Política
Governo de MT e Ministério Público planejam medidas de prevenção aos incêndios no Pantanal
No último ano, a redução de focos de calor foi de 82,44% no Pantanal, em comparação com o mesmo período de 2020
Política
Representantes da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT), Ministério Público Estadual e Corpo de Bombeiros Militar (CBMMT) sobrevoaram de helicóptero o Pantanal mato-grossense para monitorar o bioma e planejar ações conjuntas de prevenção aos incêndios no Pantanal.
Segundo a secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, o Pantanal mostra que o período de chuvas proporcionou ao bioma o alagamento de corixos e a cheia dos rios Bento Gomes e Pixaim. “Verificamos uma significativa melhora no ambiente, os rios estão bem cheios, e as Baías de Chacororé e Siá Mariana já mostram um restabelecimento do comportamento hidrológico. O objetivo é que o Estado continue adotando as medidas técnicas e científicas para a prevenção dos incêndios, e permaneça monitorando o Bioma para verificar os resultados”, avalia a secretária.
A promotora de Justiça do Meio Ambiente, Ana Luiza Peterlini, e o comandante-geral do Corpo de Bombeiros Militar, Alessandro Borges, também vistoriaram de perto a cheia das Baías de Chacororé e Siá Mariana, e o nível dos rios, além do entorno da Estrada Parque Transpantaneira. A vistoria aconteceu com apoio do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer).
As imagens de um pantanal cheio dão um alento ao poder público e à natureza, levando em consideração a seca dos últimos dois anos. , destaca o comandante-geral do CBMMT, Alessandro Borges.
“Realmente está bem melhor do que vimos nos últimos dois anos, e ainda temos um mês de chuvas. Acreditamos que deva ter um volume maior de água neste ano. Isso é muito importante, porque quanto mais umidade e água, maior a dificuldade da propagação do fogo. Ficamos muito satisfeitos porque esperávamos ao menos cinco anos de período muito seco no Pantanal”, confirma o comandante.
Ele destaca a integração dos órgãos como um fator primordial para a prevenção e o enfrentamento aos incêndios. No último ano, a redução de focos de calor foi de 82,44% no Pantanal, em comparação com o mesmo período de 2020.
Baía de Chacororé
As Baías de Chacororé e Siá Mariana passaram por períodos de seca no ano de 2020. Para Peterlini, a visita para verificar o nível de água foi muito importante para ter uma visão do quanto as chuvas impactam de forma positiva o ambiente, e preparar as ações para mais um período de estiagem. Na sua avaliação, o Estado avançou na preservação das Baías com as medidas que já foram realizadas.
“O volume de água aumentou bastante e nos tranquiliza, mas ainda percebemos os impactos dos incêndios. Precisamos continuar o monitoramento e investir no Plano de Ação que o Estado apresentou. Vamos fazer um detalhamento, junto com a Sema, para que as ações possam continuar. Algumas ações já foram feitas, para que no ano que vem possamos ter o retorno dos níveis históricos que ela sempre teve”.
Em 2021, a Sema e a Secretaria de Estado de Infraestrutura (Sinfra) executaram a limpeza de corixos e de aterros embaixo de pontes obstruem o fluxo natural das águas. As ações emergenciais surtiram efeito, e as Baías não secaram como no ano de 2020. Agora, o Plano de Ação parte para o detalhamento das medidas de médio e longo prazo, em consenso com o Judiciário e Ministério Público.
Política
Advogado aciona Justiça contra Pivetta e pede conclusão de promoções de coronéis da PM
Ação popular questiona decisão do Governo de Mato Grosso de não efetivar promoções previstas para 5 de setembro e pede medida liminar para obrigar Estado a dar andamento ao procedimento
O advogado Marco Antonio Souza e Silva ingressou com uma ação popular, com pedido de tutela liminar, contra o Estado de Mato Grosso e o governador Otaviano Pivetta, questionando a não conclusão das promoções de oficiais ao posto de coronel da Polícia Militar de Mato Grosso (PMMT), previstas para o dia 5 de setembro de 2026.
Na ação, protocolada na Vara Especializada de Ações Coletivas da Comarca de Cuiabá, o advogado sustenta que a legislação estadual estabelece os dias 21 de abril e 5 de setembro de cada ano para a realização das promoções na Polícia Militar. Segundo o documento, havia cinco vagas para coronel e 15 tenentes-coronéis habilitados, mas as promoções não foram efetivadas na data prevista.
A ação ganhou força após declarações atribuídas ao governador Otaviano Pivetta. Conforme consta na petição, ao ser questionado publicamente sobre o assunto no dia 7 de setembro, Pivetta afirmou que ainda estava analisando a questão, que a promoção dos novos coronéis “não é prioridade” e que “às vezes não nomear é governar”.
Para Marco Antonio, a discussão não busca fazer com que o Poder Judiciário escolha quais oficiais devem ser promovidos. A tese apresentada é de que uma eventual margem de escolha do governador entre os militares habilitados não permitiria ao chefe do Executivo simplesmente deixar de concluir o procedimento previsto em lei.
A petição sustenta ainda que a paralisação pode atingir princípios constitucionais como legalidade, impessoalidade, moralidade e finalidade administrativa. O advogado argumenta que, caso exista algum impedimento técnico ou jurídico para as promoções, a razão deveria ser formalmente apresentada pela administração estadual.
Liminar pede explicações em 48 horas
Entre os pedidos apresentados à Justiça, Marco Antonio requer que o Estado entregue, no prazo de 48 horas, a íntegra do processo administrativo relacionado às promoções, incluindo a relação de vagas e habilitados, classificações, pontuações, atas da Comissão de Promoção de Oficiais, documentos enviados ao governador, pareceres jurídicos e eventuais ordens de adiamento.
O advogado também pede que Pivetta e o Estado sejam obrigados a apresentar, em até cinco dias úteis, os fundamentos jurídicos concretos que levaram à não conclusão das promoções. Além disso, solicita que a Justiça determine a continuidade e conclusão do procedimento em prazo a ser estabelecido judicialmente.
A ação também levanta a possibilidade de apuração de eventual desvio de finalidade eleitoral, caso documentos ou comunicações internas demonstrem que a postergação das promoções ocorreu por razões eleitorais ou por finalidade estranha às regras da carreira militar. A própria petição ressalva, porém, que essa hipótese não é apresentada como fato comprovado neste momento.
No mérito, o autor pede que seja reconhecida a ilegalidade da paralisação do procedimento após 5 de setembro caso não exista causa jurídica considerada idônea e que o Estado seja obrigado a concluir o processo por meio de decisão formal e fundamentada.
A ação foi assinada por Marco Antonio Souza e Silva, que atua em causa própria, e é datada de 8 de setembro de 2026.
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