocada para o dia 26 de abril.

Foto:  FABLICIO RODRIGUES / ALMT

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Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri

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Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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